segunda-feira, 25 de julho de 2011

Perdi um pedaço meu


Tema: Perdas

Acho muito difícil falar sobre perdas. Perdemos todos os dias. Perdemos oportunidades, perdemos tempo, perdemos a paciência...e quer coisa mais chata do que perder?

Tenho pensado muito no que perdi desde o começo da minha adolescência até hoje. E o que mais me entristece não são as coisas exógenas a mim, e sim o que fazia parte da minha essência, que perdi. Não é triste quando perdemos parte da nossa inocência, por exemplo?

Quando somos mais novos acreditamos que todas as pessoas são boas, que promessas sempre são cumpridas, que “te amo” é para sempre, que confiar é fácil, que amizades são eternas, que pessoas que gostamos são imortais...

E conforme crescemos, dia a dia vamos perdendo um pouco disso tudo. Muitas vezes olho pra trás e tento buscar um pouco disso que perdi. Tento buscar a maneira como eu confiava no que as pessoas me diziam; era fácil, não acreditava que as pessoas pudessem simplesmente dizer uma coisa que muda a sua vida em um dia e mudar de opinião no dia seguinte, sem se importar com sentimentos. Também busco a visão que eu tinha do mundo, tão mais simples, tão melhor.

Acho que de todas as coisas que perdi de mim mesma, o que me faz mais falta é meu poder de confiar nas pessoas. Muitas vezes aceito o que me dizem, mas isso não quer dizer que eu confie. Um pé sempre permanece atrás. 

4 comentários:

Elaine disse...

É, crescer dói!

Dai disse...

O te amo não ser pra sempre me entristece =/

Mas você é uma graça, se vc era ainda mais doce que isso, vishhh, foi até bom você perder um pouco dessa candura porque se não ia sair por aí derramando torrãozinho de açúcar. ~^

beijo!

Mari disse...

ainn que linda, Dai! *.*

Frau Forster disse...

Mari, por mais que doa, acho importante que a gente perca muitas dessas coisas que você enumerou. Já pensou o perigo que a gente correria sendo inocente para sempre? Ou confiando em qualquer pessoa?
Acho que essas perdas fazem parte da vida e são essenciais para que a gente sobreviva neste mundo.
Falo por mim: gostaria de ser menos ingênua e inocente, a fim de evitar mais dor de cabeça do que já tive por conta desses dois adjetivos.
A maturidade traz inúmeras perdas - mas outros ganhos também ;)
Beijos