segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Planejando não planejar


Tema: Lista de objetivos para o ano que vem.








Eu sou dessas pessoas que não se dão bem com mudanças. Por mim, nós não mudaríamos o ano, pois isso poderia atrapalhar algo que já está bom. Sou meio carrancuda quando o assunto é mudar. Só que penso também que seria bom mudar para que algo que está ruim tenha a chance de ficar melhor ou ser melhor. É um dilema. No fim, meia noite fecho meus olhos, penso em coisas boas, dou um gole da bebida cara e abraço quem amo (um homem primeiro de preferência, porque diz as boas línguas, que atrai pro ano inteiro).

Houve uma época que tentava fazer de tudo um pouco: pular ondinha, jogar pipoca para o alto, queimar papéis, acender vela, vestir branco e calcinha rosa, fazia lista, metas, desejos e até lambuzava meu nome no mel. Só que aí eu desisti. Secou a fonte do pai de santo que existe em mim.

Hoje o meu maior plano é não planejar. O meu maior objetivo é deixar a vida levar e que leve de maneira delirante e insensata a 200 quilômetros por hora e sem frear. Não vou dizer que não existe plano algum, porque seria besteira minha e tenho como verdade que a esperança é a ultima que morre. E eu até penso em fazer algum exercício físico para perder essa barriguinha mole, penso em passar menos tempo na internet deixando o tempo bom passar, penso em ser mais doce com as pessoas e responder menos de maneira seca, penso em ler mais livros e ver mais filmes, penso em conhecer novas pessoas, penso em ganhar mais dinheiro (pois como disse o Frejat, “é preciso viver também”), penso em me vestir melhor, em cuidar do meu cabelo, penso passar mais tempo com minha mãe, penso, penso, penso, penso. E penso no mar, penso que quero ver o mar logo, e sentir o sal e o sol na pele. Só porque é gostoso. Penso. Já até sinto.

Mas hoje, agora, meu plano pra 2013 é ter uma VIRADA. E eu sempre quero uma virada legal, como se absurdamente e virada fosse determinar todo o resto. E aí vou desejar os sentimentos bons. O meu plano é ser feliz. 

sábado, 29 de dezembro de 2012

Pois é chegada a hora.


Tema: O que você faria antes do mundo acabar?






Se eu tivesse a oportunidade de um fim anunciado, faria questão do que me é típico em dias de folga, com pequenas alterações apenas.

Acordaria tarde. Tomaria um banho demorado. Convidaria minha família para um rodízio de carnes por minha conta, afinal, pra quê eu guardaria dinheiro, ou me pouparia de colesterol?! E também não deixaria de tomar várias bolotas de sorvete de creme de maracujá de sobremesa.

Voltaria para casa de táxi, para que entre um papo e outro eu pudesse ligar sem preocupação para cada amigo que fez minha vida aqui mais feliz. Depois disso, tomaria mais um banho demorado, mas dessa vez sem culpa, e mesmo que não fizesse mais sentido, eu ainda me lambuzaria com minha loção hidratante de leite e mel, tipo a Xuxa no comercial da Monange, e não abriria mão do meu creminho anti-idade, simplesmente porque isso é um hábito, gente. Vestiria aquele meu pijamão estampado de ossinhos e patinhas de cachorro. Conversaria um pouco com o meu Pai Celestial. E torceria para que a Terra não começasse a tremer antes que eu concluísse a leitura de “Ivanhoé”, porque eu estou adorando essa aventura.

Então, quando as baratas me encontrassem, pois dizem que elas sobrevivem às mais terríveis catástrofes, elas se surpreenderiam com um sorrisinho meu no canto da boca e diriam uma para outra (e eu estou aqui viajando que elas conversam entre si):

_ Opa, mais alguém aqui teve um bom dia! E avançariam sobre minha carcaça.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Sobrevivendo ao fim do mundo desde 1987

Tema: O que você faria antes do mundo acabar?
O de sempre. A mesma coisa que eu faria agora às cinco e meia da tarde de uma sexta-feira.

Nunca parei para pensar nisso, no que eu faria caso o mundo acabasse. E, agora, matutando a respeito, vejo que não faria nada de especial ou de diferente. 

Eu já tinha pensado, várias vezes, no que eu faria caso descobrisse ter uma doença terminal: faria a minha partilha bem bonitinha, nada mais. Livros, filmes e vestidos. O fato é que morrendo sozinha ou com o mundo eu não deixaria nada por dizer, fazer, confessar, admitir.

As pessoas que eu amo sabem que as amo. Faço questão disso, porque a gente nunca sabe o dia de amanhã - com ou sem ameaça de fim do mundo. E, dentro do possível, evito deixar negócios pendentes por onde passo. Algumas coisas mal acabadas ficaram nos últimos dois anos, mas, mesmo assim, eu não ia tentar explicar, conversar, nem ir atrás para dar ou tirar satisfação. É coisa pela metade, mas também é página virada.

Se o mundo fosse acabar agora, eu beberia uma limonada gelada e daria um último abraço apertado na minha irmã. Simples assim: simples é o começo, simples como deve ser o fim. Assim.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

É melhor não perder tempo

Tema: O que você faria antes do mundo acabar?


Acho que nunca pensei de verdade nisso, porque nunca acreditei nessa possibilidade. Acho que temos acabado sim, nós e o mundo, aos pouquinhos. Vamos devagarinho morrendo pelos cantos, pelas beiradas, por dentro e também por fora. Só que não percebemos porque ao mesmo tempo nascemos. No mesmo instante que morre em mim alguma coisa qualquer, nasce outra completamente nova e toma a atenção e o lugar do que já não existe. 

Transformar é isso: jogar fora o que é velho e já não serve e se voltar para o novo e, pelo menos por enquanto, mais importante. E como temos nos transformado! Quem nunca olhou as fotos antigas e se assustou com o cabelo da prima? Quem nunca se encheu de nostalgia comparando as brincadeiras de criança de seu tempo com os video-games de última geração? É contínuo. Daqui a 10 anos, esse mundo e essa menina que digita essas palavras não existirão mais. 

Mas se tudo acabasse assim de uma hora pra outra, em meio a tempestades, vulcões e maremotos, eu não faria nada, além de chorar. Eu não conseguiria acreditar nem reagir. Provavelmente lamentaria todos os beijos que não dei e mais ainda as palavras que não tive coragem de dizer. Tentaria de alguma forma me esconder em algum abrigo que me protegesse dos meus arrependimentos e, boba, rezaria baixinho pra que eu fosse logo atingida por uma pedra certeira que me livrasse do terror dos meus pensamentos e da tola esperança de sobreviver e recomeçar. 

É por isso que eu não posso pensar na possibilidade de acabar. Preciso entender que tudo acaba mesmo, por isso a gente tem é que aproveitar. O bombom da caixa, o ventinho no rosto, o sorriso da criança, o barulho da chuva, o dinheiro no bolso, o vestido novo, o beijo, o abraço, o orgasmo, a raiva pra soltar tudo aquilo que está incomodando lá dentro, a oportunidade pra fazer aquilo que tem vontade, a saúde pra correr atrás do que deseja e o amor pra distribuir, já que é tanto e é de graça. E amor, eu sei que não acaba. Aliás, cresce a cada dia mais.




segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Mundão


Tema: O que você faria antes do mundo acabar?





Eu nunca pensei que fosse acabar um mundão assim grandão e cheio de chão e céu feito o nosso. Como pode beleza ter fim? Beleza não tem fim, beleza pode até doer os olhos ou enfeitiçar, mas fim não tem – e deve ser por isso que as pernas das modelos são enormes (a minha é curtinha). Mas pensando amargamente: e se eu fosso o Noé da vez?

Esquecida do jeito que sou, teria que fazer uma lista e ainda assim, alguma maravilha do mundo ficaria de fora. Mas no topo da lista estaria O MAR, aquela imensidão líquida e salgada estaria salva. E sobre os animais: todas as fêmeas com seus machos e filhotes. E, pois sim, sobre os humanos, seria cruel e faria uma triagem, minha particular e temida operação pente fino. Sem dó e má, tendo como principio que o fim justifica o meio e que o homem é o lobo do homem.

Uma carta seria escrita, intitulada “Amor”, na qual todo e qualquer mandamento (meu) seria amar. Amar de verdade, sem limite, sem medo, sem regra e sem castigo. Salvaria a pipoca, o brigadeiro, os filmes, A Usurpadora, os livros, a internet, Beatles, Caetano, Betânia, Chico e Elis. Seria o fim do dinheiro e conversaria com Raul sobre esse lance de viva a sociedade alternativa.

Ah, se acabasse. Ah, se fosse amanhã. Eu tomaria uma cerveja gelada, na areia da praia, assistindo o último sol, olhando feito criança brincando no mar, quem eu daria meu coração quando tudo fosse fim. E que se acabe em barranco que é pra eu morrer deitada.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Filhinho da Mamãe


Tema: Trem das Onze




Até acredito, porque já vi filhos que de tão agarrados à barra da saia da mãe vão deixando de arriscar certas emoções. Contudo, sempre penso que isso não é definitivo, pois também já vi que quando um moço realmente está certo de sua escolha, a opinião da mãe pode até pesar, mas ele agirá como ele deseja e pronto.

No entanto, no "Trem das Onze", fico sempre achando que a mãe é só uma desculpa para o descompromisso do rapaz, ora, me parece que ele até gargalha: quais, quais, quais, quais, quais, quais... como quem cantasse satisfeito: enganei o bobo na casa do ovo...


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Maria fumaça

Tema: Trem das Onze

Não moro no Jaçanã, mas é como se fosse. É São Paulo, mas é como se não fosse. Longe do centro, moro na zona sul. Só que a zona sul é grande, sabe? Podia ser dividida em umas três partes: assim ficaria mais fácil se localizar e dizer "eu moro na zona sul" faria mais sentido geográfico.

Felizmente, o transporte público melhorou nos últimos anos e me sinto, fisicamente, mais ligada ao mundo. Ainda assim, conheço bem o dilema de Adoniran: essa coisa de ter que voltar cedo por causa do transporte e da mãe preocupada em casa. 

E sempre o trem. Durante meus anos de faculdade, utilizava o trem diariamente e, a despeito das pequenas chateações, sempre o vi com lirismo e alguma poesia. Tenho boas histórias e bons causos com o trem de pano de fundo. Histórias e encontros nas estações. E acho que o trem dá uma boa metáfora sobre a vida: o destino é o mesmo para todos, mas somos nós que escolhemos onde descer.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Não me importava o trem





Era carnaval e ele tinha gosto de carnaval. Gosto de samba, gosto de copo pequeno carregado de bebida. Tinha aquela voz na orelha de carnaval, voz apressada, voz de quem acabou de chegar e já pensa em uma desculpa para ir. Pegou na cintura, fez carinho, piscou. Fiquei perplexa, mal sentia os confetes caindo juntamente com a chuva. Flertou e usava bigode ralo, fino, que me encantava ao sorrir. Não me importava o meu trem, não me importava as onze horas.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Sem x Com


Tema da semana: Trem das onze




Eu sou uma pessoa muito distraída, muito mesmo. Isso muitas vezes me faz passar por estúpida, ignorante ou burra.

Veja bem, estou muito familiarizada com a música “Trem das Onze”, mas só hoje, depois de uns 20 anos escutando, que reparei na letra. Eu faço essas coisas, escuto sem entender.

E estou aqui muito deprimida, porque reparei que o moço da música não pode ficar nem mais um minuto COM você, e não SEM você, como meus ouvidos quiseram entender esses anos todos.
É trágico, é triste. Embora faça a música parecer com a realidade... As pessoas são quase sempre mais corajosas do que covardes. Era evidente que ele deixaria a moça, ao invés de leva-la a Jaçanã com ele, ou esperar até amanhã de manhã.

Sem hesitar, as pessoas amanhecem na rua por amigos, por shows, não por romance. Porque por romance a chance de decepção é maior... E nem todo mundo nasce acreditando nessas coisas. Tem gente que se preocupa com o sono da mãe, com a casa pra olhar...

Eu prefiro músicas assim... Que falam do amor de verdade. Ou das enrolações que a falta de amor ocasionam... Como aquela música que diz: “até que eu encontre outra pessoa”. Enfim, talvez o moço da música tema poderá ficar após as onze, por uma moça por quem ele se interesse mais. É assim que acontece. O trem é só uma desculpa. Não é você, sou eu. Quer dizer, na verdade, é minha mãe, que está rindo até agora de mim, porque contei pra ela que eu achava que era "não posso ficar nem mais um minuto sem você".. Pelo menos ela está rindo, porque primeiro ela me olhou com uma cara de espanto e disse: "ele é filho único, Ana Laura".

sábado, 15 de dezembro de 2012

ao ponto!


Tema: Como vai você?






Os que sabem um pouco mais sobre mim talvez dissessem:

_ A Laninha?! “Vai a pé”. Porque você acha que ela anda tão feliz? Ela caminha todos os dias. Por isso, o que não falta é endorfina naquele organismo!

Já os que não sabem nada:

_ A Elaine?! “Vai às escondidas”. Com certeza. Porque aquela ali tem uma “cara de sonsa que só vendo”!

Mas a verdade é que eu simplesmente vou bem. Ora só. Ora acompanhada. Contudo, a mais “quentinha” é que estou aprendendo a cozinhar. Ora só. Ora acompanhada. E tem sido uma delícia só, e acompanhada!



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Você quer mesmo saber?

Tema: Como vai você?

Não, eu não preciso mais saber da sua vida, do seu dia, nem nada assim. Não, você não modificou a minha vida, mas talvez me tenha feito mais dura, mais bruta, mais fria. A sua ausência me traz a paz antes esquecida. 

Então não preciso saber:

- Como vai você?

Tem sede? A sede de te amar passou. A vontade vem - e passa.  Você foi desfazendo o laço por anos e quem o desfez de vez fui eu. 

O tempo veio e afastou nós dois:

- Toma esse lenço e enxuga as mãos: você deixou o momento escorrer por elas.

E tudo ficou para depois, para amanhã, para um futuro incerto, futuro esse que não quero, desprezo, me cansa. E sei que gosto mais de mim do que [gostei de] você.

- Como vai você?

Você não vai dizer, nunca diz. Só o sorriso maroto de lado. Vazio. Nada vezes dois, três, cinco, mil.

E aí me chama para um café, partindo do ponto perdido onde paramos. E segura minha mão e me diz seguro:

- Como vai você? Eu preciso saber da sua vida...


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Melhor agora



Tema: Como vai você?

Era a pergunta que eu queria fazer. Olhar pra você, reconhecer todos os detalhes, as mãos, os cabelos, os olhos, a risada esperta. Ouvir você contar todas as histórias e lembrar junto das nossas. Rir junto com você. Inventar palavrões. Falar mal dos homens. Achar que nós somos mais espertas que eles. Trocar experiências, receitas e carinhos. 

Rever alguém que não via há tempos mas que sinto perto de mim todos os dias. Como você disse, parece que foi ontem. Acho que vai ser sempre assim. Porque amigo é irmão que a gente escolhe. Eu escolhi você e você me escolheu. Somos tão opostas e ao mesmo tempo tão cúmplices. Eu admiro seu jeito autêntico de ser, sua falta de medo de assustar, sua impaciência pra agradar aos outros. E com esse jeito você me agradou demais. Você é o tipo de pessoa a quem se ama ou se odeia. E eu me pergunto: como não amar você?

Foi bom saber que você está ainda melhor. E que a gente continua sendo uma parceira da outra. Foi bom ver que você continua linda. E que ainda me faz rir loucamente. Foi bom aprender com você a ser mais forte e a pegar a vida no laço, com força, pra não deixar que nada escape. Foi ótimo dividir com você alguns bons goles de alegrias. E melhor ainda saber que tantos outros ainda estão por vir. Seja daqui a alguns dias, meses, ou anos, estarei sempre feliz em te ver e saber como vai você.




P.S.: Texto baseado no encontro que tive ontem com uma grande amiga que mora longe, mas vive perto. A foto é antiga, de quando ainda morávamos juntas. Os assuntos foram tantos na noite de ontem, que esquecemos de registrar.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Tá tudo bem

Tema: Como vai você?

Eu estou bem, nesse exato momento ouvindo wave e tomando um vinho barato. Privilégios que adquiri recentemente.

Novos ares, cidade nova, a gente acha que vai se assustar com a nova cidade, a nova vida, eu me assustei foi com a fácil adaptação. 

É cada vez mais difícil perceber como as coisas são fáceis, a gente faz uma tempestade em um copo d'água e de repente percebe que precisaria de um mar inteiro pra gente se afogar. E então a pergunta que fica é: e o que mais? O  que mais eu poderia fazer e nem sei?

Eu gosto das minhas vidas, as dessa encarnação mesmo (até porque, não acredito em outras), e tenho degustado de boas coisas, de boas leituras, boas bebidas, boas leituras e algumas poucas, porém excelentes amizades.

E o clima de fim de ano nos conduz, nos dá, senão a sensação de bem estar, pelo menos a de que é uma etapa acabada.



domingo, 9 de dezembro de 2012

Nada mal.


Tema da semana: como vai?



Você quer saber como foi meu dia? Tudo bem... eu te conto. Se eu conseguir me concentrar depois de me lembrar de todos os dias em que você não quis saber.

Você quer opinar sobre o meu humor? Tudo bem... comece a falar. Talvez eu escute, enquanto utilizo cada palavra sua para me sentir mais mal humorada.

Você quer me ensinar sobre perdão? Tudo bem... eu continuo tentando. Se não perdi a conta, te perdoei 213 das 490 vezes obrigatórias.... e posso te perdoar mais uma, embora não saiba qual a finalidade, visto que mais cedo ou mais tarde vamos retornar ao mesmo ponto.

Você quer falar sobre amargura? Tudo bem... na verdade, não sinto nada disso. Sinto só um pouco de cansaço, por tantos círculos percorridos... Tontura, talvez...

Não quer dizer que eu não goste de você, apenas que eu não gosto da mesma forma... Que eu não gosto o bastante pra ouvir o que você quer, pra dar créditos ao que você pensa... E eu sei que eu posso te perdoar e voltar a gostar da mesma forma... Mas eu não quero. Porque cada dia em que você não se importou, me fez questionar cada dia em que você pareceu se importar.

Então, para que você saiba, meu dia não foi nada mal, meu humor não vai nada mal, minha capacidade de perdoar não vai nada mal e eu ando muito doce, na verdade.... Pois tudo vai muito bem, enquanto você se mantem distante.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Plantando vento

Tema: Lavoura

A pessoa planta vento e fica querendo colher bonança? Oi? Tem direito não. Por que quem  faz do amor desprezo, ilusão, jogatina ou similares:

- Não vale o amor de um cachorro - como disse certa amiga sobre um causo meu.

Se o destino do amor é sempre a despedida, vale começar? Vale começar o que tem prazo de validade? Não podemos tentar fazer a coisa toda não ter data de validade? Isso me soa tão descartável - e por extensão desagradável. Nos lixões da vida, o que se acumula de descartável além dos copinhos plásticos?

Não podemos tentar, porque tal convite assusta:

- Vamos ser eternos?

Não é como vender a alma pro Diabo nem nada assim. É um convite que vale enquanto valer o sentimento. Só que os sentimentos andam valendo muito nada. E não estou falando de casamento, juntamento e não sei mais o que. Estou falando de outra coisa...

Não quero saber do carpe diem e não me contento em aproveitar o momento: acho que vale muito mais aproveitar vários momentos com alguém que você realmente queira - e que te queira também. E quero mesmo que você tenha certeza disso, porque desconfio de muita-coisa-quase-tudo sobre esses assuntos. Porque quando você acha que entendeu o outro, entende que nem ele se entende. 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Qualquer coisa sobre você





Qualquer coisa que explique porque eu fui parar naquele lugar e te conhecer. E adorar você. Você e seu cabelo arrumadinho. Você e seu perfume que ficava no ar depois que você passava. Você e seu talento pra me deixar com cara de boba, com as pernas tremendo e deixando tudo em voltar cair no chão.
 
Mas eu já tô aceitando que para certas coisas, não existe nenhuma explicação. E pras nossas coisas, não existe explicação, não existe razão, não existe porquê. E sobra saudade! Transborda a vontade que eu tenho de cair nos seus braços sem pressa nenhuma pra sair. Às vezes eu acho que a gente perde muito tempo tentando entender o que foi feito apenas pra ser sentido. A gente estraga as coisas tentando rotular, decifrar. 
Pra quê? Deixa pra lá isso tudo, que eu já estou a caminho e preciso demais do abrigo do seu sorriso. 

E não fique se preocupando com a manhã seguinte. Talvez eu tenha que ir embora cedo e não possa tomar o café com você. Talvez o meu cheiro fique na sua roupa e você demore a pegar no sono, com saudades de mim. Mas se isso acontecer é porque, com certeza, valeu a pena você abrir a janela e deixar a primavera entrar. Deixa eu entrar amor, que eu tô levando flores pra você.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sambo! E o que é que tem?


Tema:  Eu sambo mesmo.



Sambo mesmo, sambo pouco, sambo muito e às vezes não sambo nada.
Sambo com pompa, sambo com pluma, sambo com chinelo e também na estrada.
Sambo por que me faz feliz seguir alegre, mas sambo também quando estou triste, aquele samba miudinho, samba que segue curtido nas lágrimas.
Sambo para ir pra frente, que pra trás a vida já me sambou demais.
Sambo constantemente em todos os meus passos, sambo até pra quem não me quer feliz, mas, por favor, não me faz sambar pra copiar ninguém.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Pegando o ritmo


Tema:  Eu sambo mesmo.









Eu sambo, mas sambo errado. Não que o errado exista, mas eu sambo de um jeito que foge das convenções carnavalescas globais das mulheres de salto e pouca roupa com as panturrilhas durinhas – não que eu ache feio, eu acho na verdade uma arte, coisa de bailarina, eu só não consigo mesmo, me falta desenvoltura, classe e disciplina. Eu sambo assim caminhando para trás, como quem dá ré. E quando vejo estou longe, abrindo um caminho na contra mão. Não é charme, é jeito próprio. É o jeito que dá. E sem desperceber eu ainda levanto o dedinho para cima e fecho os olhos sentindo o gosto da cerveja na boca. Eu sambo com cara de quem não sabe o que está fazendo. Não tô ligando pra nada. Sambar é viver, é ir pegando o ritmo devagarzinho, é balançar os quadris, é ir até o chão e se precisar dar piruetas. E se cair, levanta, Globeleza.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Das voltas que a vida dá.


Tema:  Eu sambo mesmo.




E eu que não gostava de samba, como eu poderia adivinhar que o samba podia me salvar? De ficar sentada esperando por você, de correr o risco de cair na sua conversa... O samba me salvou. E agora eu sei que o samba pode me salvar. E eu vou sambar, cada vez pra mais longe de você.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Adeus zona de conforto - de novo!

Engraçado como a gente muda. Até alguns anos atrás, eu daria qualquer coisa no mundo para que as coisas não mudassem. Talvez isso acontecesse porque eu estava na minha zona de conforto. Só que desde que me formei na faculdade, não sei mais o que é isso. E, estranhamente, só notei tal fato há alguns meses. E, estranhamente, isso não me encana - só me encanta.

E me perguntei por esses dias: se estou tão fora, por que não ir um pouco além e sair um pouco mais da minha zona de conforto?

Quando dei por mim, tinha escolhido fazer uma coisa totalmente nova em 2013, algo que sempre tive vontade, mas nunca a oportunidade. E, uma vez que me foi dada, a agarrei com toda a paixão e dedicação que tenho. Será um grande desafio, mas, estranhamente, não tenho medo. É como se eu finalmente tivesse entendido que não há nada a perder. E nesses momentos de conquista íntima, percebo como andei me preocupando com coisas tão pequenas...

Mudar é bom - e fim de papo. Não digo que a mudança é sempre feliz, mas ela te força a ir além, a se adaptar, a buscar novos caminhos. A minha vida não é nadinha do que eu esperava há alguns anos atrás e, hoje, não consigo imaginá-la diferente do que foi, do que tem sido. Porque eu tenho prazer em tudo o que faço e tenho visto do que sou capaz. Isso dá uma sensação de algodão-doce no parque.

Talvez eu nem queira voltar para a tal da zona de conforto: é muito mais emocionante viver fora da bolha, sabe? Arriscar, falhar e acertar - sou muito mais isso do que comer, rezar e amar.


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Irmandade Masculina



Entre várias outras, existe uma qualidade que eu admiro muito nos homens. Eles são mais leais que nós mulheres. Pelo menos entre eles, são capazes de guardar segredos e firmar parcerias mais sólidas do que as femininas. Vou contar uma história que ilustra um pouco do que vou falar. O caso aconteceu com alguns amigos, dos quais eu vou preservar os nomes já que se trata de um assunto um pouco delicado. Havia um casal de namorados. O cara era músico e fazia free lancer em uma banda. Certa vez, a mulher do cantor viu a namorada desse músico em atitude suspeita com outro rapaz e ficou desconfiada de que ela estava o traindo. Encucada, ela resolveu tirar a história a limpo e confirmou o fato. Aquela menina que ela conheceu no camarim dos shows de seu marido estava realmente tendo um relacionamento fora do namoro. Imediatamente ela correu aos ouvidos do marido e contou tudinho que tinha visto e a posterior confirmação. O cantor, apesar de não ser assim tão amigão do referido músico, logo tratou de alertar outro músico que também fazia parte da banda e era mais íntimo do tal corno. E assim os caras se reuniram e deram a notícia para o pobre rapaz. Resultado: o cara quase teve um ataque do coração e foi-se por água abaixo um namoro de anos.

Não vou entrar no mérito da traição da moça, porque esse não é o foco. A questão que me vem à cabeça é bem mais simples: se o caso fosse do tal músico estar traindo sua namorada e o cantor tivesse conhecimento disso, será que ele contaria à sua esposa, com a finalidade dela alertar a pobre menina que não sabia de nada? Duvido muito!  E ainda, se esse camarada que foi traído tivesse conhecimento que o cantor havia se relacionado com uma fã, por exemplo, em algum dos tantos shows que faziam sem a presença das esposas e namoradas, será que ele contaria à esposa que ficara em casa assistindo a novela das oito? Duvido mais ainda! E mais uma possibilidade: se a mulher do cantor soubesse de uma possível traição por parte do músico, seu marido jamais a deixaria contar a ninguém. Ele a ameaçaria. E ela, coitada, continuaria exibindo o sorriso amarelo pra menina no camarim como se nada tivesse acontecido. Em todas as possibilidades, a lealdade masculina conta muito mais. A irmandade masculina é invencível.                     

É por isso que tem muita mulher que prefere amizades masculinas que femininas. Os homens são leais feito cães. E nem precisam ser amigos de infância para compartilhar um segredo. Eles se entendem melhor que nós mulheres. Não sei se é por medo de magoar a colega de trabalho que não dizemos a verdade quando ela nos questiona sobre o novo corte de cabelo. A gente até tenta dizer que poderia ter ficado melhor. Mas dizer que ficou um desastre, nem pra melhor amiga. Nós mulheres estamos sempre querendo competir umas com as outras. Não é mentira aquele papo de que mulher se veste pra outra mulher. Esse deve ser um dos males dos quais ainda não conseguimos nos libertar: não somos amigas. Não temos a capacidade de olhar pra outra e enxergar uma parceira. Enxergamos as outras mulheres como adversárias. Isso nos afasta e só nos prejudica. Ganhamos rivais enquanto os homens colecionam chegados. É esse o nosso erro. No dia em que aprendermos a ser mais companheiras, seremos mais tranquilas. Nos tornaremos mais confiantes e seremos mais leves.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Desculpe, não sei como você se sente


Tema da semana: Só quem já morreu na fogueira sabe o que é ser carvão.


“É eu sei como você se sente...”


Não meu bem, nem eu e nem você sabe como o outro se sente, ok que talvez a frustração tenha sido parecida, mas nunca é o mesmo sentimento, nunca é a mesma dor, por que cada um é de um jeito e cada um sofre de uma maneira.Somos únicos então a forma de se transformar em “carvão” também é, tem gente que fica mais torcido, tem gente que sai retinho e tem aqueles que não aguentam e viram pó, não adianta tentar dizer que sabe como o outro se sente, isso é frustrá-lo e se frustrar, por que na realidade...




sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Caça às bruxas

Tema da semana: Só quem já morreu na fogueira sabe o que é ser carvão.


Tem gente que acha que bonito apontar o dedo na cara do outro e meter uma bela de uma etiqueta:

"Eu sou..."

E tudo isso para quê? Por que é mais fácil olhar para o outro do que para dentro de si? Para não olhar para si mesmo e chamar a atenção para os "defeitos" e "falhas" dos outros? Vale lembrar: dizem por aí que temos a tendência a apontar nos outros aquilo que nos incomoda em nós mesmos...

Pois é.

Se não tirasse as etiquetas que me colocam, eu deveria parecer uma múmia por essas horas: as pessoas acham bonito fazer um perfil meu, baseado na minha aparência (sim, na minha aparência, no que eu pareço ser) e no que elas acham.

É meio assustador o que conseguem montar. Não chega a ser um Frankenstein, mas é assustador. Isso quando não aproveitam para especular sobre sua vida e dizer o que é melhor para você. Oi?

- Você é tão...

- Ah, é mesmo? Eu não sabia.

Quem já passou por isso bem sabe como é ser o último a saber:

- Eu sou...?

Respondo delicadamente:

- Seja você.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Vai


Tema da semana: Só quem já morreu na fogueira sabe o que é ser carvão.



Pra que medo? Pra que essa cautela toda, esses passos tímidos, como se tivesse caminhando sobre cacos de vidro. Se machucar, cola um esparadrapo em cima e pronto. Sai dessa cama logo e vai ver o sol. Sai na chuva, que você não é de açúcar. Você é de carne e osso e dizem por aí que essa é a matéria perfeita pra aguentar trancos e barrancos. Se ficar aí parado o pior não irá acontecer. Nem o melhor. Confie nesses 50% de chance que a vida te dá de no final do dia, tudo dar certo. Melhor, confie em você e aposte que 100% pode dar certo. Esqueça aqueles tombos que você levou por aí e coloque toda a coragem que você esconde debaixo da cama dentro da mochila e vai. Não deixa escapar a chance que cada novo dia te dá.  

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

De exemplo


Tema da semana: Só quem já morreu na fogueira sabe o que é carvão. 







Deixe que eu sirva de mau exemplo. Vou falar de boca cheia, mastigar de boca aberta, sentar com as pernas abertas, vou falar palavrão, gritar por aí meus desejos mais obscuros e esfregar em qualquer cara amarrada o meu tesão. Não preciso de nome, só preciso ser exemplo, mau exemplo. Só o mau exemplo sabe da liberdade, do sorriso, só o mau exemplo tem o buraco mais em cima. E ser do avesso, ser mil e duvidar até do que eu mesma digo. Eu quero bagunçar e que falem, falem muito. 

sábado, 17 de novembro de 2012

Opa!


Tema: não ter compromisso com o erro.





Sempre digo que eu até erro, mas erro com convicção: com convicção de acertar. Sim, pois na dúvida, dou aquele chutinho e mantenho no fundo do peito o forte desejo de que fiz certo.

Contudo, se, durante toda a minha vida, eu tivesse acertado sempre, agradado a todos, recebido apenas sim e tirado apenas 10, isso indicaria ou que sempre fui maravilhosa, ou que sempre fingi muito bem, mas a verdade é que nem uma coisa nem outra.

Então, embora eu nunca queira errar_ acontece, e isso já me ensinou um bocado. 


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Descompromissada


Tema da semana: Não ter compromisso com o erro.


Ultimamente, o único compromisso estabelecido é comigo mesma. É o mais pessoal que pode ser e a única coisa que me interessa. O compromisso que tenho comigo se estende para o meu trabalho, meus amigos, minha família. Para as coisas que acho corretas, minhas ideias e ideais. Só para o que vale a pena, sabe?

Não assinei nenhum contrato, nem negociei nada com o erro. Isso não impede que ele me imponha suas leis, leis de retorno. O erro é malandro: ele me aparece porque nós dois sabemos que ele terá que aparecer de vez em quando. E acabamos lidando um com o outro como podemos. Além disso, muitas vezes preciso dele para acertar coisas importantes e ver melhor o que está bem debaixo do meu nariz.

Entretanto, nossa relação é puramente transitória e efêmera. É assim que tem que ser. Quero que ele fique cada vez mais longe de mim e sei que cada vez ele irá me querer menos.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Por um mundo maior que a reputação

Tema: Não ter compromisso com o erro.


Ninguém quer ter compromisso com o erro, ou quase ninguém, pelo menos. Mas a gente se compromete, a gente se envolve, a gente mantém, a gente casa com o erro e o motivo? Muitas vezes, a reputação.

O que é que vão pensar de mim se eu mudar de direção? Se eu não quiser/fizer/ter mais determinada coisa?

Em nome da reputação compactuamos com o erro. Deixamos que ele faça parte da nossa vida porque aquilo que os outros pensam de nós se torna mais importante do que aquilo que somos.

Eu tenho compromisso com um erro que cometi há 6 anos: o grego; esse ano me livro dele, de um modo ou de outro. Fora isso, ou por causa disso, não tenho mais medo de voltar atrás, se seguir por ali e não mais por aqui.

Quem sabe da minha vida sou eu e ninguém carrega meu mundo por mim.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Dependência!?



Você faz de tudo para afastá-lo, dá pulos e pulos para não encontrá-lo, começa a ser mais centrada (o), desiste de algumas coisas para não o vê-lo em quaisquer situações, mas não adianta, ele parece te perseguir.

Parece saber exatamente a hora e o local em que você estará, a que horas se levanta ou se deita, isso quando não fica a espreita para te pegar no “pulo”, e tudo isso com aquele sorriso de lado, aquele olhar tenso que te faz pensar “Quero parar por aqui.”.

Ele é sorrateiro, é confuso e faz com que todos esqueçam exatamente todo o resto que passaram ao seu lado, todos os “bem feitos”, ele apaga as boas conquistas, por que um ERRO é capaz de eliminar todos os seus outros ACERTOS, e a temática de não errar te faz tão dependente dessa coisa chamada PERFEIÇÃO, que você já não sabe mais o quanto é natural.


                      


A dependência em ACERTAR te faz dependente do ERRO, de uma forma simples, singela e quase imperceptível, algo como uma PRISÃO de luxo, algo que não corresponde a VOCÊ.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O acerto


Tema da semana: Não ter compromisso com o erro.







Temos um relacionamento aberto, desleixado, relaxado, não remunerado. Um compromisso descompromissado, ele não me liga e eu não ligo para ele. Apareça quando puder, apareça só quando eu virar a esquina errada ou quando eu ligar para o número errado. Sem peso na consciência. Sabemos da sua importância. Não quero te ter como compromisso, sentimentos ou substantivos não foram feitos para isso. Se eu errar, foi sem querer, foi por tentativa, foi por besteira, foi por pouco, foi por ingenuidade. Foi para aprender, é o mínimo que posso fazer. Não fique do meu lado quando eu não precisar, pois é angustiante viver ao seu lado e te ver como fruto e não consequência. Seria uma prisão. 

sábado, 10 de novembro de 2012

Como mundo ainda não acabou...


Tema: não existe caminho novo, existe um novo jeito de caminhar.


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Enquanto o dia 21 de dezembro não chega e esse mundão não tem um fim, como apontou o calendário Maia, vou-me me apegando à velha máxima de “enquanto há vida, há esperança” e ouso dizer que não faltarão “segundas-feiras” pra se emergir do fundo do poço, começar uma nova dieta, procurar ou mudar de emprego, desfazer mal-entendidos, regar aquela plantinha semimorta da mesa do escritório, enfim... Pois ainda que algumas coisas se repitam em nossa vida, basta que seja da nossa vontade agir diferente, afinal, quem é que precisa ser como a Sandy e o Júnior presos num replay?!


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Moonwalk no more!

Tema da semana: Não existe caminho novo, existe um novo jeito de caminhar.


Por vezes, esperamos que o mundo mude quando, na verdade, quem tem que mudar somos nós. O mesmo vale para o caminho: quero que as coisas sejam diferentes, mas não mexo uma palha. Fácil assim, né? Fácil nada: a vida vai ficando muito mais dificil.

Então, resolvo caminhar. Certo. E se decido brincar de Michael Jackson e fazer o moonwalk? Onde vou parar? Pergunto isso porque tem gente que adota isso como estilo de vida: sempre voltando, nunca seguindo adiante.

Esse pode ser um jeito de caminhar, é uma escolha.

Outra, muito mais interessante e saudável, jaz no modo como nós vemos - e vivemo - as coisas. O meu jeito de caminhar é uma mistura de tudo o que leio, ouço, sinto e vejo. 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Cambaleando



Tema da semana: Não existe caminho novo, existe um novo jeito de caminhar.


Eu não sei andar em linha reta. Se tem uma coisa pra qual eu não tenho talento, é seguir regras, manuais, ter disciplina. Começo uma coisa e logo desisto. Não é por fraqueza, geralmente é o interesse que diminui e num instante eu já fico de olho em outro projeto. Às vezes quero fazer tudo ao mesmo tempo e não consigo concluir nada. Sinto uma necessidade muito louca, incontrolável, de estar sempre mudando. Deve ser por isso que eu estou sempre com essa sensação de que eu ainda não me encontrei. E por isso também que eu me sinto sempre tão perdida entre tantos caminhos. 

Nos últimos dias, por conta de alguns problemas pessoais e por conta dessa natureza escorregadia minha, eu tenho passado as noites (e os dias também) pensando em diversas alternativas de mudança. Em vários aspectos. Começando por mim, passando pelo lugar onde eu moro e chegando até naquela pergunta horrível que insiste em ficar parada sobre a minha cabeça: o que eu quero da minha vida? Minha vontade íntima é que mais uma vez uma grande revolução astral acontecesse e causasse uma mudança radical na minha vida, como já aconteceu diversas vezes. Nesses casos, eu sinto como se o destino é que estivesse jogando e eu, coitadinha, não tivesse escolha a não ser me adaptar. E assim eu faço, me ajusto às novas regras que o poderoso destino me impôs. Mas apenas por algum tempo. Atá a sarna começar a coçar denovo e eu, involuntariamente, começar a fazer com que a roleta gire mais uma vez.

Mas a frase lá em cima é cheia de razão: não existe caminho novo, existe um novo jeito de caminhar. É aí que está o ponto! O que eu preciso na verdade, é aprender a escolher meus novos passos e dar conta do caminho pra onde eles podem me levar. Eu preciso parar de esperar que o barco do destino passe e me leve "à força". Eu preciso é entrar no barco que eu escolher, com a consciência de que estou indo a um determinado lugar e só voltar quando eu chegar lá. Mesmo que a vontade de mudar a rota - ou o medo de continuar na mesma direção - seja tão forte quanto tem sido até agora. Eu queria mesmo é ser daquelas pessoas que olham pra frente e vão andando, correndo, sem parar nem pra respirar e nem pra olhar pros lados. Coisa muito dolorida é esse negócio de não saber se prender a lugar nenhum.