sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Máscaras: você fica sem?


Eu não. E estou despida de qualquer máscara quando digo isso.

Dá pra gente dizer tudo o que sente? Tudo o que pensa? Se expor sabe-se lá para quem? E a troco de quê? Vale a pena ser sempre sincero sem se importar com o quanto uma coisa pesa nos ombros do outro? Ou nos nossos? Dá para se entregar para o outro sem cerimônia: nossa miséria e nosso júbilo?

Não.

Eu aprendi da pior forma que não - e tenho marcas para provar isso.

Além disso, sob o discurso do "sou sincero", já vi muita gente cometer atrocidades. Porque sinceridade virou sinônimo de falta de filtro: digo o que penso porque sou sincero e não uso máscara. Sinceridade também é jeito, quando não puder ser delicadeza - o que muitas vezes acontece.

Acho que as máscaras são mais uma daquelas milhares de coisas que podem se tornar boas ou más: são neutras por excelência a servem aos nossos propósitos. É o caráter e a intenção de quem a usa que define o que ela vai ser. Você pode é claro ser a pessoa mais falsa do mundo, mas não é disso que estou falando: estou falando de sensatez, tanto para si mesmo quanto para os outros.

2 comentários:

Maria Rita disse...

"Sinceridade virou sinônimo falta de filtro". Exato.

Dai disse...

"Vale a pena ser sempre sincero sem se importar com o quanto uma coisa pesa nos ombros do outro?"

Concordei com o texto inteiro. Mas esse trecho me chamou muito a atenção. É isso mesmo, as pessoas muitas vezes dizem que preferem contar "a amarga verdade" que viver na "doce mentira" alto lá, muitas vezes as pessoas contam as coisas mais pra se livrar de dêmonios próprios que pelo bem da outra. É, como vc bem disse, uma transferência de peso. Ela conta e se alivia, e o outra sabe e se afunda.

Muito boa a reflexão sua.

beijo