Tema: "Te perdoo por pedires perdão por me amares demais, te perdoo"
Não acredito nessa coisa de “pessoas que amam demais”. Acredito sim em pessoas que se amam de menos e também em pessoas que “são possessivas demais”, “inseguras demais”, “traumatizadas demais”.
Existem vários tipos de amor, e isso é uma coisa complicada de se lidar. O amor é tido como algo tão sublime e muitas vezes como algo homogêneo. Só existe um jeito de amar e quase sempre – o meu. As relações humanas são tão sensíveis e acredito que muito por isso, porque a gente quer que o outro nos ame da mesma forma e fôrma que a gente. Quem ama faz o que eu faço, é o que a maioria pensa.
E não é assim, tem gente que ama deixando ir, tem gente que ama sufocando. Tem gente que ama como a Felícia amava, lembram? Quase matando e fazendo ir às lágrimas o objeto amado. Não confio em amores assim. Não se pode ser infantil nas relações, com aquela maldadezinha experimental que algumas crianças possuem, de querer ver o que acontece se elas fizerem tal coisa. Tem gente que gosta de experimentar o amor do outro, ver até que ponto o outro suporta, até quando a outra pessoa não diz nada. Gente que acha que para o amor existe medidor. Não existe.Não acredito nesse amar demais que machuca, o amor não devia machucar, ele deveria cuidar, e pra mim sempre foi assim, o verdadeiro amor deixa ir (se isso for o melhor para a outra pessoa), deixa ser feliz. Não existe isso de amar demais, o amor pode transbordar que se for amor será coisa boa. Agora amar de menos é assim, é não amar o que a vontade do outro queria. O quanto a outra pessoa precisava para se sentir segura. É não amar o suficiente para que o outro descanse no aconchego que só o amor correspondido oferece.