segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Pra parar em casa


Tema: Com açúcar, com afeto.





Eu sou do tipo melosa, com açúcar e com afeto. Sou do tipo carinhosa, que prende com braços e pernas que busca beijos e fica com cara de idiota quando olho o cara como se fosse paisagem, como se fosse a imensidão do mar. Eu sou dessa que quer mandar mensagem, que liga, que escreve, que deixa recado no espelho do banheiro e que pede pra não ir embora, pois cola feito chiclete velho, resmungando por amor. Sou chata, sentimentalóide, acordo com a macaca, acho que tudo tá errado, reclamo, fico com a cara fechada e não quero nem conversar.  Depois eu me arrependo, viro gato e tento me aconchegar. Eu fico esperando chegar, aparecer e se quiser faço até o doce predileto, mas tenha certeza de que queimará. Eu vou errar a mão. Eu sempre erro a mão. 

Eu exagero. Assim como muitas outras pessoas por aí (assim como a Maria do Bairro, a Paola Bracho, a Paulina, a Luz Clarita, a Carminha). E talvez meu produto tenha vindo com algum problema no conceito de amor, porque às vezes eu acho que não sei amar. Eu esqueço o mundo lá fora e se quiser esquento seu prato e peço pra você me esquentar. Não faço jogos e tenho ânsia de vômito por quem brinca com sentimentos, porque pra mim é coisa séria, coisa que eu levo até a última consequência ou gota.  Eu não entendo gente que finge não gostar, finge não querer, que tem medo de sei lá o que ou assado, que pensa que vai se machucar. Eu não entendo gente que não quer pular de paraquedas. Eu não entendo gente que não sonha que está voando.

3 comentários:

renatocinema disse...

Aprendi, com um professor na faculdade, que as pessoas precisam ser quentes ou frias....morno não tem graça alguma.

Intensidade........sempre. kkk

Carolina disse...

Eu também, Nara. Deve der por isso que a gente vive com os dentes quebrados. Ou não?

Sheila P S Almeida disse...

Adorei os últimos pensamentos! Eu também não entendo esses medrosos da vida...