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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Não sei o caminho, mas eu descubro.


Lembro da situação da Alice no país das maravilhas tendo que escolher qual caminho seguir e o que o coelho lhe ensinou, talvez ele tivesse mesmo razão ao dizer que se ela não soubesse onde queria chegar não importaria qual escolhesse...

Mas afinal, será que desde sempre sabemos onde queremos chegar? E se não houver placas de indicação nos caminhos, e nos da vida não há, não teremos que desbravá-los para saber quais ou qual deles nos levará ao destino desejado?

Por esses dias, li a frase “se você nunca sentiu medo, vergonha ou dor é porque nunca correu risco”, daí me ocorreu que não faltará situação na vida em que não temeremos uma escolha; ou que não nos embaraçaremos diante dos outros porque o que queremos não corresponde ao que esperam de nós; ou que não sofreremos porque esperávamos outro resultado para o que escolhemos, pois viver é um risco!

Então, se arriscamos o caminho da direita e ele não funcionou para nós, mas ainda nos resta força, que voltemos ao centro e escolhamos o caminho da esquerda, ou o da frente ou o de trás... O que não podemos é ficar parados diante das opções ou seguindo a multidão, porque isso não nos fará protagonistas da nossa própria história, mas meros espectadores, e quem quer isso?!

sábado, 18 de junho de 2011

Eu preciso de um computador!

     Tema: “A sociedade consumista favorece a corrupção”.
Gherardo Colombo

      Sim, um que enriqueça meus momentos de espera.
     Eu fico praticamente o dia inteiro fora de casa e quando fico à toa, ou a situação me obriga a ficar à toa, não dá para fazer muita coisa. Esse semestre mesmo, tive vários textos da faculdade só digitalizados e por não ter um notebook ao meu lado, eu tinha que ler em momentos alternativos nada agradáveis. Mas, será que mesmo tendo a plena certeza da necessidade desse aparelho ele é insubstituível? Ou estou sendo influenciada a pensar que preciso tanto assim dele? “Afinal, todas as pessoas ao meu redor têm um, e a vida delas é bem mais fácil por causa disso”. Será? Será que eu já não estou tão seduzida por essa ideologia consumista que já não consigo diferenciar e é bem mais fácil aceitar? Ou pior, será que essa opção me cabe?

     Pesando assim, eu temo pelas pessoas que já estão no nível dos consumistas a todo custo-nível 10, tipo “preciso-de-qualquer-jeito-desse-novo-ipad-para-fazer-parte-desse-mundo”!

     Eu acredito sim, que nossa sociedade consumista favorece a corrupção, no sentido de ser inaceitável você ter um carro com mais de dois anos de uso, um absurdo, inadequado, no mínimo. Inspirando, por conseguinte, desde os piores de caráter até os que acreditavam possuir uma índole invejável, a dar uma escorregadela volátil, que é logo esquecida ficando mais fácil na segunda, terceira, quarta vez que acontecer e, assim, se tornar um hábito.