terça-feira, 27 de julho de 2010

O Preconceito e o (não) Saber...

Sabemos que o preconceito é um conceito formado antes que se haja um profundo conhecimento acerca de algo. O preconceito é, em várias situações, algo importante: desde crianças, ouvimos e vemos exemplos sobre o que é correto ou errado e, assumimos as opiniões alheias como nossas opiniões. Devido ao grande bombardeio de informações que recebemos do mundo, o preconceito nos facilita o aprendizado e nos permite maior tempo para elaboração dos nossos próprios conceitos. Quando aceitamos utilizar esse filtro conceitual de forma a contribuir para o nosso crescimento, torna-se algo muito bom. Porém, pode se transformar em uma grande barreira à evolução quando não sabemos ao certo, quais ideias não são nossas e, mesmo assim, as utilizamos correntemente como nossas e as defendemos com unhas e dentes. Isso piora quando a má organização do tempo e a preguiça se aliam ao preconceito. Atualmente, temos muitas informações sobre o mundo todo (e até sobre o universo) a apenas um clique de distância de nós. Seja pela televisão, jornais, internet, rádio ou outros meios, recebemos muitas informações sobre várias coisas e, quando percebemos, não tivemos tempo de pensar sobre aquilo e o pouco que pudemos acessar sobre aquela informação se torna uma verdade para nós. Viramos um rio de conhecimento cheio de informações com profundidade quase nula. Complicado isso, ne? Sim, pode ser. Pense nisso: se você tem dificuldades ou grande receio de dizer frases como: “eu não sei: “não tenho opinião formada sobre isso”, “li muito pouco e não entendi realmente o que ocorreu nesse caso”, ”eu não conheço tal autor ou tal conceito”, “ainda não li esse Best-Seller”, ou frases como essas em rodas de discussão acalorada, pode desconfiar! Pessoas que acreditam deverem saber opinar sobre tudo ou não poderem dizer que não sabem algo devem estar se achando mais importantes do que realmente são. Esse é um dos piores preconceitos que podem existir: ele não permite que a pessoa reveja seus conceitos por acreditar que deve estar sempre certa, que deve dar uma opinião certeira sobre a bolsa de valores, política, literatura, criminalidade, culinária, agricultura, poesia, moda e por aí vai... o resultado: um gogó bem forte e um cérebro fraquiiiinho, disfarçado por palavras antigas ou difíceis, retórica marcante recheadas com bastante ar, muito pedantismo e um emocional facilmente debilitado. Nesse caso, é melhor se flexibilizar com rapidez, e olhar bem para o espelho e conceituar o preconceito antes que se fique oco demais.

3 comentários:

Dai disse...

É complicado mesmo. Eu, por exemplo, quase morro engasgada pra dizer "não sei". Mas pelo menos eu tento saber, acho que já é um avancinho.

Agora, uma coisa que eu detesto (e isso eu não faço, ainda bem) é ficar com esses discursinhos prontos, num repeteco sem fim, sabe? Aquelas frase como: "o problema do Brasil é educação", ou "o capitalismo selvagem é do capeta" e coisas similares :P

=**

edna disse...

Concordo plenamente,Geisa e penso que quando o objeto do preconceito está distante de nossa realidade falamos sem pensar, mas quando está bem perto nos preocupamos em justificar e acolher tentando entender e isso é falta de humildade ou excesso de orgulho.
bjs Edna

Daniel Savio disse...

É algo complexo, pois temos de ter um pre conceito, uma ideia pre realizada, mas este pre conceito não deveia ser imutavel, só um ponto de partida...

Fiquem com Deus, menina Geisa.
Um abraço.