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sexta-feira, 23 de março de 2012

Contra o tempo

 * Contém spoilers

Não, não é sobre aquele filme recente e interessante estrelando Jake Gyllenhaal. E a ideia não é nobre como salvar um trem de um maluco. Mas é sobre como eu tento lutra contra o tempo - ou em render a ele?

Não é sobre envelhecer, mas essa semana, parece que se foram uns dez anos - embora eu tenha feito vinte e cinco na semana passada. Corro sempre, mas corri muito mais do que o normal. E, mais uma vez, esbarrei com pilhas de livros que nunca vou ler e coisas que nunca vou fazer - por falta de tempo.

Acredito que, em geral, a gente arranja um tempo quando realmente quer, salvo exceções não tão raras. Mas o fato é que essa semana, me vi totalmente acuada por inúmeras tarefas. Nem sempre é uma questão de organização, como as pessoas tanto insistem. É uma questão de falta de sono - não porque o sono falte, coisa mais abundante, mas porque não há tempo para se dormir adequadamente.

E eu nem entendo porque me canso desse jeito: não trabalho taaaanto assim, mas acho que me falta tempo para as outras coisas. Sim, as outras coisas, aquelas que te distraem do resto - quando tudo parece um ldifícil, como foi essa semana.

Me dói perceber que as minhas escolhas, de um modo ou de outro, acabaram me trazendo onde estou: dois empregos e trabalho voluntário ocasional, com mais uma pós-graduação pela frente. Bah! Grande coisa... Tem gente que faz muito mais do que eu e consegue arranjar tempo e viver melhot. Bom, vai ver que o lance é a organização mesmo oras...

Estaria eu numa crise temporal? Se for assim, perfeito: temporal desaba e logo acaba - dura pouco. Pior fosse uma crise atemporal.

sábado, 23 de julho de 2011

Can't Stand!

Tema da semana: Desabafo
Sabe o que não suporto?

Não suporto quando as pessoas pensam que te conhecem e numa conversa conseguem inverter, torcer, inventar coisas na cabeça delas que simplesmente não tem nada a ver com você ou coisas que você faria. Tudo piora quando essas mesmas pessoas acham que estão 100% certos sobre você no julgamento, mas na verdade o máximo que sabem é o seu nome, pelo visto. 

A incompreensão me irrita no sentido de julgamento inapropriado e sem noção. Por isso fico triste quando você acha que conhece as pessoas que estão ao seu redor, mas elas mostram que pelo fato de elas não te conhecerem direito você acaba as conhecendo menos ainda.

Pronto, falei!
=/

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Deus deu a vida para cada um cuidar da sua

Tema da semana: Desabafo


"Deus deu a vida para cada um cuidar da sua"

Li isso num parachoque de caminhão num passado recente. Ri. Mas não pude deixar de concordar: se cada um cuidasse da sua vida, a vida (de todo mundo) seria muitíssimo melhor.

Todo mundo diz que eu sou brava. Bom, isso eu sou, mas não o tempo todo. Independente disso, tenho o direito inalienável (como todo mundo no mundo) de ficar brava quando vejo haver motivo. E uma das coisas que me aporrinham é gente querendo se meter na minha vida.

Eu não dou palpite na vida alheia, não faço fofoca nem de gente famosa, não dou pitacos no romance de ninguém. Então por que tem gente que insiste em criticar o modo como me organizo, dirijo, namoro, fecho a porta do carro, tomo decisões, espirro, bocejo, falo, como - enfim, como levo minha vida? Por que tem gente que acha que sempre preciso de conselho, proteção e orientação - e, para isso, se acha no direito de se intrometer na minha vida, conjecturar e especular?

Ainda se eu fosse doida, irresponsável ou inconsequente. Se eu estivesse totalmente perdida, desempregada por opção ou quebrada. Bom, eu até entenderia... Mas eu sou justamente o contrário: nunca dei trabalho ou preocupação para ninguém e sempre me virei muito bem sozinha.

Sei que tem essa história de a gente dar liberdade para as pessoas fazerem isso. Mas eu avisei, risquei a linha no chão, coloquei a cerca branca... Mas nada, nenhum resultado. O que fazer agora?

terça-feira, 19 de julho de 2011

"Rótulos"

Se algo me irrita na vida é, sem dúvida, gente metida à analista da existência alheia e sem a devida permissão e competência.

Será que não se pode ser reservado e guardar os infortúnios, as “glórias” e as outras coisas, apenas para si? Ser introspectivo e discreto incomoda tanto?

Eu que tenho a natureza mais comedida ouço muito que “essas santas que são as piores”... O que é isso?!

Quando eu tinha 13 anos uma menina que estudava comigo comentou com outras que eu me fazia de "santinha" na escola, mas que devia ser a maior “galinha” da minha rua... Quando eu soube disso, eu não entendi o porquê do comentário e não consegui não lagrimar, se ela soubesse que eu sequer havia beijado até alí, aliás, isso só aconteceu cinco anos depois daquele episódio. Eu era só uma menina tímida, mas para ela eu devia ser como ela: comunicativa e AUTÊNTICA em todos os lugares_ como se a minha timidez fosse forjada, sinônimo de falta de caráter, vai entender!

Hoje, não choro mais ao ser rotulada; quem me conhece jamais diria que sou "santa" em um lugar e "demônio" em outro, porque eu sou apenas eu em qualquer lugar e em qualquer situação. Se me sinto confortável e considero apropriado faço até piada, se não, fico quieta e pronto, e não acho que isso seja uma espécie de dissimulação, acho até que isso mostra o quanto sou transparente.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Tira o olho do meu prato!

Me alimento relativamente bem, mas morro de preguiça de fazer exercícios. Entretanto, sempre topo uma boa caminhada (amo caminhar!) e comecei até a fazer minhas almejadas aulas de dança - que ficaram para mais tarde quando tive que começar a trabalhar à noite. Mas espero retomá-las em breve.

Acho que equilíbrio é a chave quando estamos falando de uma vida saudável. Eu durmo pouco, carrego peso e não faço atividades físicas, então talvez não seja o melhor exemplo de vida saudável. Mas eu vou falar do que eu sei, do que tenho visto e sentido.

Estive a um passo de me tornar anoréxica - por mais de uma vez -, mesmo sempre tendo sido magra. Depois tomei jeito e passei a comer o que me dá vontade. E o que me assusta cada vez mais é como os outros se incomodam com o meu peso quando eu mesma não me importo.

Ultimamente, tenho ouvido muitas colegas de trabalho dizendo:

- Eu já fui magra como você, olha como eu tô agora?

- Um dia vai chegar a sua vez!

- Deixa você passar dos quarenta...

As pessoas ficam de olho no meu prato, naquilo o que como. Isso realmente incomoda os outros. Não devia, né? Fico sempre na minha, olho e dou um sorriso amarelo - mas me sinto completamente intimidada. Meu tipo físico é pequeno, sou baixinha e miúda mesmo. Talvez engorde mesmo com o passar do tempo, mas por ora meu metabolismo dá conta. E isso é da conta de alguém? Até evito comer na frente de certas pessoas. Já vi como me olham e não gostei. Gostar-se tem muito mais a ver com o que você tem dentro de si do que fora. E tenho pena de quem acha que beleza é ser o que se vê na capa da Nova, Playboy e Cláudia. Beleza não é isso não. Beleza é outra coisa, assunto para outro post.

Não é problema meu se as pessoas não se auto-aceitam e não se gostam. Gosto de mim, mesmo com as imperfeições comuns em qualquer mulher, imperfeições essas das quais não escapo. E, mesmo sendo magra, não é fácil comprar roupas para mim. Aliás, se é difícil para gordinhas e magrinhas comprarem roupa, eu me pergunto para quem as confecções estão fabricando roupa.

Em seu post, a Dai comentou que as pessoas falam que querem perder peso por saúde, mas o fazem na verdade por estética. Acho que isso é a mais pura verdade, salvo algumas exceções. Conheço gordinhas lindas que se aceitam numa boa, sem neuras. Quem põe neura são os outros. Os mesmos que controlam o meu prato e quando gasto no restaurante de comida por quilo.