terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A vida em dias


Tema: "Ano novo, vida velha. A vida é mais do que calendários, fusos ou órbita gravitacional".
Carlos Heitor Cony


Sempre pensei a passagem de um ano para o outro como um dia a mais na vida das pessoas, ou a menos, dependendo dos meus hormônios da ótica do momento. E eu, que costumo fazer um balanço do ano ao fim de cada ano, e traço metas para o próximo também (não exatamente com a esperança de que “daqui pra frente, tudo vai ser diferente”, mas pelo hábito de planejar mesmo, aliás, faço planos diários, semanais), acho curioso como ao longo do ano aquelas convicções e desejos acabam sendo deixados às sombras das imposições do dia-a-dia, às vezes.

Então, como disse, faço planos, estabeleço datas e tal, muito embora, deva confessar: nem sempre sigo, é que a vida por vezes nos apresenta rumos impensáveis a princípio, o que não necessariamente é ruim, no entanto, bem ou mal, esses novos rumos nos fazem desviar do que havia sido calculado sim, daí, penso eu, a necessidade em considerar algumas opções, tipo:
  1. A tal margem de erros para mais ou para menos, como fazem os estatísticos;
  2. Um plano B, X, +1;
  3. Uma fuga pela tangente, e por que não?!
Pois, mesmo que as coisas não se apresentem como esperávamos, ainda podemos “fazer um suco com os limões que a vida nos deu; ou batê-los num coquetel qualquer (há quem goste!); ou simplesmente plantá-los para vender depois”, oras! Afinal, “enquanto há vida, há esperança” (Uh, eu tô tão clichê!), e não é uma marcação num calendário que vai alterar o que nos move, a menos que os Maias estejam realmente certos e tudo mude daqui a alguns dias.

2 comentários:

Dai disse...

Eu nem sei se planejo, só ando planejando o que fazer no trabalho e se seguir isso certinho já é tudo o que eu preciso...rs

Fuga pela tangente: não uso e me mato quando as pessoas usam!

beijo!

Carolina disse...

Li as opções que vc propõe para serem consideradas e achei tudo tão... matemático, calculista, exato, não é mesmo? Eu acho, no fundo, que por mais que essa coisa de estabelecer metas e fazer o tal balanço no fim do ano seja proveitosa em seu limite, não combina muito com a prática da vida. Nem sempre a gente faz as contas certas e às vezes sai devendo em uma ou outra coisinha a quem? A nós mesmo, não é verdade? Por isso eu acho bem legal viver a vida em dias, como vc disse. Corremos menos risco de errar nos cálculos e fechar o caixa em negativo.

Beeeijos Elaine querida!! :)