domingo, 4 de setembro de 2011

All you do is take.

Tema da semana: Pessoas que tiram vantagem. 



Neal: When I'm not ready, you hunt me down. When I try and make it work, you're not interested. 
Molly: Ever since we met, it's about what I'm doing wrong... but I'm not the one with the problem. You are, you and your selfishness. All you do is take. I've got nothing for you right now, so... maybe it's time to start thinking about someone other than yourself. 



Esse diálogo é do filme Uptown Girls (Grande menina, pequena mulher), dessa cena aqui. E reflete um pouco como eu me sinto a respeito de algumas pessoas que já tiraram vantagem de mim, uma vez ou outra, ou várias vezes, porque dei mais chances, afinal, tenho um dom nato de ser trouxa .

A fonte secou. Não tem mais nada para tirar aqui.

Rica eu nunca fui, se um dia tivesse sido, talvez teria sobrado algo do que pudessem se aproveitar, porque não faço tanta conta de dinheiro quanto faço das minhas forças. É, faço conta das minhas forças. O fato é que já me orgulhei de ser forte, já fui algum dia, ou cheguei a acreditar nisso. De tanta força sugada, aqui e ali, não sobrou mais nada. E não estou falando dos amigos, porque estes devolveram, muitas vezes de forma multiplicada, toda força que de mim receberam.

Estou falando de gente egoísta, esquisita, que entende as relações, sejam pessoais ou profissionais, como oportunidades  de retirar tudo o que for possível, sem nada oferecer em troca, ou, na melhor das hipóteses, oferecer muito pouco.

Depois de uma temporada no fundo do poço graças a pessoas assim, agora toda força que brota na minha vida eu guardo para mim e para os poucos que estão ao meu redor devido a laços duradouros, e não por serem oportunistas.

Não sobrou nada, nem força, nem vontade. Nenhuma vontade de mover montanhas pra quem se recusou a ouvir meu choro de madrugada; de indicar para uma vaga de emprego alguém que se apoiou em mim para subir degraus; de fazer um pedido especial para quem esqueceu de mim por um ano, enquanto não precisava das forças que eu tinha; de ser sempre disponível para alguém que sempre me deixará de lado, seja por um projeto de vida, por um vídeo game ou por um romance.

E, ao contrário da mocinha do filme, eu não acredito que alguém acostumado a sempre “tirar” dos que estão a sua volta, um dia saiba pensar em qualquer pessoa além de si. Muito menos acredito em uma vida justa, de forma que um dia essas pessoas venham a não ter mais de quem tirar vantagem, e passem a sofre com o fim de todas as fontes. Como eu já disse em outro post, sempre há uma nova safra de gente para ser enganada,


De qualquer forma... Me sinto livre.

 I've got nothing for you right now... E nunca vou ter.

5 comentários:

Dai disse...

Eu acho que eu ando tirando as forças de alguém. E tenho certeza de que andam tirando muito as minhas.

Eu acho que a gente sempre vai tirar as forças de alguém, o segredo é tentar repor, pelo menos.

Gostei muito do texto.

=)

Ana B. disse...

Então, é como disse a respeito dos amigos... n há mal em tirar, desde que se esteja disposto a devolver de alguma forma. =)

ℓ.mirella disse...

Sempre tive a sensação de que nas trocas que já realizei na vida, só com os bons amigos que não me senti no prejuízo.

=)

badona disse...

Sabe, já tiraram minhas forças egoisticamente, sem retorno e o pior: tentaram me deixar mais fraca e me prejudicar.
Fiquei mais cautelosa quanto a amizades e hoje tenho pouquíssimos amigos. Acho isso ótimo, porque eles realmente preenchem e nunca retiram.

Atitude do pensar disse...

Desde sempre, não fui de ter muitos amigos, sempre preferi qualidade, no sentido de verdadeiro, do que quantidade.
Mas ainda assim, sinto-me sugada, vez ou outra, pois acredito demais. Mas sabe, ainda assim prefiro acreditar. Prefiro não ter reservas. Prefiro sentir, nem que seja decepção. O sentir, faz com que eu me perceba viva!