terça-feira, 3 de maio de 2011

Ser professor


Ter nascido no dia primeiro de maio criou entre as pessoas do meu convívio certa expectativa sobre meu desempenho laboral. Desde que me entendo por gente, sou chamada de trabalhadora, embora eu nunca tenha certeza se a afirmação é irônica.

É que trabalho bom para mim sempre foi aquele em que não há pressão de chefe mala; ou aquele que o estimule a levantar da cama ou ir deitar mais tarde nela porque faz todo sentido alcançar uma meta que realmente o satisfaça. Nunca escondi meu ódio em ter que estar às 7 no local de trabalho e não acho que isso me faça uma anti-labor, só gostaria de começar a trabalhar às 8 horas.

Não faria todo sentido se um representante político soubesse que há estudos que mostram que cedo da manhã não é o melhor horário para os jovens assimilarem os conteúdos com qualidade e pleiteasse essa causa pelo bem da aprendizagem? Eu sou professora, eu me preocupo com isso (também).

Mas veja que isso não é apologia ao ócio, mas à educação, pois se nossa formação fosse ideal reivindicaríamos com propriedade e bons argumentos nossos direitos inclusive, e escolheríamos mais adequadamente os que representam nossas vozes.

Por isso, nesta semana em que ousamos falar em profissões, vago pela minha, pois se até ao citar “frivolidades”, como gastar mais uma hora dormindo, um professor tem embasamento teórico, imagine o eco que pode causar na sociedade ao abrir os olhos e a mente de seus pupilos para tantas outras reivindicações mais imprescindíveis.

4 comentários:

Atitude do pensar disse...

Uma amiga recém formada em Serviço Social foi contratada para trabalhar 20 horas semanais, sendo 4 horas diárias, podendo escolher entre duas opções de horários: 08:00/12:00 ou 08:30/12:30.
Será o céu que desceu a terra?!Entre tantas problemáticas que o professor já se vê obrigado a enfrentar em seu cotidiano, como mau salário e risco a sua vida, eis mais um que jamais alguém atinou: horário de trabalho (risos).
Apesar dos risos sei que é bem sério. Afinal, lecionei durante 2 anos para crianças em situação de risco e odeio levantar cedo.
Inté,
K.

Ana B. disse...

Gostei do texto...

sempre pensei no horário da escola, e chego a conclusão que ele é feito em função do horário dos pais, para que eles possam levar os filhos e depois ir trabalhar... mto injusto

mas olha, eu não sou professora e também entro as 07:00

tamo junto! kkkkkk

smacks

Carolina disse...

Realmente, a profissão de professor é muito adimirável.
E, infelizmente é uma das que mais sofre com todas as injustiças inertentes à ela, tais como má remuneração, péssimas condições de trabalho, etc. Sem falar que o professor desempenha um papel social importantíssimo e não é reconhecido por isso.
Diante disso, acho que o horário de trabalho não é (ou não foi até hoje) questionado porque representa uma parcela bem menor dentro do conjunto das dificuldades encontradas por quem exerce tal profissão.

Beijos, aniversariante da semana!
:)

Daniel Savio disse...

Realmente, nunca reavaliei o que estou fazendo na minah profissão e para resumir bem, literalmente estanquei...

Fique com Deus, menina Elaine.
Um abraço.