quarta-feira, 13 de abril de 2011

Propaganda nova da coca-cola

A propaganda não vende apenas produtos, ela vende valores.

A propaganda já foi uma grande vilã. Já foi atribuído a ela o poder de não só vender o produto, mas vender a necessidade. É nas costas da propaganda que muitos jogam a culpa pelo consumismo desenfreado de nossos dias. Prima pela criatividade, domina a boa retórica, a boa propaganda seria capaz de fazer o consumidor confessar um crime. De fato, uma boa propaganda convence.

Eu gosto de propagandas.

A propaganda tem que ser entendida como ela é, uma veiculadora de valores.  Isso não pode ser esquecido. Como ela vê o produto que vende? Como ela vê o consumidor? Qual o contexto que ela está inserida? A propaganda, como a Ana B. demonstrou domingo, é reflexo de sua época (tirando as de creme dental e limpadores/aromas de vaso sanitário que são um horror e o mundo odeia).

A abordagem de uma propaganda demonstra o posicionamento de sua marca. Vejamos a coca-cola como exemplo. A coca-cola já foi, e ainda é, considerada o baluarte do capitalismo, juntamente com o Mc Donald’s. A coca-cola foi capaz de vestir o Papai Noel. Emprestou a ele sua cor e nunca mais ele trocou. Ela já não precisa mais fazer uma propaganda dizendo as qualidades de seu produto, como sabor, aroma, e etc., as pessoas já sabem. E o que ela faz? Ela veicula valores (independente de, de fato, serem seus). E quando ela veicula, ela associa. A coca-cola apregoa liberdade, esperança e mudança. É a mensagem do capitalismo atual. Um capitalismo que tenta ser domesticado. Que se preocupa com bem-estar e responsabilidade social e ambiental. A coca-cola exibe um mundo bonito que ela quer demonstrar que acredita. Ela também está na onda do sustentável. Eu não sou fã da coca-cola, nem ligo para refrigerantes, mas veja essa propaganda e perceba o porquê de uma marca se tornar grande.
                           

4 comentários:

Atitude: substantivo feminino. disse...

Quem acha que a propaganda é a grande vilã não conhece o termo "educação" e o termo "jornalismo comprado".
Vou explicar.
Muito pior, muuuuuito pior que uma propaganda dizer: Esse produto é bom, é uma matéria de jornal dizendo isso. Tá cheio por aí. Estamos cercados disso.
A propaganda te diz: olha..vc precisa disso. O mau jornalismo te diz: vc PRECISA disso.
Esse é o problema.

Eu curto muito um apropaganda bem feita. Gosto de assistir programas destinados a isso.

Lógico que a propaganda nos afeta! Mas ela não bora uma arma na nossa cabeça. Diversas vezes comprei porque achei a propaganda legal..mas e aí? A carência não é minha? Não sou eu a responsável pelos meus atos?
Enfim.

Eu sou a favor de uma boa propaganda.

E sou a favor de que estourem os ouvidos dos donos de supermercados varejistas e seus comerciais vagabundos e cheios de ruídos e poluição visual. Isso eu não mereço.

Carolina disse...

Dai, que propaganda linda!!!

Acho muito bom quando a gente vê uma mensagem legal assim em meio a tantas coisas bizarras na tv.

Adorei!!!

E nesse caso, acho que a Coca-Cola não está vendendo uma idéia que não compartilhe. E também, nesse caso é o que menos importa. Vale a mensagem de acreditar que o bom é melhor. E pode vencer!

Beeeijos!!

Lucão disse...

É uma propaganda modelo, pra nos fazer pensar em coisas boas, bonitas.
Quem não cria simpatia pela marca com uma propaganda tão bonita?

È nessa linha que acredito no poder da propaganda.
:***

Ana B. disse...

Eu tenho um problema sério com coca-cola, preciso evitar, pq sempre vicio.

Não entendo como certas pessoas tem cadernos da coca, se eu tivesse, ia querer beber coca td hr q visse o caderno, kkk

Mas não costumo gostar das propagandas, nem ver a marca como um exemplo... ainda assim... CARA, essa propaganda ficou perfeita!