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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sorte pra quem?


                Tema: o que é sorte e onde encontrá-la

A sorte é uma palavra que dá margem a várias interpretações. Cada pessoa tem uma visão sobre o que é sorte e em que situações ela ocorre. Vou dar alguns exemplos em que já escutei falarem sobre a sorte, ou a falta dela, e que divergem do meu ponto de vista sobre o assunto:


- “Que sortuda! O pai dela é rico e ela vai herdar sua empresa!” – pra mim isso não é sorte, é esforço e trabalho do pai. E infelizmente, em muitos casos, isso faz com que a pessoa “sortuda” não perceba a oportunidade que lhe será dada; que isso seja algo tão normal para ela, que acabe tratando com desdenho e não se esforce para conseguir manter o negócio que herdou. Em alguns casos, essa “sorte” pode até destruir alguns sonhos, já que a pessoa pode querer seguir outra carreira, além da carreira escolhida pelo pai, mas seja pressionada a aceitar o que lhe é oferecido. Nessa situação, não consigo enxergar a sorte dessa pessoa.

- “Que azar, ela está com uma doença grave!” – adoecer pra mim não é uma questão de falta de sorte. Todos estão sujeitos a isso, é uma coisa do nosso organismo; e dependendo de como tratamos o nosso corpo, a probabilidade de adoecermos ou não aumenta ou diminui, mas não desaparece. E por que não pensar que essa doença veio no lugar de outra pior que poderia vir? Por que não pensar que ela pode ter vindo como “aviso” do seu corpo para que se cuide melhor? Por que não acreditar que ficamos doentes para nos curar e nos fortalecer? Dessa maneira, adoecer não me parece falta de sorte.


Em minha opinião, a sorte é aquilo que vem sem sabermos exatamente o porquê, e que é algo muito bom. A única coisa que consigo pensar em que poderiam chamar de sorte é a família. Como dizem, “família não se escolhe”. Já nascemos com a nossa família escolhida. Já nascemos com a capacidade de amar todas essas pessoas sem esperar retorno. Quer sorte maior do que essa? Mas na verdade, a sorte pra mim tem outro nome: Deus.
               

domingo, 5 de junho de 2011

O que eu penso sobre sorte.

Tema da semana: o que é sorte e o que é azar.

Não me considero uma pessoa de sorte, nem tampouco uma pessoa azarada, mas muitas vezes já fui acusada de ser sortuda, sim, acusada.

Algumas pessoas se sentem sem sorte, e lamentam, riem, ou tentam mudar. Outras se sentem sem sorte, e acusam os outros de lhes causar azar ou de serem sortudos, como se a sorte de um necessariamente tirasse a sorte de outros, torcem contra, invejam e enchem o saco.

Numa dessas da vida, conheci uma mulher, que trabalhava comigo e era louca. A louca uma vez me disse que eu era sortuda demais. A louca se considerava uma pessoa sofrida, apesar de ter um bom cargo, um bom salário, um filho lindo, ser uma mulher independente e relativamente inteligente. Sofrida ela era, realmente, não por ser azarada, mas por não ser capaz de ser generosa com os outros e muito menos de perceber que tinha tudo para ser uma pessoa feliz (menos sabedoria).

Remoendo as oportunidades que a vida lhe negou, ela se vangloriava do que tinha alcançado, mas negava aos seus subordinados beneficios oferecidos pela empresa, apenas porque não teve acesso as mesmas coisas quando estava batalhando a própria carreira. Ela me chamava de sortuda, porque eu tinha também conseguido algumas coisas, e era muito jovem, mas se considerava esforçada. Para ela o exito dos outros era sorte, o exito dela era esforço. Como entender?

Sorte, para mim, é como uma ideia que um professor meu citou em uma aula da faculdade, a união de oportunidade e capacidade. A pessoa tem a chance e tem a inteligencia para aproveitá-la. Azar é a pessoa ser burra ou pobre de espírito o bastante para nem mesmo enxergar a oportunidade.

No caso dessa ex-colega de trabalho, ela teve sorte no trabalho, ela teve oportunidade e teve capacidade e se tornou uma boa profissional, mas isso não se estendeu a todas as áreas da vida dela, ou pelo menos não se estendia naquela época. Ela continuava reclamando, do passado que ela teve, das oportunidades que os mais jovens da empresa tinham, que ela não tinha tido, bla bla bla... Repelia as pessoas que queriam se aproximar dela, conquistava a antipatia dos subordinados e dos colegas, enchia o saco pra caramba...

Enfim, esquecendo esse personagem que assombrou meu passado com suas reclamações...

É impossível ter sorte em tudo na vida, nem sempre estamos bem o suficiente para enxergar as oportunidades com clareza, e também não temos capacidade para tudo, de forma que possamos aproveitar todas as oportunidades. Contudo, a responsabilidade é nossa. Não podemos culpar os outros, nem pelo nosso suposto azar, nem pela sorte que eles têm. O que podemos é abrir os olhos, prestar atenção nas coisas, e arregaçar as mangas, para termos a capacidade de aproveitar as oportunidades que enxergarmos, da melhor maneira que conseguirmos.=)