quinta-feira, 27 de outubro de 2011

acontece











arrepio. a boca enche d'água. esquenta o corpo. esfriam as mãos. esquenta mais lá em baixo. o coração aperta e dispara. é possível sentir, aos poucos, o rosto ficando vermelho. algum cientista já deve ter descoberto que no momento que a imagem do objeto desejado passa pela cabeça, o resto do corpo responde com diversas sensações. e então não importa se está chovendo. se é de dia ou de noite. se tem 100, 500 ou 2.000 calorias. não importa se custa caro ou está em liquidação. não importa que ele seja um babaca. não importa se vai durar apenas algumas horas. não importa se ele vai ligar no dia seguinte. não importa se no dia seguinte a consciência pesa. não existe dia seguinte, minuto seguinte. não existe antes ou depois. existe DESEJO. não interessa se ele existe por carência, falta de juízo ou excesso de sem-vergonhisse. e não interessa quanto ele vale ou quanto ele pode custar. tem coisas que simplesmente acontecem. e não precisam de porquês. nem tudo precisa ser racionalizado. tem coisas que apenas precisam ser sentidas. 





7 comentários:

Dai disse...

Texto ótimo. Bem escrito. E eu entendo completamente essas coisas que a gente não racionaliza, que a gente deixa ser guiada pelo sentimento.

Mas eu não posso concordar, não mais, porque se na hora não existe antes e nem depois, o certo é que depois o depois chega e o que te sobra é a ressaca do dia anterior. Questão de fase, de vivência, há algum tempo eu aplaudiria a qualquer um que se permitisse. Hoje eu reverencio quem consegue dizer não.

beijo!

Frau Forster disse...

Dá-lhe banho de água fria *novela antiga*

Sou chata pra burro: não costumo me deixar levar se não sei onde piso.

beijos

renatocinema disse...

Sua última frase é espetacular: tem coisas que precisam ser sentidas.

Assino embaixo, nada mais a declarar.

Carolina disse...

Sim, tbm admiro que sabe dizer não. Até porque essa é uma característica que eu não tenho e que às vezes me faz falta.

Mas enfim... sou mais pelo SIM. E tenho conseguido seguir bem assim. :) Quando alguma coisa chega a realmente me fazer mal, eu sei como recusar ou desviar.

De qualquer forma, continuo pensando que tem coisa qe não merece tanta racionalidade. Eu, pelo menos, às vezes preciso fugir de tantas problematizações. E quando me permito me render a algum desejo (seja ele sexual, calórico ou de consumo), estou disposta a vivenciá-lo em sua totalidade, ou seja, aproveitando o que ele traz de bom e ruim. Eu acho que costuma valer a pena... rsrsrs

Beijos!

Ana B2 disse...

é... mas que as vezes é difícil nao racionalizar, isso é.
nao das primeiras vezes, mas depois de algumas, iauahauahua

Carolina disse...

É mesmo, Ana! Depois que vem a fatura do cartão de crédito e você vê o quanto você gastou só por desejo pelos sapatos da liquidação, você começa a racionalizar...

kkkk

tem razão!

:)

Luna Sanchez disse...

Ui...Desejei!

=)

Um beijo.