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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Medo do escuro


Tema da semana: Favor não alimentar os medos. 



Houve um tempo em que frequentemente eu tinha aqueles sonhos. Acordava aflita e alguns segundos depois vinha o alívio ao perceber que era sonho. Ou melhor, pesadelo. As imagens sempre mostravam você rindo de mim, dizendo que não me amava e abraçando outra, cheio de amor e carinho. Ou então eu via você sorrindo como nunca ao lado de outra(s) e fingindo que eu não era ninguém.


Quando eu estava com você, te abraçava forte e agradecia a Deus por ser só mais um sonho. Se não, te ligava e esperava você dizer que me amava, pra me consolar do pesadelo. Isso aconteceu várias vezes. E esses sonhos ficavam grudados na minha cabeça. Eu chegava a pensar que poderiam ser avisos e teimava em estabelecer qualquer tipo de ligação com a realidade. Me machucava, sempre. 

Um dia uma amiga disse: é o medo que você tem de perder. E era mesmo. Eu não conseguia, no fundo, aceitar que era verdade que você me amava e não me sentia escolhida. Talvez ainda não me sinta. E esses sonhos vez ou outra reaparecem, mas agora não me tiram o sono. Eu percebi que quanto mais eu pensasse neles, mais eles seriam frequentes. E aprendi a acreditar em mim, a gostar de mim, e a pensar em mim. Assim, o medo de te perder foi diminuindo, porque eu comecei a desconfiar que, nesse caso, você também sairia perdendo. 


Hoje, antes de dormir, eu penso em nós dois juntos e felizes, como somos de verdade. Lembro de nossos momentos mais gostosos e imagino outros tantos, que eu sei que ainda virão. Eu te beijo e te abraço e me sinto bem por estar ao seu lado, por sentir que você está comigo e desejo que continue assim. Desse jeito, o medo e a insegurança vão pra longe e as minhas (nossas) noites são cada vez mais deliciosas. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sonhos envelhecem ou nos renovam?

Por que se chamavam homens
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Clube da Esquina Nº2 - Lô Borges


Me aconteceram umas coisas bem chatas nos últimos dias, dessas que te desarrajam a vida - se assim  você permirtir. Bom, eu permiti, me permito essas coisas de vez em quando. O fato é que o tal acontecimento me fez rever alguns de meus planos - leia-se sonhos.

Eu acredito que a gente envelheça e que alguns sonhos envelheçam conosco. Não vejo envelhecer como algo ruim, vejo mais como crescer, como amarudecer e cair do pé, ir tocando a vida em frente com as novas experiências e vivência. E será que a gente pode mudar sem que os nosso sonhos mudem?

No passado, achava que os sonhos mais ligados à nossa essência, àquelas coisas que não mudam, permaneciam perenes e (semi-)intactos. Hoje, depois de tudo e um pouco mais, continuo achando isso. Me peguei pensando no meu sonho mais antigo, aquele dos primórdios, das minhas primeiras eras de formação, aquele mais inerente, visceral, estomacal, aquele do cerne, do âmago... Sim, aquele sonho... Já são dozes anos e ele permanece.

Outros sonhos a gente recicla. Não que fossem lixo, de modo algum, mas acabamos dando um jeito de adaptá-los aos momentos distintos, novos estilos de vida e diversas visões de mundo que adquirimos ao longo de nossas vidas.

Acho que, no fim das contas, as nossas prioridades mudam com a gente: o que me faz feliz aos quatro anos não é o que me faz feliz aos quarenta. E a felicidade anda de mãos dadas com os sonhos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Eles não envelhecem

Por que se chamavam homens
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Clube da Esquina Nº2 - Lô Borges

Sem dúvida, é essa a energia principal. Aquilo que me motiva, que me impulsiona, que me encoraja. Os sonhos são o que nos faz viver. Há quem sonhe muito, viva "no mundo da lua", assim como eu. Há quem tenha poucos e objetivos sonhos. Há quem os esconda. E há quem os perca de vista, de tão grandes ou distantes que possam ser. Mas não importa o tamanho, não importa a distância e muito menos quais são os nossos sonhos. O que importa é que eles são o que temos de mais valioso. O valor de um sonho pode ser o valor de uma vida.

Eu acredito que serei feliz enquanto  puder sonhar. E me sentirei viva enquanto puder acreditar nos meus sonhos. E acreditar nos meus sonhos significa acreditar que sou capaz de realizar. E acreditar nas minhas realizações significa que sou capaz de viver. É um ciclo. 

E basta contar compasso
E basta contar consigo
Que a chama não tem pavio