quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O mundo é dos espertos



Tema da semana: Pessoas que tiram vantagem

Como já foi dito aqui, concordo que a Lei da Seleção Natural é válida e funciona muito bem. Quem sabe se virar melhor acaba conseguindo passar na frente e consequentemente tem maiores chances de atingir o objetivo com maior rapidez. Em todos os lugares há aquele tipo de pessoa que, com jeitinho, consegue o que quer. Eu não vejo problema algum em se dar bem, sendo esperto e inteligente e sabendo aproveitar boas oportunidades. O problema é se o sujeito resolve se dar bem sendo desonesto e trapaceiro. E o mais incrível é que em vários momentos, a malandragem é vista como um grande feito, e sempre tem um ou outro pra aplaudir e comemorar.

O que não falta por aí são pessoas que se apropriaram da boa-vontade dos outros ou usam golpes de esperteza para chegar a algum lugar. Seja uma furada de fila, um troco recebido a mais e não devolvido ou até conquistas mais valiosas, como por exemplo uma vaga de emprego, uma fraude em provas de concurso público, o superfaturamento de uma obra pública. Há formas e jeitos de tirar vantagem pra todos os gostos e pra todos os fins: bons ou ruins. Quem manda é a consciência e o caráter, detalhes pequenos quando comparados a dineiro, poder e satisfação pessoal.  

Não há nada demais em saber tirar proveito de nossas qualidades para atingirmos nossos objetivos. Está mais que certo aquele que sabe usar suas melhores características em prol de seu sucesso. Mas um cuidado com o limite entre explorar nossas habilidades e usar as habilidades - ou até mesmo os defeitos - do outro para se promover, não pode deixar de existir. Mas tem gente que gosta mesmo de viver na aba do outro, agindo como um parasita, aproveitando de tudo um pouco para se dar bem. Felizmente, mais cedo ou mais tarde, o parasistismo acaba, porque o hospedeiro se dá conta de que perdeu toda a sua energia e, literalmente, a fonte seca. Sem falar que as pessoas que convivem com um parasita acabam percebendo suas atividades de roubo de energia e passam a se manter cada vez mais longe dessas espécies, evitando qualquer tipo de contato ameaçador.  

3 comentários:

Elaine disse...

Muito bom, Carol!

Frau Forster disse...

Essa coisa da malandragem ser uma coisa "valorizada" é coisa cultural nossa, essa coisa do "jeitinho brasileiro". Também soiu a favor da ambição e não da falta de escrúpulos, como você bem colocou.
Acredito que se a Lei não dá conta dos tais espertinhos, a vida dá conta sim, só que vem em dobro. Ótimo texto ;)
Mil beijos

Ana B. disse...

Sem contar que não há sabor melhor que o da vitória por mérito, né? Saber que aquilo nos pertence, que foi fruto do nosso esforço!