sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Exaustão


[Eu disse que me cansaria. Não disse? Não importa. Em algum momento desistiria de tentar me fazer entender em linhas retas e entrelinhas tortas. Não conseguiria esperar uma atitude a mais, disparada como flecha incandescente na minha direção. Precisa. Certeira. Para ser recebida com prazer por ser tão atraente. Não aguentaria a ausência de ondas no meu mar agitado por natureza. Desejaria as mãos fora dos bolsos. Talvez nos meus lábios. Talvez entre minhas pernas. Não suportaria o olhar perdido diante do espelho. Da janela. Da tela. Dos meus olhos. Então não fique parado. Apenas venha. E me tome. Como sua. Dele. Ou de outro. Sirva-se. E comece pelas minhas coxas. Arraste-as até que minhas pernas estejam entrelaçadas no seu corpo nu e arranque os arrepios que estou guardando para você. Posso até me cansar e ficar exausta, mas só se for de tanto amar...]

4 comentários:

Daniel Savio disse...

Interessante, mas o que nos é bom, a gente não cansa tão facilmente...

Fique com Deus, menina [P].
Um abraço.

Dai disse...

Será, Sávio?

Dai disse...

Às vezes a gente se oferece tão inteira, mas nos aceitam pela metade

beijo

*Parafraseando Mosca

[P] disse...

Era cansativamente bom e isso, no final das contas, não era suficiente...