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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Aceito a condição.

Tema da semana: escolher um incidente e desprezar outro é um modo de inventar a própria vida.

Pois é. Quantas vezes eu já disse isso? Acho que do alto dos meus 24 anos, essa é a verdade que já aprendi da vida: tudo é uma questão de escolha. E uma escolha sua. Ou minha. Melhor: nossa. Porém eu posso te escolher e você não me escolher. Ou vice-versa. E assim a gente vai inventando a nossa história.
 
O grande lance é que para cada escolha tomada, o cara necessariamente vai abandonar uma outra possibilidade. É isso que precisa ser entendido e aceito. Abre-se uma porta, fecha-se uma janela. E talvez seja essa a grande dificuldade que mora atrás de uma escolha.
 
Eu sou a indecisão personificada. Detesto essa condição. Porém, aceito a condição. Concordo com o Amarante. Por isso, essa é a minha música: 

  


Ah, se o que eu sou
É também o que eu escolhi ser
Aceito a condição
Vou levando assim
Que o acaso é amigo
Do meu coração
Quando fala comigo,
Quando eu sei ouvir...
 
Rodrigo Amarante

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Eles não envelhecem

Por que se chamavam homens
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Clube da Esquina Nº2 - Lô Borges

Sem dúvida, é essa a energia principal. Aquilo que me motiva, que me impulsiona, que me encoraja. Os sonhos são o que nos faz viver. Há quem sonhe muito, viva "no mundo da lua", assim como eu. Há quem tenha poucos e objetivos sonhos. Há quem os esconda. E há quem os perca de vista, de tão grandes ou distantes que possam ser. Mas não importa o tamanho, não importa a distância e muito menos quais são os nossos sonhos. O que importa é que eles são o que temos de mais valioso. O valor de um sonho pode ser o valor de uma vida.

Eu acredito que serei feliz enquanto  puder sonhar. E me sentirei viva enquanto puder acreditar nos meus sonhos. E acreditar nos meus sonhos significa acreditar que sou capaz de realizar. E acreditar nas minhas realizações significa que sou capaz de viver. É um ciclo. 

E basta contar compasso
E basta contar consigo
Que a chama não tem pavio



quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sai pra lá, urubu

Tema: "Quem foi que disse que a vida começa aos quarenta? A minha acabou faz tempo..."

Já perceberam como sempre tem alguém dizendo como a gente tem que viver a vida e quando? Essa máxima de que a vida é assim e assado e quando ela está em seu ápice me cansa. Existem protótipos de fracassados em todas as idades. Ha!   :P

Essa música ilustra bem isso, o cara tem menos de quarenta anos mas já jogou a toalha. E aí? Tem gente com 15 jogando. Com 20, 30, 50... Há muitas toalhas por aí.

Se não há idade para se viver a vida, também não há receita, não há 3 passos seguros para nada. Tem gente que se sai bem agindo de certa forma e outro ao repetir as “mesmas” ações acaba se dando mal, o que foi velhinho? 

Eu estou perto dos 30 e ando vivendo desde os 5, que me lembro, vivendo muito mal às vezes. Mas faz parte mesmo, ué. Eu prefiro assim.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Sobre a responsabilidade

Segundo o dicionário Priberan da Língua Portuguesa, consultado através do Google:




expectativa
   s. f.

1. Expectação; espera.

2. Esperança baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas.

3. Esperança.
4. Probabilidade.

Claro que o item 2 foi o que mais me chamou a atenção. Olhe bem: supostos direitos, promessas. É, esse assunto não é fácil. Como já foi dito durante a semana, só sendo muito tonto, ou mesmo carente pra se encher de expectativas acerca de uma coisa que nem sequer existe, concordo. Então, vamos nos limitar a pensar esse caso da maneira mais coerente possível, mesmo que na prática seja tão difícil encontrar tal coerência em assuntos tão delicados quanto esse. Desse modo, entendemos que uma expectativa não nasce sozinha. Ela vem acompanhada de alguma coisa. De alguma frase estrategicamente dita ao pé do ouvido, de um sorriso seguido de uma piscadela safada, de uma confissão no meio de uma noite de bebedeira, enfim, há inúmeras formas de se apertar o botão do "será"? 

Será que ele me quer? Será que ele me acha gostosa? Será que ele gosta de mim? Será que ele quer transar comigo? Será que ele que casar comigo? E aí a nossa vida fica toda assim, cheia de interrogações. E a gente responde a essas interrogações com exclamações positivas ou negativas. Então vem: acho que sim, ele me quer; não, ele não quer namoro, quer só sexo mesmo; acho que no fundo, ele quer se casar comigo, mas ainda tem medo. São inúmeras as respostas que criamos para perguntas que fazemos acerca do que pensa, do que quer ou do que planeja outra pessoa. E, convenhamos, o que planeja, deseja, ou pensa a outra pesoa, é um problema todinho dela. A nós cabe apenas o que depende de nossos desejos e planos. 

E por isso é que devemos esperar de nós, aquilo que queremos e podemos fazer. Se queremos nos apaixonar e nos entregar a palavras ditas ao pé do ouvido, por que não? Se no final das contas, por algum acaso não ouvirmos mais o que gostaríamos, simples, afastamos os ouvidos. Vamos embora e pronto. Simples assim. 

O que interessa, na verdade é que uma expectativa pode até ser criada a partir do outro, mas quem a cria, somos nós. Nós somos responsáveis por ela. O discurso "tu és responsável por aquilo que cativas" é lindo e encantador. Mas não funciona muito bem na minha realidade. Ou talvez seja eu que tenha essa mania doida de me responsabilizar por tudo, mesmo sendo tão irreponsável com tantas coisas, principalmente eu mesma.