quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Um feitiço contra o feiticeiro

Eu sou daquelas que acreditam que os limites existem especialmente para serem ultrapassados, vencidos, quebrados. Se há uma porta fechada na minha frente, bem na minha frente, por que não abrir e ver no que dá? Portas fechadas, pedras no caminho, ruas interditadas. Sempre haverão vários limites a espera de serem deixados pra trás.

Se são limitações de ordem social, baseada em premissas preconceituosas, racistas, machistas/feministas entre outros, o impulso para que sejam abandonadas é multiplicado por 2, porque junto com você com certeza existe outra pessoa que tem a intenção de vencê-las. E ultimamente existem mais limitações sendo esquecidas que criadas, o que favorece a luta daqueles que estão prontos para o questionamento. Numa sociedade onde não há dúvidas de que  tudo é criado, a liberdade ganha força o pensamento cria asas.

A dificuldade maior, a meu ver, está então numa outra instância, mais complexa e não menos volúvel: o interior de cada um. Aquilo que você precisa vencer dentro de você mesmo é o maior obstáculo que vai encontrar por ai. Libertar-se de si mesmo é o grande desafio. Acreditar que pode abrir a porta e querer abrí-la aceitando as conseqências que isso pode gerar é o mais perturbador. Porque sabemos lidar com limites impostos pela sociedade, desde que esses limites estejam apenas nela, mas não dentro de nós.

2 comentários:

Madame disse...

otimo post.

renatocinema disse...

Isso mesmo.....viva a ousadia de fugir do padrão e de ser óbvia.

Parabéns.