sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Se arrependimento matasse, eu já teria te matado

Tema da semana: arrependimento, faz diferença?

Se arrependimento matasse, você estaria morto?

Uma coisa que me perturba deveras são os discursos: "Não me arrependo de nada do que fiz" e o "Melhor se arrepender do que fez do que se arrepender do que não fez". A perturbação se dá porque ambos revelam um pensamento, no mínimo, egoísta: eu faço o que eu quiser, quando quiser, onde quiser porque eu sei lidar com o arrependimento, isto é, não o sinto - ou apenas o evito? Mas... E o resto?

Oi? Você não está sozinho no mundo, benhê. Tudo o que fazemos reflete, queiramos ou não, na vida alheia.
Vejo as pessoas se arrependendo de decisões que não foram boas para elas. Okay. Mas não vejo as pessoas reconhecendo e se arrependendo pelas coisas ruins que fazem aos outros. Ou será que com os outros sempre acertam? Muito duvido.

É relativamente fácil tomar decisões que nos favoreçam, a fim de evitar possíveis arrependimentos futuros, afinal, não se pode perder oportunidades - e ninguém quem sentir remorso, esse trago amargo. Ninguém quer se frustrar porque cada vez mais as pessoas estão sendo criadas para o "sim", para dar sempre certo, para o sucesso. Muito bom. Se apenas nosso sentimento importa, tanto faz quem está ao nosso redor, não? É isso mesmo?

Já vi pessoas fazerem barbaridades uma com as outras. Nenhum sinal de remorso. Nada. Você pode até não perceber que errou na hora. Mas e depois? E se você nunca percebe que erra? Nunca vai sentir remorso. Será que é falta de saber o que é certo e errado mesmo, cinismo ou pura maldade? Bom, são três boas receitas para evitar o remorso.

Reconhecer um erro, se arrepender e tentar se redimir (ou não errar de novo), bem, é  pra lá de válido. É assim que a gente cresce, não? (o que não é desculpa para pintar e bordar e depois ver que fez caca).

4 comentários:

Arianne Carla disse...

Depende do arrependimento, não acha? Os corações das pessoas são diferentes e isso deixa uma margem grande para refletimos. Eu perdoaria e aceitaria alguns arrependimentos, outros não.

Arianne Carla disse...

Depende do arrependimento, não acha? Os corações das pessoas são diferentes e isso deixa uma margem grande para refletimos. Eu perdoaria e aceitaria alguns arrependimentos, outros não.

Carolina disse...

Adorei o "benhê"... rs

Eu acho que é válido sim reconhecer o erro. Mas o arrpendimento em si é uma coisa em que eu n~çao vejo muito sentido, sei lá.

To confusa junto com a Dai.

Ana B. disse...

é assim que a gente cresce, tb acho =)

acho q seguir em frente como se nada tivesse acontecido é um jeito de continuar atropelando pessoas, pq n se para pra refletir sobre o impacto das nossas ações na vida dos que estão ao nosso redor