segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Pegando o ritmo


Tema:  Eu sambo mesmo.









Eu sambo, mas sambo errado. Não que o errado exista, mas eu sambo de um jeito que foge das convenções carnavalescas globais das mulheres de salto e pouca roupa com as panturrilhas durinhas – não que eu ache feio, eu acho na verdade uma arte, coisa de bailarina, eu só não consigo mesmo, me falta desenvoltura, classe e disciplina. Eu sambo assim caminhando para trás, como quem dá ré. E quando vejo estou longe, abrindo um caminho na contra mão. Não é charme, é jeito próprio. É o jeito que dá. E sem desperceber eu ainda levanto o dedinho para cima e fecho os olhos sentindo o gosto da cerveja na boca. Eu sambo com cara de quem não sabe o que está fazendo. Não tô ligando pra nada. Sambar é viver, é ir pegando o ritmo devagarzinho, é balançar os quadris, é ir até o chão e se precisar dar piruetas. E se cair, levanta, Globeleza.

Um comentário:

Carolina disse...

Globeleza!

Eu também sambo assim. Mas depois de sentir muito o gosto da cerveja, eu viajo e acho que sou a própria globeleza e dou meu show. Nessas horas a gente nem desconfia do ridículo e experimenta um tanto bem bom de alegria.

:) Adorei!