domingo, 29 de janeiro de 2012

Há uma luz no túnel dos desesperados?


Tema da semana: Desespero.

“Só uma vez fiquei realmente desesperado e cheguei a atear fogo às vestes. Tive, porém, o cuidado de coloca-las bem longe.” Millôr Fernandes

Queria eu ter a prudência do Millôr Fernandes, e manter uma distância segura das coisas em que ateio fogo nos meus momentos de desespero.  Infelizmente, esperteza não é meu forte... Quando me torno adepta do desespero, não tomo cuidado algum, incendeio qualquer coisa e acabo me queimando. No desespero de resolver as coisas, muitas vezes aumento os problemas e não apresento solução alguma. Queimo coisas, e acabo queimada, passando por louca, estranha e atrapalhada...

Millôr também diz que pouco se desespera, porque pouco espera. Eu espero demais... Espero demais até de mim, porque espero um dia não esperar tanto... E a espera por não esperar me dá desespero, porque creio que nunca chegará o dia em que eu não esperarei nada da vida, do mundo, das pessoas... Me resta chegar na lanterna dos afogados...


2 comentários:

renatocinema disse...

Eu, que tanto espero de mim e dos outros, me identifiquei totalmente com seu texto e sua concepção de lanterna dos afogados.

Carolina disse...

Ai, Ana! Amei esse texto!
Olha, eu sei que esperar coisas do outro ou mesmo de nós, às vezes cansa. Principalmente quando o que esperamos nunca acontece. Mas se deixarmos de esperar o que quer que seja de nós ou do outro, acaba a história. Talvez seja melhor esperar com mais calma, sem tanta pressa. Talvez assim o desespero possa ao menos ser controlado... quem sabe?
:)