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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Sorte sua!

- Foi pura sorte! - me disseram mais de uma vez.

Eu não acredito em sorte. Nem no acaso. Acredito que haja uma razão para tudo na vida, ainda que muitas vezes a gente não entenda o porquê das coisas e do mundo. Nem sempre estamos prontos para entender e nem sempre merecemos. E é nisso que acredito: em merecimento.
Acredito que a gente mereça tudo o que tenha em nossa vida - mesmo quando parece que somos injustiçados e enfrentamos situações terríveis. Todas as coisas que acontecem em nosso caminho tem um motivo e podem ser com maior ou menos facilidade convertidas em oportunidades de aprendizado.

Para cada ação, existe uma reação - já dizia o velho manual de física. E com a vida não é diferente. Para todas as nossas ações e palavras, haverá ações e palavras que a nós retornarão. Nada fica de graça, nada se perde no vento. Tudo aquilo o que eu semear, terei que colher.

É fácil atribuir o que dá certo à sorte e o que dá errado ao azar: ficamos eximidos de quaisquer responsabilidades - de novo - e perdermos as chances que a vida nos dá.

Por isso, sempre que alguém me diz:

- Foi sorte sua!

sorrio amareladamente e penso comigo: para o bem ou para o mal, mereço o que tenho para mim.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Par ou ímpar?

Tema: o que é sorte e onde encontrá-la

Me diga, par ou ímpar? O que você escolhe? E me diga mais: de que depende o resultado? Não importa o quanto você possa ser esperto, inteligente, esforçado, batalhador, preguiçoso ou responsável. É apenas uma questão de sorte. Nem passa perto de ser uma questão de escolha. Você tem duas opções. 50% de chance de acertar. É sorte!

Mas, nem tudo se reolve com um par ou ímpar. Ainda bem, né? Imagina se todo o nosso esforço, nossa dedicação e, ainda por cima, nosso desejo de conquistar nossos objetivos dependessem de sorte? Não teria graça. Eu acho que a sorte pode dar um sorriso largo para quem corre atrás do que quer. E, se não for um sorriso largo, mas uma careta bem feia, não significa que é coisa tão ruim. Pode vir coisa melhor depois.

Sorte, é a oportunidade certa na hora certa. E como saber se é a hora certa? Só você pode saber. E a oportunidade é você também que faz de certa ou errada. Enfim, é você quem escolhe. Às vezes parecemos estar no momento certo, fazendo a coisa certa, da melhor maneira possível. Mas, alguma coisa sai de um jeito inesperado. E o resultado não é aquele que tanto queríamos. Então, a falta de sorte aparece como o melhor consolo. Nos livra de toda e qualquer culpa. 

E que sorte a vida ser assim. Eu não suportaria carregar toda minha responsabilidade sozinha. Ainda bem que tenho a sorte comigo. E posso contar até com a falta dela!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Vou depressa/Vou correndo/Vou na toda/Que só levo pouca gente

Tema: o que é sorte e onde encontrá-la

Levanta da cama depressa. Escova os dentes com uma mão enquanto mexe o leite com a outra. Veste a blusa e calça os sapatos ao mesmo tempo. Corre para o carro. O tempo de o portão elétrico levantar é uma eternidade. Pensa em ir lá e subi-lo manualmente, para ir mais rápido. Acelera, acelera e acelera o carro. 

Passa em todos os semáforos amarelos. Tem pressa. A vida não está para brincadeira. Enquanto ela dorme tem milhares de pessoas trabalhando, ganhando a vida, correndo atrás. Ela também tem que correr.

Bate os dedos no volante enquanto espera o semáforo abrir – o único que não conseguiu passar, mesmo no amarelo. Nervosa com a espera não repara o motorista do carro ao lado a olhando. Pesquisando. Curioso. A vida é uma tráfego e ela não pode engarrafar. Corre.

Sobe a escada do escritório em dois e dois degraus. Senta-se na mesa sem objetos, apenas o computador e um bloco de anotações e o telefone. Não gosta de badulaques, ela tem que otimizar o tempo e para isso sua mesa e tudo que precisa tem que ser prático.

Tinha terminado o namoro há 2 anos. Estava consumindo muito tempo. Ficara sozinha desde então, terrivelmente sozinha, aliás. Achava que ninguém olhava pra ela, mas a verdade é que ela não olhava para os outros. Como perceber os olhos dos outros se você nunca olha para os olhos de ninguém?

A vida para ela não sorria. Escorria feito a areia de uma ampulheta. Não se importava, apesar de tudo. Para que perder tempo pensando em coisas tolas como essa? Tinha que pensar em como aproveitar mais seu tempo, melhorias para sua carreira. “Deus ajuda quem cedo madruga”, mas se Deus não existisse pouco importava, nunca contou com a sorte. Para ela quem podia controlar sua vida era apenas era – mais ninguém.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Vento a favor


Minha idéia de sorte é um tanto pueril, mas isso se deve ao fato de que “conspirações atmosféricas e afins” nunca me couberam:

De repente você programou uma festa ao ar livre (desconsiderando a previsão desfavorável do tempo) e aquele dia foi um lindo dia de sol; num universo de 60 números você escolheu 6 que mudaram o saldo da sua conta bancária; ou como citou a Mari, você foi contemplado com uma família de gente boa...

Enfim, coisas concorrendo a favor, mas que pouco tem a ver com escolha ou simples pensamento positivo, pois se assim fosse, sequer saberíamos o que é desastre natural, pobreza e gente tosca.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sorte pra quem?


                Tema: o que é sorte e onde encontrá-la

A sorte é uma palavra que dá margem a várias interpretações. Cada pessoa tem uma visão sobre o que é sorte e em que situações ela ocorre. Vou dar alguns exemplos em que já escutei falarem sobre a sorte, ou a falta dela, e que divergem do meu ponto de vista sobre o assunto:


- “Que sortuda! O pai dela é rico e ela vai herdar sua empresa!” – pra mim isso não é sorte, é esforço e trabalho do pai. E infelizmente, em muitos casos, isso faz com que a pessoa “sortuda” não perceba a oportunidade que lhe será dada; que isso seja algo tão normal para ela, que acabe tratando com desdenho e não se esforce para conseguir manter o negócio que herdou. Em alguns casos, essa “sorte” pode até destruir alguns sonhos, já que a pessoa pode querer seguir outra carreira, além da carreira escolhida pelo pai, mas seja pressionada a aceitar o que lhe é oferecido. Nessa situação, não consigo enxergar a sorte dessa pessoa.

- “Que azar, ela está com uma doença grave!” – adoecer pra mim não é uma questão de falta de sorte. Todos estão sujeitos a isso, é uma coisa do nosso organismo; e dependendo de como tratamos o nosso corpo, a probabilidade de adoecermos ou não aumenta ou diminui, mas não desaparece. E por que não pensar que essa doença veio no lugar de outra pior que poderia vir? Por que não pensar que ela pode ter vindo como “aviso” do seu corpo para que se cuide melhor? Por que não acreditar que ficamos doentes para nos curar e nos fortalecer? Dessa maneira, adoecer não me parece falta de sorte.


Em minha opinião, a sorte é aquilo que vem sem sabermos exatamente o porquê, e que é algo muito bom. A única coisa que consigo pensar em que poderiam chamar de sorte é a família. Como dizem, “família não se escolhe”. Já nascemos com a nossa família escolhida. Já nascemos com a capacidade de amar todas essas pessoas sem esperar retorno. Quer sorte maior do que essa? Mas na verdade, a sorte pra mim tem outro nome: Deus.
               

domingo, 5 de junho de 2011

O que eu penso sobre sorte.

Tema da semana: o que é sorte e o que é azar.

Não me considero uma pessoa de sorte, nem tampouco uma pessoa azarada, mas muitas vezes já fui acusada de ser sortuda, sim, acusada.

Algumas pessoas se sentem sem sorte, e lamentam, riem, ou tentam mudar. Outras se sentem sem sorte, e acusam os outros de lhes causar azar ou de serem sortudos, como se a sorte de um necessariamente tirasse a sorte de outros, torcem contra, invejam e enchem o saco.

Numa dessas da vida, conheci uma mulher, que trabalhava comigo e era louca. A louca uma vez me disse que eu era sortuda demais. A louca se considerava uma pessoa sofrida, apesar de ter um bom cargo, um bom salário, um filho lindo, ser uma mulher independente e relativamente inteligente. Sofrida ela era, realmente, não por ser azarada, mas por não ser capaz de ser generosa com os outros e muito menos de perceber que tinha tudo para ser uma pessoa feliz (menos sabedoria).

Remoendo as oportunidades que a vida lhe negou, ela se vangloriava do que tinha alcançado, mas negava aos seus subordinados beneficios oferecidos pela empresa, apenas porque não teve acesso as mesmas coisas quando estava batalhando a própria carreira. Ela me chamava de sortuda, porque eu tinha também conseguido algumas coisas, e era muito jovem, mas se considerava esforçada. Para ela o exito dos outros era sorte, o exito dela era esforço. Como entender?

Sorte, para mim, é como uma ideia que um professor meu citou em uma aula da faculdade, a união de oportunidade e capacidade. A pessoa tem a chance e tem a inteligencia para aproveitá-la. Azar é a pessoa ser burra ou pobre de espírito o bastante para nem mesmo enxergar a oportunidade.

No caso dessa ex-colega de trabalho, ela teve sorte no trabalho, ela teve oportunidade e teve capacidade e se tornou uma boa profissional, mas isso não se estendeu a todas as áreas da vida dela, ou pelo menos não se estendia naquela época. Ela continuava reclamando, do passado que ela teve, das oportunidades que os mais jovens da empresa tinham, que ela não tinha tido, bla bla bla... Repelia as pessoas que queriam se aproximar dela, conquistava a antipatia dos subordinados e dos colegas, enchia o saco pra caramba...

Enfim, esquecendo esse personagem que assombrou meu passado com suas reclamações...

É impossível ter sorte em tudo na vida, nem sempre estamos bem o suficiente para enxergar as oportunidades com clareza, e também não temos capacidade para tudo, de forma que possamos aproveitar todas as oportunidades. Contudo, a responsabilidade é nossa. Não podemos culpar os outros, nem pelo nosso suposto azar, nem pela sorte que eles têm. O que podemos é abrir os olhos, prestar atenção nas coisas, e arregaçar as mangas, para termos a capacidade de aproveitar as oportunidades que enxergarmos, da melhor maneira que conseguirmos.=)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Você quer jogar?

Tema: "O destino baralha as cartas, e nós jogamos" 
Schopenhauer
 
Gostei demais dessa frase. Sim, é inevitável dizer que existem coisas que acontecem com todos nós que só podem ser obras do destino. O acaso, Deus, destino, predestinação, seja lá que nome for, eu acredito. Acredito que há momentos em que o inexplicável, o improvável acontece. E diante disso, não há nada que possamos fazer. Se jogamos sobre a mesa uma determinada carta, o baralho nos surpreende com uma outra que simplesmente dá um novo rumo ao nosso jogo. 
 
Mas temos nas mãos diversas cartas. Podemos escolher qual delas usar. E cada escolha, gera uma jogada diferente. Umas resposta diferente do parceiro. Uma jogada é consequência da outra. Portanto, a partir do momento que entramos no jogo estamos ali a mercê de quatro elementos: o adiversário, o parceiro, a sorte e nós mesmos. Desses quatro, indiscutivelemente temos o controle de apenas um: nós mesmos. 
 
Então, eu só posso pensar que ainda que exista o destino para misturar nossas cartas e nos surpreender quando estamos crentes de que o jogo está em nossas mãos, devemos continuar jogando. É essa "ilusão" que nos faz permanecer no jogo. E quem sabe um dia, poderemos nos considerar vencedores?