sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sonhos envelhecem ou nos renovam?

Por que se chamavam homens
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Clube da Esquina Nº2 - Lô Borges


Me aconteceram umas coisas bem chatas nos últimos dias, dessas que te desarrajam a vida - se assim  você permirtir. Bom, eu permiti, me permito essas coisas de vez em quando. O fato é que o tal acontecimento me fez rever alguns de meus planos - leia-se sonhos.

Eu acredito que a gente envelheça e que alguns sonhos envelheçam conosco. Não vejo envelhecer como algo ruim, vejo mais como crescer, como amarudecer e cair do pé, ir tocando a vida em frente com as novas experiências e vivência. E será que a gente pode mudar sem que os nosso sonhos mudem?

No passado, achava que os sonhos mais ligados à nossa essência, àquelas coisas que não mudam, permaneciam perenes e (semi-)intactos. Hoje, depois de tudo e um pouco mais, continuo achando isso. Me peguei pensando no meu sonho mais antigo, aquele dos primórdios, das minhas primeiras eras de formação, aquele mais inerente, visceral, estomacal, aquele do cerne, do âmago... Sim, aquele sonho... Já são dozes anos e ele permanece.

Outros sonhos a gente recicla. Não que fossem lixo, de modo algum, mas acabamos dando um jeito de adaptá-los aos momentos distintos, novos estilos de vida e diversas visões de mundo que adquirimos ao longo de nossas vidas.

Acho que, no fim das contas, as nossas prioridades mudam com a gente: o que me faz feliz aos quatro anos não é o que me faz feliz aos quarenta. E a felicidade anda de mãos dadas com os sonhos.

2 comentários:

Ana B. disse...

é.. alguns sonhos ficam pelo caminho, não por serem impossíveis, mas por perderem o sentido.

outros a gt leva e, quem sabe um dia, realiza

Carolina disse...

E me diz como é que você pode detestar um texto desses?

Eu ainda concordo com o Lô Borges, mas aprecio também a sua visão...

:)