quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Olho Maior Que a Barriga e Outras Histórias

Alguém aí lembra de Saramandaia, novela do final dos anos 70? Apesar de ter nascido mais de uma década depois, lembro muito de um personagem que conviveu no meu imaginário infantil: Dona Redonda, a mulher que explodiu de tanto comer. Muito porque os adultos a citavam toda vez que eu exibia os olhos maiores que a barriga para comer doces e guloseimas. Quando pequena, não gostava muito de “comer comida”. Segundo minha mãe, eu tinha preguiça de comer, principalmente de almoçar. Hoje, além de sentir uma preguicinha desgramada, adoro comer. Irônico no mínimo! E não só adoro comer, como também gosto de tudo relacionado a comida. Gastronomia, testar novos sabores e receitas elaboradas, e até mesmo de utensílios de cozinha. Mas apesar de toda essa minha paixão, não me considero uma pessoa gulosa...tá eu confesso, as vezes eu sou um pouquinho gulosa sim, mas tenho o álibi da TPM para me proteger. Voltando a assuntos mais sérios... Talvez, a Gula seja o pecado mais bem aceito da sociedade, acredito que mais por um equivoco do que por ele ser menos grave se comparados aos outros. Comer é uma necessidade básica de todos os seres vivos (nunca acredite em pessoas que se alimentam de luz) e a comida está entrelaçada às tradições sociais, por estes dois motivos as pessoas acreditam que comer sem medidas não é tão grave assim. Mas comer demasiadamente, dizem alguns especialistas, está relacionado à questões psicológicas. Certas pessoas tendem a preencher com comida lacunas deixadas pela baixa autoestima, pela angústia, por problemas amorosos e por mais uma infinidade de sentimentos ruins. Apreciar um bom prato (cheio...rs) não é o mesmo que ser guloso. Comer é uma forma de sentir prazer, sentar-se a mesa para uma refeição aproxima as pessoas e muitas vezes nos deixa mais felizes. No entanto, se este ato se torna a única fonte de prazer para uma pessoa, então temos um problema. Exageros escondem problemas mais sérios. E como tudo na vida, o segredo está no equilíbrio. Como inspiração, deixo aqui uma listinha de filmes que são de dar água na boca e que abordam a comida de um jeito adorável, equilibrado e transformador: Julie e Julia(2009) Chocolate(2000) A Festa de Babette(1987) Beijos e até semana que vem! Cah.

3 comentários:

Daniel Savio disse...

Até pode ser o mais aceito, mas o que fazemos para esconde-lo (tipo, malhar horas e horas), intervenções cirurgicas (seja plásticas, operação de redução do estomago e etc) e remédios (para controlar a ansiedade, que acelera o metabolismo etc) não está no gibi a quantidade que usamos atualmente...

Fique com Deus, menina Cah.
Um abraço.

Dai disse...

Cah,

Eu acho que esse deveria ser um 'pecado' mais observado, inclusive tem gente que acha super bonito comer muito, confundem com sinal de saúde. Complicadinho, né?

Ainda não assisti Julie e Julia, vou assistir ^^

beijo

Déia disse...

Tenho a impressão as vezes, que um dia vou explodir como D. redonda! rs

bj