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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Eu vou estar

Tema: Aquele plano de me esquecer? Esqueça.

Você sabe como eu sou, né? Embora nem sempre acerte comigo - e eu nem sempre acerte com você. Sabe bem que eu disse:

- Vai e me esquece!

Disse porque você quis ir e se alguém quer ir, vai oras! Eu não vou segurar. O que eu disse foi e não foi pra valer. Você bem sabe que levo as coisas sérias e certas até o fim, mas o que não é pra valer ou não precisa ser levado a sério, bem, você sabe que eu simplesmente não as levo a cabo. Aprendi a decidir certas coisas e aprendi que posso mudar de ideia, posso voltar atrás.

'Cê sabe que eu não falava à sério. Sabe que espero que meu cheiro continue no seu travesseiro. Meus discos na sua vitrola. Nossas memórias espalhadas como pôsteres pela sua sala. Nossas músicas cafonas. Nossos cafés de domingo.

Meu plano infalível era o de te esquecer, mas também mudei de ideia. Mudei de plano. O plano A era te deixar pra lá, preferi o B, que ainda não sei qual é, só sei que não tem nada a ver em te esquecer. Nada como transformar seu plano B em plano A.

- Nunca mais vou pensar em você.

Para quê? Sai da boca, mas não do coração. E nós rimos, ligeiramente ébrios da minha cafonice - mas não é só álcool. Sei que é do vinho e da vida quando fico assim. E aquilo simplesmente não pareceu certo depois de tanto e tudo. Tudo.

Você quer mesmo esquecer tudo? Você consegue? Porque eu não consigo e estou simplesmente aprendendo a viver com a memória sua, nossa, minha em casa. É uma parte de mim, sabe? E tudo de ruim já foi. Quem traz o lado bom de volta é o bonde do desejo, implacável. Tanto tempo e tudo de uma vez.

Talvez eu já tenha aprendido a lidar com a sua ausência. Talvez você tenha feito parte da minha vida e essa fase tenha acabado. Talvez tenha acabado de verdade verdadeira e é isso aí.

A vida se renova, nada mais natural. Só espero que você guarde a nossa história do mesmo jeito que a guardo comigo - por ora, na superfície de mim e, em breve, nas profundezas, quando se cristaliza a experiência.

Nesse meio tempo, tento descobrir qual é o plano B. Aceito auxílio, caso se lembre como podemos voltar para casa. 


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Plantando vento

Tema: Lavoura

A pessoa planta vento e fica querendo colher bonança? Oi? Tem direito não. Por que quem  faz do amor desprezo, ilusão, jogatina ou similares:

- Não vale o amor de um cachorro - como disse certa amiga sobre um causo meu.

Se o destino do amor é sempre a despedida, vale começar? Vale começar o que tem prazo de validade? Não podemos tentar fazer a coisa toda não ter data de validade? Isso me soa tão descartável - e por extensão desagradável. Nos lixões da vida, o que se acumula de descartável além dos copinhos plásticos?

Não podemos tentar, porque tal convite assusta:

- Vamos ser eternos?

Não é como vender a alma pro Diabo nem nada assim. É um convite que vale enquanto valer o sentimento. Só que os sentimentos andam valendo muito nada. E não estou falando de casamento, juntamento e não sei mais o que. Estou falando de outra coisa...

Não quero saber do carpe diem e não me contento em aproveitar o momento: acho que vale muito mais aproveitar vários momentos com alguém que você realmente queira - e que te queira também. E quero mesmo que você tenha certeza disso, porque desconfio de muita-coisa-quase-tudo sobre esses assuntos. Porque quando você acha que entendeu o outro, entende que nem ele se entende. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Não é você, sou eu

"Fez de gato e sapato"
Tema: Sobre dar foras

"Você acaba de ganhar uma bota e um sinto... muito"

Eu devia ter uns doze anos quando vi, pela primeira vez, alguém levar um fora: uma coleguinha fez um garoto de gato e sapato para depois dar-lhe um fora homérico.

Aquilo me marcou. Rejeição é uma das coisas mais comuns da vida e uma coisa da qual ninguém escapa -, mas o modo como se pode executar tal tarefa pode ser a diferença entre o purgatório e o inferno (mas isso sem esquecer que pode ser alívio geral da nação, mas isso são outros quinhentos...)

O lance de se dar uj fora nunca é o "o que": é sempre o "como". Eu não discuto isso, cada um com a sua natureza, com a sua maneira de alimentar o ego. Não tenho nada com isso, só tenho para mim que há inúmeras maneiras de dizer:

- Olha, não vai dar...

ou

- Não vai dar mais...

E todos os derivados.

Não digo que é preciso dizer tudo. Bom... Será que é sempre bom dizer porque não deu certo? Qualquer coisa é melhor do que coisas como:

"Não sou eu, é você";

ou

"Você merece alguém melhor do que eu"

Acho mais digno o jogo limpo e aberto dos talheres postos sobre a mesa do que a saída da prataria pela porta dos fundos. Quantas histórias não conheço de relacionamentos que acabaram via e-mail, SMS, MSN, telefone... Falta de... Não sei, digo, é falta de tanta coisa, sabe? Acho que é uma cartada final de... descaso, de não se importar. E diz uma amiga minha que se alguém te diz "você merece alguém melhor do que eu" é bem possível que você realmente mereça. 

Strike one?
Bye bye. A gente erra por falta de jeito e maturidade, por não saber escolher as palavras certas. É preciso ser sensível. E a gente erra porque não se importa mesmo ou simplesmente porque quer também. Um erro que vira acerto? Certamente. É preciso tentar ser sensível. Nem sempre dá. Quantas vezes o fora não é uma resposta a um erro muito grande do outro? Ou então uma resposta a erros que se acumulam e tornam o ser uma coisa pesada e a existência insustentável? 

Gosto muito da ideia das três bolas foras, a semelhança dos strikes de um jogo de baseball. Cada um tem para si o que é razoável e sabe até onde tolera certas coisas - muitas coisas não são negociáveis e fim de papo. Sabemos de nosso limites e do que estamos dispostos a abrir mão. Bom, deveríamos: assim nos pouparíamos e aproveitaríamos melhor nosso precioso tempo.

É preciso pensar no outro, mas é preciso pensar em nós também: tanto na hora de dar um fora quanto na hora de começar um novo relacionamento.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Longe

Tema:  Inalcançável você

De manhã, ele a via passar pela rua. Serena e sóbria e sensível. Já tinha notado como os pêlos de sua nuca se arrepiavam quando passava uma brisa mais fria, certa vez, atrás dela numa fila de cinema. O cachecol escondia o pescoço dissimulado. Unhas azuis. Os cabelos curtos e bagunçados e cheio de nuances de cores. Teria seu humor tais nuances também? O sorriso desarmaria até o mais belicoso ser. Queria saber como eram os pés escondidos dentro dos coturnos escuros, tão pesados e contrastantes com o rosto delicado. Seriam também azuis as unhas dos pés? Que segredos ela esconderia atrás da orelha esquerda - brinco de pérola? Queria saber do seu gosto, porque o cheiro conhecia - a mesma fila de cinema. Queria saber como era aquela voz, conhecer suas palavras, vícios de liguagem, erros de gramática. Queria lê-la como quem lê a bíblia.

De tarde, ela o via passar pela rua. Grande e robusto e imponente. Um sorriso sagaz. Passos duros, mas gestos macios. Olhos noturnos e questionadores e cheios de promessas. De quê? Ela queria tanto saber... Seu rosto era marcante. A barba por fazer, sempre sempre. O all star verde e sujo de cadarços amarelos. Patriota? As veias azuis dos antebraços, a pele clara. Um pequena cicatriz acima da sobrancelha direita. Seria de skate ou bicicleta? A orelha furada, lóbulo rechonchudo e mordiscável. A tatuagem de flor-de-lótus. Busdista? Devia gostar de chocolate meio amargo, certa vez o tinha visto comprar três caixas no mercadinho do bairro. Queria saber qual era o seu signo e seu ascendente. Queria saber como devia ser ser tocada por aquelas mãos que pareciam poder tomar conta do mundo. Queria saber como devia ser a sua risada, porque o sorriso já conhecia.

De longe, embora tão perto: na mesma rua, mas em mundos diferentes eles tinham se colocado.

Durante o dia, sonhavam um com o outro. À noite, encontravam-se em sonhos.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Inalcançável você


Tema: "e se eu te disser que eu quero aprender a me amar e te amar também ao mesmo tempo?"
Leo Cavalcanti





Mudara: em lugar de blusas largas, decote. De face lavada, cor. De observação, atitude.

Foi vista, e mais. 

Porém, os elogios, os afagos nos cabelos e tudo o que provava a presença dele ao seu lado, talvez pela inexperiência, lhe soavam estranhos e frágeis.

E, com o medo próprio dos mentirosos, ficava imaginando quando ele veria quem realmente era ela, porque, nem de longe, ele parecia descrever a mesma pessoa que ela gostava de ver diante do espelho.


sexta-feira, 16 de março de 2012

Amor

Primeiro, foi a mão dela que ele precisou. Depois o braço e um pé (para pisar firme) e eis que ela passou a mancar. Depois veio o rim, um pulmão, seus ouvidos, o coração. E ele, que era vazio, logo foi preenchido de tudo aquilo que ela possuia. E ela foi se esvaziando, mal parava em pé.

Ela sabia, como ninguém, viver de migalhas. E ele, só sabia da abundância. Ele não sabia dar e ela não sabia receber.

Ela se desprendia de tudo com uma facilidade notável e assustadora. O golpe final veio quando cortou seus longos e belos cabelos para vendê-los, pois ele precisava de dinheiro.

Quando ele a deixou, percebeu que ele tinha levado também seus intestinos e ela já não podia se livrar das fezes que foram se acumulando em seu ventre. Já não podia se livrar das coisas ruins, da sua mágoa, da sua raiva, da sua tristeza.

Meio morta, a moça zumbi, cansou da descrença que corroía as suas pernas como grangrena. Numa bela tarde de sol, livrou-se do resto, do pouco que sobrara: entregou seus destroços aos cachorros da rua em que ele morava.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Quem vai dizer tchau?

Sabe aquela coisa do:
- Oun.. desliga
- Desliga você...
- Ah não, desliga você ...


Nunca enfrentei essa situação, a não ser como brincadeira. Mas eu realmente não sei falar tchau em ligações de trabalho ou amizade, sou péssima em finalizações, pelo jeito.

O fato é que encerrar o que quer que seja é difícil. Seja uma atividade, seja um telefone, uma conversa delicada, seja um relacionamento.

Eu nunca tive que encerrar uma relação, elas se acabam sozinhas, me parece. Nosso papel é no máximo reconhecer o fim. Assim, se você tem que colocar muito uma pedra em cima da coisa toda, é porque ela ainda não terminou. É um término a fórceps. Eu nunca tive desses. Aliás, recentemente tive algo parecido, mas estou deixando à deriva, quem vai dizer tchau? Eu que não. No máximo consegui um não. Um não a mim mesma. É em mim que eu tenho que terminar, não no outro.

Fins de relacionamentos são complicados porque quer se terminar de um lado o que é construído a dois. Como matar algo que está muito vivo dentro do outro? Doído isso.

Eu não quero dizer tchau. Nunca quis. Eu sou sempre do seja bem-vindo, porque eu sou assim, do esgotar-se.

domingo, 30 de outubro de 2011

Pros erros há perdão?


Tema da semana: Arrependimento, faz diferença?

Os erros podem ser perdoados, mas acredito que há uma premissa básica para que isso aconteça: o arrependimento.

E por mais que seja doloroso perdoar 490 vezes uma pessoa pelo mesmo erro, acho mais doloroso não ter como perdoar simplesmente porque a pessoa que errou não se arrependeu, não reconheceu o erro, não mudaria nada, mesmo dizendo que te ama e te vendo despedaçada.

Acho que o arrependimento é uma forma de tentar consertar. Ainda que o erro possa voltar a se repetir, ainda que as coisas não sejam realmente consertadas, ainda que a relação vá pro saco (seja um relacionamento amoroso, seja amizade, seja um laço familiar)...

Claro que é difícil saber quando o arrependimento é sincero... Em alguns casos, nem mesmo o arrependido sabe com certeza. São coisas complexas...  Mas das coisas que vivi, das pessoas que conheci, o que posso dizer é que facilmente me desencantei com as pessoas que nunca se arrependem. Então, para mim, sim, o arrependimento faz diferença, para deixar que algo sobreviva, nem que seja apenas uma pequena dose de consideração.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O nosso amor a gente inventa

Tema:  "E ao lhe ver assim cansado, maltrapilho e maltratado
Como vou me aborrecer, qual o quê
Logo vou esquentar seu prato, dou um beijo em seu retrato
E abro meus braços pra você"


O limite do meu amor só eu conheço. Só você conhece o limite do seu. Não posso colocar em pratos iguais e querer usar para ambos a mesma medida. O meu amor é meu. O seu é seu. São diferentes, díspares, diversos e defeituosos por sermos diferentes, díspares, diversos e defeituosos. O difícil é fazer de ambos o nosso amor. Os pronomes possessivos requerem um tratamento delicado. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O outro lado

Tema:  "E ao lhe ver assim cansado, maltrapilho e maltratado
Como vou me aborrecer, qual o quê
Logo vou esquentar seu prato, dou um beijo em seu retrato
E abro meus braços pra você"


Continuamos com o Chico, e essa música lembra um pouco as últimas que escrevemos, com a mulher desprezada pelo homem. Mas dessa vez resolvi olhar com outros olhos. Com os olhos deles.

As mulheres, normalmente, são mais intensas em seus sentimentos do que os homens; tão intensas que muitas vezes exageram. Sufocam o parceiro com suas necessidades, suas chantagens, sua carência. O homem, é claro, tenta fugir um pouco desse ambiente tão tenso, e é por isso que defendo que o homem deve ter suas distrações, como futebol e bar com os amigos. Nada mais saudável.

Os homens precisam disso, precisam de espaço, de “programas másculos”, para sair um pouco da rotina de comédia romântica e brigadeiro. Sei que toda regra tem sua exceção, mas a maioria das garotas deveria refletir se é mesmo o parceiro que a está desprezando ou se ele apenas não está vivendo em sua função, como ela gostaria.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Da nossa história

Tema: "Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim, não me valeu, 
mas fico com o disco do Pixinguinha, sim! O resto é seu"


Todos os dias relacionamentos acabam. Podem ser de semanas, meses ou anos. Nem sempre o laço desfeito dói mais porque durou mais tempo - o coração tem razões que a própria razão desconhece. A história, entretanto, é sempre a mesma: por onde recomeçar?

Não sou adepta de queimar as lembranças de quem foi embora - sejam físicas, sejam emocionais - porque todo mundo que passa pela nossa vida se torna parte intrínseca da nossa história. Em algum momento a pessoa foi importante e creio que todas as pessoas com quem convivemos nos ajudam a nos tornarmos o que nos tornamos. 

Claro que isso vale tanto para o bem quanto para o mal, mas por mais que termine mal... Bem, eu me recuso a esquecer - o que não quer dizer que vivo no passado - e o faço porque é a minha história que está me jogo: apagar a história que tive com alguém é apagar uma parte de mim.

Não devolvo nada, nem jogo nada fora - e já me quiseram degolar por conta disso. Guardo as cartas e bilhetes, embora não os leia. Ouço os CDs, leio os livros. Mesmo porque, se por um lado, poderia me desfazer dos tais bens materiais, por outro, como poderia me livrar da rede de associações construídas durante o tempo que fiquei com a pessoa? Há aquele que amava Woody Allen  e Frank Sinatra - vou deixar meus dois queridos, mesmo adorando? Há aquele das figuras de linguagem e dos ricos jogos verbais e linguísiticos - vou deixar a escrita de lado porque ele sempre acompanhou meus textos? Há o do Teatro Mágico - vou deixar de ouvir? Há o do Choderlos de Laclos - vou deixar de ler?

Como deixar para trás coisas que passaram a fazer parte de mim - e que me fazem bem?

Se em algum momento foi bom, não tem porque fingir que nunca aconteceu. Só guardo o que ficou de bom, o que me fez crescer, o que me deu prazer: o resto deixo se dissolver no tempo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

"Amar é nunca ter que pedir perdão"

Tema: "Te perdoo por pedires perdão por me amares demais, te perdoo" 

A frase-título do post é uma citação do drama best-seller "Love Story" (1970) do norte-americano Erich Segal.  Li quando tinha os meus treze, quatorze anos e, a despeito do alto grau de ingenuidade, desconfiei que tinha algo errado:

- Que diacho é essa associação entre amor e perdão?

Amar é ter que pedir perdão sim, senhor!

Quando fui ouvir essa música do Chico, alguns anos depois, a minha pergunta não mudou muita coisa:

- Que papo é esse de perdoar o outro por ele me pedir perdão?

Há alguém que me ama demais e pede perdão por isso. E perdôo essa pessoa. Ok. Por que amar demais seria um problema? Acho que o problema aqui não é amar demais, mas não saber amar direito. Ouço muito isso, que cada um ama à sua maneira, já que somos todos diferentes, mas tem coisas que eu já vivi e já vi acontecer e posso dizer:

- Isso não é amor.

Claro que cada um tem mesmo o seu jeito de expressar afeto, carinho e preocupação. Tem gente que nem mesmo expressa nada. E ama, do seu jeito. Será mesmo? Acredito que a maioria de nós não sabe amar direito e me incluo nesse "nós". Ainda estamos aprendendo.

O "amar demais" do qual fala o Chico, me parece algo prejudicial, nocivo, por isso pensei em alguém que não sabe amar: bate no parceiro, xinga todas as gerações, quebra coisas, faz intriga, dá show na rua, tem crises de ciúmees terríveis (sem qualquer razão), desconfia, maltrata, agride, sufoca... e assim vai. 

Isso não é amor. Pode ser qualquer coisa, mas não é amor. Do contrário, se aceitarmos que todas essas coisas são normais, vamos continuar justificando tudo:

- Fiz isso, mas foi por amor.

Aí eu entendo esse perdão pedido por alguém que me parece, na verdade, não saber amar. E entendo o perdão dado por aquele que pode até amar o outro, mas talvez não ame a si mesmo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sou tão bom, que te perdoo!


Não sei se vou conseguir me explicar direito neste texto, até por que, interpretar o Chico não é pra qualquer um, mas vamos lá!

Vocês já repararam em alguns casais em que o “macho alfa”, como diria a Dai, se comporta como se ele fizesse um favor à sua namorada de estar com ela, de deixar que ela o ame? Não sei se isso acontece só com alguns amigos meus ou se ando feminista demais, mas ao escutar a música Mil Perdões, são essas pessoas que me vêm à cabeça.

Talvez esses moleques – que é dessa maneira que merecem ser tratados, como crianças – tenham tido uma criação muito machista, como a maioria tem, ou sejam egocêntricos por natureza mesmo.

Esse tipo de menino vê na mulher submissa, com baixa auto-estima, insegura, sua chance de se dar bem. Ela sempre o vangloriará e ele continuará aprontando as suas, com a certeza de que no final, com seu jogo de palavras, quem acabará pedindo perdão é ela. E, depois de tudo, ela ainda agradecerá a "bondade" de seu namorado por perdoá-la.