Tema: “A sociedade consumista favorece a corrupção”.
Gherardo Colombo*
"A filosofia do contente é uma armadilha de consumo. A existência tem amplitude que inclue: medos, perdas, dores." Contardo Calligaris
Querer dar o que você nunca teve ao seu filho não vai resolver o problema. Às vezes tenho vontade de soprar esse grande segredo no ouvido de muitos pais que vejo por aí. Trabalham até a exaustão para tentar suprir, entre outras coisas, a falta deles na vida dos filhos que, em grande parte, é causada pelo trabalho. Um círculo vicioso, não?
Dizem que a classe média aumentou muitíssimo. Um fator para esta medição são os bens que a pessoa possui. Acredito mesmo que hoje as pessoas têm mais coisas, mas acredito também que elas têm muito mais carnês, boletos e faturas. As pessoas estão endividadas. Muitas não conseguem mais usar o dinheiro. Recebem e pagam a fatura do cartão e depois começam a usar o cartão novamente. Passam de mês em mês o limite para frente.
A corda no pescoço é motivada pelo conforto. Tudo em nome do conforto. De um tal bem-estar que não se sabe dizer direitinho o que é – ou não é. Mas qual o limite? O que é conforto e o que é superficialidade? O que é na medida e o que é excesso?
Andamos correndo demais e a maneira de tampar a falta que as relações fazem, o tempo que tínhamos que gastar com a gente, tudo isso faz com que a gente busque a felicidade em outro lugar: atrás de balcões.
A tristeza faz parte da vida e não é tentando comprar a felicidade em frascos que resolveremos o problema. Viver em busca de coisas acaba coisificando o homem.
A tristeza faz parte da vida e não é tentando comprar a felicidade em frascos que resolveremos o problema. Viver em busca de coisas acaba coisificando o homem.
*fugi ao tema apesar de ficar no assunto :P