domingo, 7 de agosto de 2011

Separação de Bens Culturais

Tema: "Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim, não me valeu, mas fico com o disco do Pixinguinha, sim! O resto é seu"




Poucas coisas me irritam tanto em terminar uma relação quanto o estrago que o término pode fazer nas minhas boas lembranças musicais. 

De repente você amava a banda tal, mas o indigníssimo fez questão de começar a ouvir a mesma banda, de se apaixonar por ela, de ouvir todos os dias e de te fazer lembrar dele toda vez que você ouve a bendita música.

Não quer dizer que você nunca mais vai ouvir, até porque toda dor de amor passa (embora as novelas mexicanas ensinem o contrário), mas quer dizer que você vai ter que esperar o idiota sair dos seus pensamentos pra poder voltar a ouvir sua música em paz.

O lado bom é que, passado o período de desintoxicação amorosa, você sempre pode ouvir a banda e se lembrar da fria da qual você se livrou. =D

sábado, 6 de agosto de 2011

Evas que sempre perdoam

Tema: "Te perdoo por pedires perdão por me amares demais, te perdoo"

Uma coisa que aprendi, e que sempre vejo pessoas por aí reafirmando esse aprendizado para mim, é como alguns relacionamentos só nos atingem para mostrar o quão tolos podemos ser. E, infelizmente, a maior parcela desses enganados somos nós, as primas de Eva.
Seja por imaturidade, ilusões, ingenuidade ou masoquismo, o fato é que sempre quem sai perdendo é a imatura, a iludida, a ingênua e a masoquista. E o que todas elas têm em comum? O fator da escolha e aceitação, pois todas elas se permitiram a isso, escolheram isso, mesmo que o “amor” fosse cego, o que a maioria das vezes não é, já que se sabe que está sendo enrolada, maltratada e não respeitada, e enfim, nenhuma vantagem mas, mesmo assim, continuar é inevitável, né? Pois é sempre bom dar mais uma chance e viver uma nova/antiga experiência para ter outra noite escura de desculpas esfarrapadas, mas muito bem construídas, não é mesmo?!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

"Amar é nunca ter que pedir perdão"

Tema: "Te perdoo por pedires perdão por me amares demais, te perdoo" 

A frase-título do post é uma citação do drama best-seller "Love Story" (1970) do norte-americano Erich Segal.  Li quando tinha os meus treze, quatorze anos e, a despeito do alto grau de ingenuidade, desconfiei que tinha algo errado:

- Que diacho é essa associação entre amor e perdão?

Amar é ter que pedir perdão sim, senhor!

Quando fui ouvir essa música do Chico, alguns anos depois, a minha pergunta não mudou muita coisa:

- Que papo é esse de perdoar o outro por ele me pedir perdão?

Há alguém que me ama demais e pede perdão por isso. E perdôo essa pessoa. Ok. Por que amar demais seria um problema? Acho que o problema aqui não é amar demais, mas não saber amar direito. Ouço muito isso, que cada um ama à sua maneira, já que somos todos diferentes, mas tem coisas que eu já vivi e já vi acontecer e posso dizer:

- Isso não é amor.

Claro que cada um tem mesmo o seu jeito de expressar afeto, carinho e preocupação. Tem gente que nem mesmo expressa nada. E ama, do seu jeito. Será mesmo? Acredito que a maioria de nós não sabe amar direito e me incluo nesse "nós". Ainda estamos aprendendo.

O "amar demais" do qual fala o Chico, me parece algo prejudicial, nocivo, por isso pensei em alguém que não sabe amar: bate no parceiro, xinga todas as gerações, quebra coisas, faz intriga, dá show na rua, tem crises de ciúmees terríveis (sem qualquer razão), desconfia, maltrata, agride, sufoca... e assim vai. 

Isso não é amor. Pode ser qualquer coisa, mas não é amor. Do contrário, se aceitarmos que todas essas coisas são normais, vamos continuar justificando tudo:

- Fiz isso, mas foi por amor.

Aí eu entendo esse perdão pedido por alguém que me parece, na verdade, não saber amar. E entendo o perdão dado por aquele que pode até amar o outro, mas talvez não ame a si mesmo.