quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Garçom, por favor, mais uma taça para Adélia.

Essa semana li uma entrevista da Adélia Prado na edição número 01 da Lola Magazine, apesar de curtinha, a entrevista era densa em conteúdo. Abordando diversos pontos interessantes do mundo feminino e do estilo de vida peculiar da escritora, muita do que ela falou me inspirou a enxergar certos aspectos da vida com outra ponderação.

Depois de passar um mês de cão em busca de serenidade e equilíbrio para encarar minha existência, conciliando a vida profissional, acadêmica, social e familiar, para tudo funcionar na sua devida maneira a despeito dos problemas pelos quais eu estava passando, percebi que sofrer menos ou mais é uma questão de escolha e postura.

O sofrimento é quase inerente à nossa existência, sempre estaremos passando por momentos difíceis, se recuperando destes momentos ou mergulhando de cabeça em situações que nos levarão aos maus bocados. Tudo é uma questão de saber se colocar frente a ele, encará-lo com jeito, dobrá-lo e guardá-lo no bolso. Pois o conflito que o sofrimento nos causa, traz aprendizado para a vida, tal que você nunca aprenderá na universidade, mas que levará para sempre consigo.

Em certa parte da entrevista, quando questionado sobre amor, sacrifício e recompensa, Adélia profere um discurso que me pegou de jeito:

“A experiência amorosa exige sacrifício. Não se ama para ser recompensado. O amor é sua própria recompensa. (...) Do ‘sacrifício’ de amar nasce a mais perfeita alegria. Ninguém faz cara feia quando se sacrifica por amor.”

Daí eu tirei minha grande lição do dia, transpirando clichês, mas transbordante de verdades:

Se for pra sofrer que eu sofra de amor, se for pra cair que eu caia na gargalhada com meus amigos e se for pra doer que doam meus pés de tanto dançar ou a cabeça depois de alguns mojitos.

E com esse bom humor, pretendo seguir andando.

Beijos e até semana que vem!
Cah*

7 comentários:

Lucão disse...

Uhhh
I like it

To dentro, só não sei dançar
rs

Daniel Savio disse...

bonito, mas tem um que de sentimento bom...

Fique com Deus, menina Cah.
Um abraço.

Dai disse...

Não sei, acho que o amor tem implícito esse "sacrificar-se" sim, mas pra mim, ele se refere a você adequar, adaptar certas coisas para viver com o outro, afinal, são duas pessoas com gostos/ideologias/educações diferentes querendo conviver harmonicamente.

No entanto, isso não pode servir de desculpas para oferecermos nosso pescoço a prêmio, oferecer o nosso amor a quem não está nem aí pra ele.

Sacrificar tem limites.

beijo

Dai disse...

A bem da verdade, eu não acredito muito nessa coisa de sacrificar, não.

Falei sobre isso aqui:

http://sobnossalente.blogspot.com/2010/08/me-sacrifico-por-voce-nao-quero.html

Karina disse...

Gostei da ideia de guardar o sofrimento no bolso! Vou tentar fazer isso.
Parabéns pelo texto, Cá!

beijos =*

Ps.: não consegui acessar o link da entrevista \:

Karina

Renato disse...

eu diria q a Dai está certa, mas concordo que o amor em si é uma grande recompensa. O meio termo deve ser o ideal se sacrificando, mas que a pessoa amada também se sacrifique por você...
pelo menos é oque penso, de qualquer forma, excelente texto, não imaginava que tu escrevia assim.

bjs

Renato disse...

esqueci de comentar que concordo plenamente na parte que "percebi que sofrer menos ou mais é uma questão de escolha e postura"

D+ de verídico.