Mostrando postagens com marcador felicidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador felicidade. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Adeus zona de conforto - de novo!

Engraçado como a gente muda. Até alguns anos atrás, eu daria qualquer coisa no mundo para que as coisas não mudassem. Talvez isso acontecesse porque eu estava na minha zona de conforto. Só que desde que me formei na faculdade, não sei mais o que é isso. E, estranhamente, só notei tal fato há alguns meses. E, estranhamente, isso não me encana - só me encanta.

E me perguntei por esses dias: se estou tão fora, por que não ir um pouco além e sair um pouco mais da minha zona de conforto?

Quando dei por mim, tinha escolhido fazer uma coisa totalmente nova em 2013, algo que sempre tive vontade, mas nunca a oportunidade. E, uma vez que me foi dada, a agarrei com toda a paixão e dedicação que tenho. Será um grande desafio, mas, estranhamente, não tenho medo. É como se eu finalmente tivesse entendido que não há nada a perder. E nesses momentos de conquista íntima, percebo como andei me preocupando com coisas tão pequenas...

Mudar é bom - e fim de papo. Não digo que a mudança é sempre feliz, mas ela te força a ir além, a se adaptar, a buscar novos caminhos. A minha vida não é nadinha do que eu esperava há alguns anos atrás e, hoje, não consigo imaginá-la diferente do que foi, do que tem sido. Porque eu tenho prazer em tudo o que faço e tenho visto do que sou capaz. Isso dá uma sensação de algodão-doce no parque.

Talvez eu nem queira voltar para a tal da zona de conforto: é muito mais emocionante viver fora da bolha, sabe? Arriscar, falhar e acertar - sou muito mais isso do que comer, rezar e amar.


sábado, 12 de maio de 2012

“ ...pois há um lugar em que o sol brilha pra você”



Falar sobre felicidade é tão complexo quanto falar de amor. É algo muito subjetivo e pessoal, por mais que tentem nos vender fórmulas prontas de como encarar e encontrá-la.

 Coisas como “é preciso reconhecer a felicidade no cotidiano, nos pequenos acontecimentos” são muito lindas na teoria e nos livros de auto ajuda. Na realidade é um pouco mais complicado, pois a gente sempre acaba deixando passar bons momentos ou só damos valor a determinadas situações/pessoas quando não temos mais por perto. Somos humanos.

Conheci a música Felicidade através de um contato no Twitter e adorei. Passei a usá-la quase como um cântico pras horas complicadas, quando espero a chuva para poder dançar diante das adversidades. Devia ser assim sempre, esperar coisas boas depois de tempestades, mas meu lado pessimista nem sempre permite e acabo deixando os dias passarem, sem ver a luz.

Buscar e esperar essa tal felicidade não é mesmo fácil, mas depende de cada um de nós, uma vez que ninguém pode ser feliz pela gente, não é mesmo? De qualquer forma, mesmo como todo meu pessimismo, acredito que uma hora ou outra ela vem...  então é melhor viver, meu bem, uma hora o sol há de brilhar. 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Limpando a janela

 
Tema: Felicidade  - Marcelo Jeneci 
"Lembrará os dias que você deixou passar sem ver a luz"

Me peguei essa semana mais uma vez apaixonadíssima por Lygia Fagundes Teles. As coisas andam meio complicadas por aqui e desde 2009 entrei num turbilhão profissional que por vezes me consome, dificilmente me dou conta que deixei de lado muitas coisas que eu amava.

Para mim, a Literatura é uma fonte inesgotável de felicidade. Eu diria até mais. Como disse uma amiga que admiro muito, a literatura serve para salvarmos e sermos salvos. E a Lygia me salvou quarta à noite, porque me dei conta de como deixei seus livros - e os de tantos outros autores igualmente amados - de lado por conta do dia-a-dia.

Lembrei de como eu passei tantos dias e meses mais cinza pela ausência de suas palavras, palavras de Lygia. Você passa dias no escuro como se não conhecesse a luz, mas você a conhece: é só a janela que ficou muito suja e escureceu a sala.

E a sujeira não só escurece a sala: escurece a vida e... 

"Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar"

Mas nos revelamos tantas vezes mais fortes do que imaginamos, porque só ficamos sabendo de nossos reais limites quando postos à prova. E eu tenho me sentido sendo colocada a prova. Montanha-russa. E tudo tem pesado, mas eu chego ao final dessa semana tendo conseguido lidar com coisas nas quais tinha falhado anteriormente. Me senti tão... Feliz.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Consumo, logo sou feliz

Tema: “A sociedade consumista favorece a corrupção”. 
Gherardo Colombo*


"A filosofia do contente é uma armadilha de consumo. A existência tem amplitude que inclue: medos, perdas, dores."  Contardo Calligaris

Querer dar o que você nunca teve ao seu filho não vai resolver o problema. Às vezes tenho vontade de soprar esse grande segredo no ouvido de muitos pais que vejo por aí. Trabalham até a exaustão para tentar suprir, entre outras coisas, a falta deles na vida dos filhos que, em grande parte, é causada pelo trabalho.  Um círculo vicioso, não?

Dizem que a classe média aumentou muitíssimo. Um fator para esta medição são os bens que a pessoa possui. Acredito mesmo que hoje as pessoas têm mais coisas, mas acredito também que elas têm muito mais carnês, boletos e faturas. As pessoas estão endividadas. Muitas não conseguem mais usar o dinheiro. Recebem e pagam a fatura do cartão e depois começam a usar o cartão novamente. Passam de mês em mês o limite para frente.

A corda no pescoço é motivada pelo conforto. Tudo em nome do conforto. De um tal bem-estar que não se sabe dizer direitinho o que é – ou não é. Mas qual o limite? O que é conforto e o que é superficialidade? O que é na medida e o que é excesso?

Andamos correndo demais e a maneira de tampar a falta que as relações fazem, o tempo que tínhamos que gastar com a gente, tudo isso faz com que a gente busque a felicidade em outro lugar: atrás de balcões.


A tristeza faz parte da vida e não é tentando comprar a felicidade em frascos que resolveremos o problema. Viver em busca de coisas acaba coisificando o homem.



*fugi ao tema apesar de ficar no assunto  :P

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Manifesto da Gordura*

Tema: Esportes/Exercícios/Bem-estar

Não, não me fale de exercícios. Não me fale de verduras, legumes e frutas. Abaixo toda restrição calórica. Viva as massas, os sorvetes e doces. Prefiro as frituras: uma porção de bolinha de queijo frita, por favor. Viva o exagero e a falta de controle. Viva o sedentarismo, o controle remoto e a plataforma vibratória. Deus abençoe os donos das lojas EXGG. Deem passe livre à gordura e à celulite. Perdoem as estrias. Liberem a falta de fôlego que eu quero mais um petit gateau.

Meu filme preferido é A fábrica de Chocolate. Sinto-me a personagem principal do filme O Amor é Cego. Esqueçam-me por hoje que quero nadar numa piscina de marshmallow.

Destruam as academias e os professores da aula de axé. Rasguem todos os jumps. Joguem na fogueira quem inventou a caminhada na pracinha e elejam rei a quem inventou a pipoca com manteiga. Um milhão de dólares aos homens que preferem as “cheiinhas”.

Não me fale em saúde, nem em triglicérides, colesterol e diabetes. Não mencione a redução de estômago nem cirurgia do intestino.  Abandonem a esteticista e o cirurgião plástico. Deixem-me quieta que eu quero curtir meu sobrepeso.




*manifesto caloroso sobre a chatice que atualmente se instaurou na sociedade. As pessoas falam em emagrecer pela saúde, mas o que motiva a maioria é a estética. Lembro-me um episódio do seriado House em que a paciente era uma ex-gorda que ensinava outros a emagrecerem e dizia que era pela saúde, mas quando ela ficou doente e a solução era tomar algo que a engordaria novamente, ela preferiu ficar doente. A obesidade é um problema de saúde pública, mas é também um problema de saúde mental – do gordo e dos outros.

Assinado: uma gordinha