Lembro da situação da Alice no
país das maravilhas tendo que escolher qual caminho seguir e o que o coelho lhe
ensinou, talvez ele tivesse mesmo razão ao dizer que se ela não soubesse onde
queria chegar não importaria qual escolhesse...
Mas afinal, será que desde sempre
sabemos onde queremos chegar? E se não houver placas de indicação nos caminhos,
e nos da vida não há, não teremos que desbravá-los para saber quais ou qual deles
nos levará ao destino desejado?
Por esses dias, li a frase “se
você nunca sentiu medo, vergonha ou dor é porque nunca correu risco”, daí me
ocorreu que não faltará situação na vida em que não temeremos uma escolha; ou que não
nos embaraçaremos diante dos outros porque o que queremos não corresponde ao
que esperam de nós; ou que não sofreremos porque esperávamos outro resultado para
o que escolhemos, pois viver é um risco!
Então, se arriscamos o caminho da
direita e ele não funcionou para nós, mas ainda nos resta força, que voltemos ao centro e escolhamos o caminho da esquerda, ou o da frente ou o de
trás... O que não podemos é ficar parados diante das opções ou seguindo a
multidão, porque isso não nos fará protagonistas da nossa própria história, mas
meros espectadores, e quem quer isso?!