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terça-feira, 3 de abril de 2012

Espelho, espelho meu...


Tema: E disse um mentiroso: prefiro uma amarga verdade a uma doce mentira.




Geralmente antes de sair para o trabalho, me olho cuidadosamente no espelho do meu quarto para ter certeza de que não errei a mão no que escolhi vestir, no tom da maquiagem e coisa e tal - embora eu nem sempre tenha sido assim, hoje que lido diretamente com o público, e eu seja uma chorona por natureza, me visto de firme diante das eventuais críticas, mas na verdade me derreto fácil por dentro - então, para proteger meu ego de ameba, posiciono o espelho em outro canto do quarto para saber se sob outra luz eu vou continuar vendo a mesma coisa, ou vou precisar acrescentar ou tirar algo.

E quantas vezes, com o espelho próximo à janela, eu já não percebi um detalhe que eu não havia notado com ele no lugar de costume?! Ou quantas outras vezes eu me encarei não mais que dois minutos diante do espelho, para não ficar tentada a mudar aquilo que eu estava disposta a assumir?! Ou quantas vezes, ainda que sob todos os "ângulos", eu só tenha entendido que "algo" não me cabia quando eu não queria mais?!

A verdade é que há ocasiões em que estou disposta à verdade, aos detalhes, ao organograma, em saber onde errei, onde erraram e mudar tudo. Mas há outros em que minha disposição se limita a "viver a beleza fosca do espelho longe da luz” e sair para o abraço, só isso.


sábado, 20 de agosto de 2011

O amor me surpreende


Tema: "E ao lhe ver assim cansado, maltrapilho e maltratado
Como vou me aborrecer, qual o quê
Logo vou esquentar seu prato, dou um beijo em seu retrato
E abro meus braços pra você"


     Ééé, quando eu penso que eu já vi tudo do que o amor é capaz, ele já com a mão estendida me dá um tapa daqueles imperdíveis de deixar a cabeça girando por uns três dias.


     Por que é que o amor tem que cegar as pessoas de uma maneira que para enxergar um passo a frente, o ser idolatrado tem que estar materializado ali?!

     Por que é que por esse “amor” deixamos de ser quem somos, paramos de ouvir quem amamos e nos enfiamos num mundo ilusório?

     Às vezes, esse sentimento que chamam de amor, mas que tenho minhas ressalvas, me dá raiva. Raiva sim, por deixar tantas pessoas legais ficarem tão tapadas e irresponsáveis para a vida.
     
     O amor tem a mania de inspirar nas pessoas certos sentimentos que se elas não estivessem amando, talvez nunca surgissem. Por exemplo, a famosa esperança de mudança do ser que a trata mal, sem caráter, mentiroso e qualidades outras que já sentimos ou ouvimos falar. E na constante crença dessa ilusão, acabam mantendo um relacionamento estático e, por conseguinte, sem futuro onde a única luz no fim do túnel disponível é, entre outros, encarar sozinha o surgimento de probleminhas de nove meses que causam mudanças radicais na vida e que depois será lembrado amargamente por um arrependimento agudo.

sábado, 6 de agosto de 2011

Evas que sempre perdoam

Tema: "Te perdoo por pedires perdão por me amares demais, te perdoo"

Uma coisa que aprendi, e que sempre vejo pessoas por aí reafirmando esse aprendizado para mim, é como alguns relacionamentos só nos atingem para mostrar o quão tolos podemos ser. E, infelizmente, a maior parcela desses enganados somos nós, as primas de Eva.
Seja por imaturidade, ilusões, ingenuidade ou masoquismo, o fato é que sempre quem sai perdendo é a imatura, a iludida, a ingênua e a masoquista. E o que todas elas têm em comum? O fator da escolha e aceitação, pois todas elas se permitiram a isso, escolheram isso, mesmo que o “amor” fosse cego, o que a maioria das vezes não é, já que se sabe que está sendo enrolada, maltratada e não respeitada, e enfim, nenhuma vantagem mas, mesmo assim, continuar é inevitável, né? Pois é sempre bom dar mais uma chance e viver uma nova/antiga experiência para ter outra noite escura de desculpas esfarrapadas, mas muito bem construídas, não é mesmo?!