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domingo, 6 de janeiro de 2013

Dos planos infalíveis.


Tema da semana: Aquele plano de me esquecer? Esqueça!



De alguma forma, você sempre vai se lembrar. Seja como a louca, seja como a chata, seja como a pessoa que falou coisas que você acha que não merecia ouvir. Ou como a amiga, como a persistente, como aquela que não se importava com as coisas que você achava que eram impedimentos... E eu também vou me lembrar, mesmo tendo planos de esquecer. No fim, planos são coisas que a gente faz, mas não necessariamente executa... Não foi planejado um estrago tão grande, mas ele aconteceu. E foi planejado o esquecimento, mas não é tão simples. 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Sem x Com


Tema da semana: Trem das onze




Eu sou uma pessoa muito distraída, muito mesmo. Isso muitas vezes me faz passar por estúpida, ignorante ou burra.

Veja bem, estou muito familiarizada com a música “Trem das Onze”, mas só hoje, depois de uns 20 anos escutando, que reparei na letra. Eu faço essas coisas, escuto sem entender.

E estou aqui muito deprimida, porque reparei que o moço da música não pode ficar nem mais um minuto COM você, e não SEM você, como meus ouvidos quiseram entender esses anos todos.
É trágico, é triste. Embora faça a música parecer com a realidade... As pessoas são quase sempre mais corajosas do que covardes. Era evidente que ele deixaria a moça, ao invés de leva-la a Jaçanã com ele, ou esperar até amanhã de manhã.

Sem hesitar, as pessoas amanhecem na rua por amigos, por shows, não por romance. Porque por romance a chance de decepção é maior... E nem todo mundo nasce acreditando nessas coisas. Tem gente que se preocupa com o sono da mãe, com a casa pra olhar...

Eu prefiro músicas assim... Que falam do amor de verdade. Ou das enrolações que a falta de amor ocasionam... Como aquela música que diz: “até que eu encontre outra pessoa”. Enfim, talvez o moço da música tema poderá ficar após as onze, por uma moça por quem ele se interesse mais. É assim que acontece. O trem é só uma desculpa. Não é você, sou eu. Quer dizer, na verdade, é minha mãe, que está rindo até agora de mim, porque contei pra ela que eu achava que era "não posso ficar nem mais um minuto sem você".. Pelo menos ela está rindo, porque primeiro ela me olhou com uma cara de espanto e disse: "ele é filho único, Ana Laura".

domingo, 9 de dezembro de 2012

Nada mal.


Tema da semana: como vai?



Você quer saber como foi meu dia? Tudo bem... eu te conto. Se eu conseguir me concentrar depois de me lembrar de todos os dias em que você não quis saber.

Você quer opinar sobre o meu humor? Tudo bem... comece a falar. Talvez eu escute, enquanto utilizo cada palavra sua para me sentir mais mal humorada.

Você quer me ensinar sobre perdão? Tudo bem... eu continuo tentando. Se não perdi a conta, te perdoei 213 das 490 vezes obrigatórias.... e posso te perdoar mais uma, embora não saiba qual a finalidade, visto que mais cedo ou mais tarde vamos retornar ao mesmo ponto.

Você quer falar sobre amargura? Tudo bem... na verdade, não sinto nada disso. Sinto só um pouco de cansaço, por tantos círculos percorridos... Tontura, talvez...

Não quer dizer que eu não goste de você, apenas que eu não gosto da mesma forma... Que eu não gosto o bastante pra ouvir o que você quer, pra dar créditos ao que você pensa... E eu sei que eu posso te perdoar e voltar a gostar da mesma forma... Mas eu não quero. Porque cada dia em que você não se importou, me fez questionar cada dia em que você pareceu se importar.

Então, para que você saiba, meu dia não foi nada mal, meu humor não vai nada mal, minha capacidade de perdoar não vai nada mal e eu ando muito doce, na verdade.... Pois tudo vai muito bem, enquanto você se mantem distante.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Das voltas que a vida dá.


Tema:  Eu sambo mesmo.




E eu que não gostava de samba, como eu poderia adivinhar que o samba podia me salvar? De ficar sentada esperando por você, de correr o risco de cair na sua conversa... O samba me salvou. E agora eu sei que o samba pode me salvar. E eu vou sambar, cada vez pra mais longe de você.

domingo, 4 de novembro de 2012

Sobre o meu caminho.


Tema da semana: Não existe um caminho novo, existe um novo jeito de caminhar.



Da minha parte, eu cansei de reclamar. Eu mudo o que for necessário. Pode não ser o caminho... Mas se não está bom, algo tem que mudar. Não necessariamente a direção... Talvez as companhias, talvez a forma de lidar com cada companhia... Talvez a mim mesma, talvez a forma de lidar com as minhas imperfeições, talvez a atenção que dou a quem recrimina as minhas imperfeições...

domingo, 28 de outubro de 2012

Quem alimenta meus medos?


Tema da semana: Favor, não alimentar os medos.




Dizem que o ser humano é formado por suas experiências, por aquilo que vive, pelas lágrimas que chora, pelas dores que sente, pelas alegrias, pelos relacionamentos, pela sua história... Sendo assim, não alimentar os medos é um grande desafio.

Cada medo que tenho tem um fundamento bem estabelecido. Tenho medo de lagartixa, por cada lagartixa que já caiu em cima de mim. Tenho medo de anfíbios por causa do acúmulo de “pererecas” que havia atrás da porta do banheiro de um sítio em que morávamos quando eu era criança. E tenho medo de confiar em algumas pessoas, por causa de cada vez em que confiei e que essa confiança foi quebrada...

Então, eu não alimento meus medos. A vida que alimenta, os acontecimentos, a história... Eu gostaria muito de colocar uma focinheira  nos meus medos, e mantê-los magrelos, fracos, quase mortos. Mas eu não posso fazer isso.

domingo, 21 de outubro de 2012

"Nunca" é demais.


Tema da semana:
"Nunca, palavra bastante corajosa
Mas quase nunca cumprida"




Nunca mais é muito tempo, e dizer “nunca” é muita responsabilidade. Então não prometo nunca mais te procurar, nem mesmo nunca mais aceitar sua procura. E mesmo sem prometer, espero, sonho... Que continuemos bem distantes, para continuarmos bem, para que nos doa somente o inevitável.

Se não tem fim, que seja neutro.

domingo, 14 de outubro de 2012

Não!


Tema da Semana: "Tá no inferno, abraça o capeta". 



Não use frases imperativas comigo... Não vou abraçar o que você pedir, não mesmo! Aliás, não saio por aí abraçando o dono da casa, só porque ele é o dono da casa. Além disso, quanto maior a temperatura, aconselho que seja menor o contato físico. Talvez, se estivessemos no polo norte, aí sim eu pensaria no caso de abraçar o ser em questão. Mas estamos aqui... E olha só, não acho que chutar o balde mudará alguma coisa, não acho que seguir o ditado vá melhorar o meu humor e não acho que vou seguir a regra­­­. Vá você, com suas frases manjadas e ordens dispensáveis, abraçar o capeta sozinho.

domingo, 7 de outubro de 2012

Minha!


Tema da semana: Sua vida, só sua, ou de todo mundo?




É minha a vida, embora eu nem sempre a trate com o carinho merecido. É minha a vida, embora eu deixe que algumas pessoas deem seus palpites vez em quando. É a vida minha, embora as vezes eu queira abandoná-la e correr para as montanhas. É minha a vida, por isso eu tiro as pessoas dela quando vejo que elas me fazem mal. É minha a vida, por isso seu sigo tentando achar um jeito de fazê-la dar certo. É minha a vida, por isso eu continuo sendo do jeito que sou, fazendo as coisas da minha maneira estranha, te desagradando do jeito que sempre fiz... Porque já desisti de te agradar, já desisti de tentar, porque é minha a vida... E ela fica muito bem longe da sua vida.

domingo, 16 de setembro de 2012

"Are you happy when you're sleeping?"

Tema da semana: drogas alternativas.






Se sou feliz enquanto durmo? Não pouco. Apenas muito. 


Sou extremamente feliz dormindo. Trocaria a vida real por horas de sono ininterruptas. Dormiria sim, pra fugir da vida eternamente.

Só não o faço frequentemente porque o sono acaba. E porque já estou cansada de saber que os problemas continuam quando desperto.

É o grande mal de qualquer tipo de drogas... Sejam ilícitas, lícitas, ou alternativas... Um dia o efeito acaba e somos obrigados a “acordar” pra vida real. =(

domingo, 9 de setembro de 2012

Eu cortei.


Tema da semana: Cadê sua etiqueta?



Não me lembro mais da minha composição. Eu não tenho tamanho. Não sei quanto custei. E se quiser levar pro sentido figurado, pode ser que eu também não tenha modos.

Se você precisa de todos esses detalhes, talvez você precise de uma pessoa diferente de mim. Eu não tenho marca. Talvez eu tenha marcas... mas provavelmente isso também não te serve.

Eu cortei todas as etiquetas, dispensei todos os rótulos, dispenso todo mundo que me faz sentir que não sirvo o tempo todo. Não posso dizer que me traz liberdade, mas diminui o incômodo. Etiquetas sempre me incomodaram, sempre cortei as das roupas... Agora também corto as minhas, e corto as pessoas que se apegam a elas.  

domingo, 2 de setembro de 2012

"No meio das pedras tinha um caminho"


Tema da semana: No meio do caminho tinha uma pedra.



No meio do caminho tinha uma pedra. Uma pedra muito grande. Então ela desviou, contornou a pedra e voltou pro caminho.

No meio do caminho tinha uma pedra. Uma pedra pequenininha. Então ela colocou no bolso, pra usar em seu estilingue, quando precisasse.

No meio do caminho tinha uma pedra. Uma pedra média. Ela rolava de um lado pro outro e a menina não conseguia desviar. Vez ou outra ela rolava por cima da menina e a deixava prensada no chão... Essa pedra era muito chata, mas a menina não podia fazer nada, então ia lidando com ela e seguindo em frente, como podia. O importante era continuar seguindo o caminho, mesmo que precisasse se desgrudar do chão e correr da pedra.

domingo, 26 de agosto de 2012

Qual o motivo? Qual a direção?




Tema da semana: O que te move?

Algumas perguntas são mais complicadas do que parecem... Se pensarmos nas coisas que motivam nossas ações, nossos objetivos e cia, percebemos que cada influência nos empurra em determinada direção.

Há pessoas que nos movem rumo ao fundo do poço. Há sonhos que nos movem em rumo oposto a realidade. Há medos que nos movem para longe dos nossos objetivos. Por outro lado, há quem nos mova rumo ao melhor caminho. Há sonhos que nos motivem a sorrir diariamente. Há a precaução que nos poupa de muitas dores de cabeça.

E se estivermos atentos ao conjunto, se escolhermos a melhor combinação, podemos ser movidos na melhor direção... Desde que tenhamos prudência para escolher ouvir as pessoas certas, e nos cercar de pessoas que sejam bacanas. Desde que sejamos realistas pra saber quais sonhos podem nos mover para um bom destino e quais nos farão retroceder. Desde que questionemos, o tempo todo, as nossas motivações.


domingo, 12 de agosto de 2012

Dos disfarces

Tema da semana: Quem não tem colírio usa óculos escuros. 



Mais cedo ou mais tarde você precisa enfrentar os seus olhos vermelhos. O colírio alivia... Os óculos escondem... Mas não importa se arde. Não interessa se alguém vê... Importa o que você penso sobre... Ou, no caso, importa que você tem fugido de pensar a respeito.

domingo, 5 de agosto de 2012

Nem tão presa, nem tão livre.


Tema: Como o fato de a gente estar inserida numa cultura machista faz com que tenhamos uma visão distorcida sobre nós mesmas.




Eu não posso dizer que tive uma educação machista. Eu brinquei com os meninos da rua, e briguei também. Tive estilingue, bola de futebol, dardo, autorama.... E, para tranquilidade dos conservadores, eu tive boneca também. Brinquei de tudo, fiz de tudo. Eu tinha roupas de menininha... Mas tinha também meus bermudões do Mickey e outras roupinhas que normalmente os menininhos que usavam. Meus pais sempre priorizavam comprar  roupas confortáveis, além disso, eles nunca disseram: “agora você tem que parar com isso porque está virando mocinha”. Enquanto algumas mães não deixavam os filhos assistir certos desenhos violentos, ou brincar de lutinha... Eu e minha irmã estavamos lá, dando nos golpes mortais no ar, no pilar, e as vezes uma na outra. Revólver de água também, espingarda de chumbinho também, tudo mais também... Então, eu demorei a perceber que o machismo existia, que aquilo não era o normal. Que as outras meninas usavam mais rosa, que as outras meninas usavam mais saia, que as outras meninas não jogavam futebol...

Na adolescência, eu comecei a abrir meus olhos. Descobri que todas as meninas já falavam de esmalte e eu não ligava pra esmalte. Maquiagem? Até hoje não sei o que é ter isso como religião. Também não ligo pra roupas passadas e quando penso em peso, confesso que me preocupo mais com a tendência familiar a colesterol alto e outros males do que com padrões de beleza e etc.  Ainda assim, tenho meus momentos...

Quantas vezes não respirei fundo antes de tentar falar com um dos senhores do sindicato patronal da empresa em que trabalho...  Quantas vezes me questionei: quero mesmo gerenciar funcionários machistas? Quantas vezes controlei meu modo de falar, quando queria soltar os cachorros, porque não queria perder a razão, porque não queria que minhas queixas fossem reduzidas a uma crise de TPM ou de infelicidade no amor....  Me senti incapaz várias vezes, por pura preguiça de lidar com o machismo nosso de cada dia. Já me senti fraca, porque achei a cultura machista forte demais.

Quantas vezes não questionei se não era meu jeito estabanado e desligado que teria feito o mocinho não gostar de mim? Afinal, nunca fui delicada como dizem por aí que as boas meninas são. Será porque mato baratas sem medo que ele não gosta de mim? Ou porque eu bebo demais e não escondo? Será porque estou acima do peso? Será porque não faço questão de cozinhar? Será porque não sou organizada? Será porque não sou feminina o bastante pra ser interessante?

E fico me perguntando, me perguntando, me perguntando... Até lembrar que já houve quem gostou de mim assim, até lembrar que eu gosto de mim assim, até lembrar que isso é uma bobeira sem fim e sem tamanho e que é melhor estar só do que estar acompanhada de um cara machista.


E se pra mim, que não sou filha de pais machistas, essa ficha demora a cair... Não me é estranha a ideia de que a cultura machista faz muitas vítimas por aí.



domingo, 29 de julho de 2012

Dignidade é para os fortes.


Tema da semana: Existe dignidade na dor?



Nem sempre tenho dignidade na dor, reconheço. Contudo, acredito que o mundo está cheio de pessoas mais fortes que eu, que sabem ser dignas em situações complicadas... Há quem não se entregue ao drama diante das rasteiras da vida, há quem se levante diante de dores fortíssimas, sejam de amor, sejam do corpo, sejam da perda. E de tanto ver tanta gente que continua digna sofrendo de dores muito mais fortes que as dores que experimentei, eu posso afirmar: há dignidade na dor... Mais nas dores alheias do que nas minhas, mas há.

domingo, 22 de julho de 2012

Declaração de Amor

Tema da semana: Cachaça. 



Eu te amo e nossa relação é pra vida inteira. 
Meu fígado não vai nos separar, te prometo. S2

domingo, 15 de julho de 2012

Das fugas mal sucedidas.


Tema da semana: É como se fosse, mas não é.



É como se fosse resolver tudo, sair, esquecer... Lembrar o quanto a vida pode ser boa longe daquilo que te tira a força, te torra a paciência, te causa dúvida. Mas não é... Porque um dia você tem que voltar. E quando você volta, está tudo lá, te esperando.

sábado, 7 de julho de 2012

Escolher o amor





Quando a chefa do Meninas Improváveis definiu o tema dessa semana fiquei pensando em um assunto que foi abordado pela Carol semana passada: a liberdade de escolha. 

Talvez pareça viagem, mas é isso que penso quando ouço a música Conversa de Botas Batidas e lembro da história do casal que a inspirou. Dois velhinhos, apaixonados, mas casados com outras pessoas. Porque tanto tempo vivendo uma vida dupla?

Sabe-se lá... Mas como eu tenho um coração de pedra que pende pro romance,  sempre tento acreditar que, se eles se amavam, traíram os conjugues apenas porque estavam presos em um modelo social conservador. 

Há um tempo não muito distante, os pais muitas vezes escolhiam os casamentos dos filhos. Além disso, o divórcio não era simples, nem aceito. Ainda que continue não sendo amplamente aceito, hoje é mais fácil vislumbrar a felicidade após a separação... Em linhas gerais, boa parte dos ocidentais tem liberdade de escolher o amor, e não o mais conveniente.

E sim, eu acredito no amor. Pasmem! A Carol mesmo chegou a achar que eu não gostaria desse tema... Não sei se é a imagem de durona que muitas vezes as pessoas tem, apesar dos meus post´s emo aqui no Meninas.. 

Justamente esse meu lado sentimental é que me faz desprezar tanto a maioria dos relacionamentos atuais... Eu não entendo como, em um mundo de tantas escolhas e opções, as pessoas ainda escolhem se relacionar por medo da solidão, por sexo, ou por conveniência, ao invés de escolher o amor.  Isso é uma coisa antiga, as pessoas faziam porque não tinham liberdade de escolha... nós temos!

Eu curto minha solidão. Já senti meu coração acelerar umas duas vezes nessa vida, e abriria mão de estar só pelas pessoas envolvidas... Mas só nesses casos. Não entendo porque abrir mão da minha solidão para ocupar o espaço na vida de uma pessoa que não me interessa, porque ela me acha interessante. Relacionamentos precisam de reciprocidade, eu estaria “ocupando” um espaço que poderia ser melhor ocupado e viveria uma relação baseada em um sentimento inexistente. A gente não cria sentimentos... A gente pode se aproximar da pessoa e esperar o sentimento chegar, mas as vezes ele não chega. 

Enfim, meu coração romântico acredita que, diante da possibilidade de escolha, de uma sociedade relativamente livre, o casal da música não teria morrido abraçado na clandestinidade, mas viveria abraçado diariamente. É isso que eu escolho pra minha vida. E se eu não achar o amor, desculpa, mas não vou substitui-lo pela conveniência.

domingo, 1 de julho de 2012

E disse a moça de família: machismo não existe.


Tema: Existe feminismo nos dias atuais? Ele é necessário? Por quê?




Esses dias vi no meu facebook uma imagem dizendo que o machismo mata, vocês acreditam? Ri muito! Aí, entrei na página que publicou imagem, e me perguntei: em que mundo essas meninas vivem? Tinham muitas mensagens dizendo que o machismo existe, que as mulheres também podem ser machistas, que o assunto é grave, que toda mulher deve lutar por isso... Sendo que todo mundo sabe que violência contra mulher é coisa de pobre. Até o nome da lei: Maria da Penha. Maria da Penha não é nome de empregada doméstica? Vocês não viram na novela? Muito engraçado. Sem contar as putas, com aquelas roupas horríveis na marcha das vadias. Mostrei pra minha amiga Patrícia, gente.. Elas deviam ter feito algo mais glamour, já que queriam atenção, né?! Enfim, não quero saber disso de feminismo não. E quando elas falam que estão lutando por todas as mulheres, eu tô foraaaaa! Que coisa chata, parece terrorismo!

Outra coisa. imagina se alguma mulher poderia ser machista! Eu nunca fui. Meu pai sempre me tratou como uma princesa e minha mãe me ensinou a me valorizar, não sou que nem essas piriguetes, ou essas feminazis. Estou estudando, porque sei que pra arrumar um bom marido, que me trate bem como meu pai trata minha mãe, não posso ser ignorante. Já arrumei o pretendente, na verdade. Um partidão, José Henrique. Lindo, inteligente, já se formou, trabalhador... Termino a faculdade em um ano, e nos casaremos. Vou ficar noiva mês que vem! Tô super ansiosa! E a mãe dele?! Ai que sogra maravilhosa. Uma vez por semana temos ido olhar apartamentos, o pai dele vai comprar de presente de casamento! Um luxo! Mas minha sogra que vai escolher, claro. O José Henrique me disse que a mãe dele adoraaa, decoração, e acho super justo. Ela tem muito bom gosto, e eu não posso negar nada que o José Henrique me pede, porque ele faz tudo pensando em mim! Já escolheu até o nome dos nossos filhos... Não vejo a hora de ser mãe! Ficar em casa com meus lindinhos.. E tendo me formado, vou poder ser uma mãe melhor. Minha mãe foi ótima, não estou julgando, apesar dela ter só segundo grau, é que tanta gente me pergunta: "Vai colocar o diploma na gaveta?". Mas gente, quem disse que eu fiz faculdade pra trabalhar?

 Até já cogitei a hipótese, mas isso foi antes de conhecer meu noivo. O José Henrique vai poder sustentar a casa, me dar presentes... Ele adora que eu vá ao salão, me arrume, fique linda pra ele. Conversamos a respeito de eu me formar e trabalhar, antes de ter filhos, e ele disse que não precisa. Que sou muito linda e ele vai ficar com ciúmes dos meus colegas de trabalho! Não é um fofo?  E depois, não quero ficar pra titia... Demorar pra ter filhos. Imagina se minha cunhada engravida antes de mim? Faço questão de dar o primeiro netinho ao meu sogro, ele vai adorar um menininho! Depois quero ter uma menina... 

O difícil é esperar um ano inteiro pra casar! Como me valorizo, faço jogo duro com meu noivo. As vezes perco a cabeça, já quase fui pra cama com ele uma, ou duas vezes, eu quase cedi, mas resisti porque não sou puta... Tá, talvez tenham sido três vezes. Mas ele me respeita, não é nada machista. Então ele não força a barra, sempre. Só de vez em quando, que ele bebe demais, fica meio bravo. Só que eu entendo, né! Homem é diferente de mulher, muitos hormônios! Ele não faz por mal... Uma vez meu braço ficou roxo quando eu neguei e ele ficou nervoso, me segurou com força, mas não foi nada! Eu tinha pó na bolsa, antes de chegar em casa eu disfarcei, e nem doeu. É normal o homem ficar assim mais nervosinho, quando fica  muito tempo sem sexo, ele força a barra porque é louco por mim. Por isso eu faço vista grossa quando ele sai com umas pervas, alivia essa tensão dele, e como todo mundo sabe, homem tem outras necessidades, é natural que eles precisem dessas aí de vez em quando. Meu pai mesmo, deu suas puladas de cerca, mas sempre foi um ótimo pai e marido, minha mãe nunca reclamou e nunca faltou nada lá em casa.

Agora tenho que ir, porque meu irmão vai me dar uma carona pra faculdade. Meu irmão é um partidão, você conhece? Acredita que esses dias uma feminazi não quis ficar com ele na balada... Ai, ri muito, da idiota quando meu irmão me contou. Meu irmão só chegou nela porque achou que ela era mais feminina, quando viu que ela não gostava de homem, ele me disse que já parou de encochar... Mas a menina fez um escândalo, chamou o segurança da boate. Fiquei chocada! Ainda bem que o cara da boate entendeu meu irmão, se a menina tava de saia curta, na rua as 2:00 da manhã, como meu irmão ia saber que ela era feminazi? Que não gostava de homem? Só não comenta com a namorada dele, viu? Adoro minha cunhada! Vou lá, porque se não perco a aula.. Meu irmão já tá buzinando! Não vejo a hora de casar com o José Henrique, ele disse que vai me dar um carro! Quero dirigir! Papai não me ajudou a tirar carteira, porque ele diz que é mais seguro que o meu irmão dirija. Já o José Henrique é um sonho, disse que eu vou poder dirigir, desde que não ande a noite!