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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Lili e a encruzilhada

Tema da semana: encruzilhadas

A estrada se bifurcava logo a sua frente. Lili encontrava-se numa encruzilhada. Ela parou e desceu da monark lilás e, antes que pudesse tomar qualquer decisão, avistou um homem à sua frente. Ele estava caído no chão. Completamente sozinho. Aproximou-se rapidamente. Desconfiou que já estivesse morto. Embora uma voz dentro da sua cabeça dissesse que não havia nada que pudesse fazê-lo voltar à vida, ela tentou. Reconhecendo que era alguma coisa cardíaca, tentou fazer com que seu coração voltasse a funcionar. Usou de seu tempo e de sua energia. Mas foi tudo em vão. O coração do pobre havia parado de funcionar definitivamente.

O grande dilema de Lili já não era a bifurcação, mas o cadáver que jazia sereno sobre a terra. Os primeiros urubus despontavam no céu. Nuvens plúmbeas se aproximavam curiosamente. Lili não conseguiria enterrar o homem. Pensou em levá-lo em sua bicicleta. Mas isso logo se mostrou impossível. Não poderia carregá-lo por muito tempo. Não agüentaria tal peso por muito tempo.

Entristecida, fechou os olhos do homem e deixou-o protegido por seu guarda-chuva. Não havia mais nada que pudesse fazer. Estar de mãos atadas lhe era por demais doloroso. Mas assim era a vida. Subiu em sua monark lilás e escolheu um dos caminhos. Não posso dizer qual. No fundo, ela sabia que os urubus fariam companhia para o cadáver. Olhou para trás diversas vezes e chegou mesmo a voltar uma parte do trajeto. Mas voltou a seguir o seu caminho. A chuva caía desesperadamente e Lili não podia mais voltar.


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Pare, olhe, escute.

Tema da semana: encruzilhadas








Não é difícil pensar em momentos em que você esteve no meio de uma encruzilhada. Com certeza, mais de uma vez você se viu no meio de diversas possibilidades, sem saber pra que lado seguir. Com tantas opções, qualquer pessoa fica indecisa. Por trás de cada possibilidade existe uma escolha. Por trás de cada escolha, um caminho. Por trás de cada caminho, novas possibilidades. Enfim, estaremos sempre tendo que tomar decisões e com elas, assumir riscos. Porém, antes de pensar nos riscos - os vilões da novela - é preciso assumir as escolhas. E adimitir que junto com cada escolha, precisam nascer novas atitudes, para que o caminho valha a pena. Para que exista uma chance maior de acerto, não na escolha do caminho, mas no próprio caminhar, é preciso que o primeiro passo seja dado com vontade, com fé. É preciso que seja um passo sincero consigo mesmo. É aí que mora a dificuldade, pois os caminhos são muitos, mas estão todos do lado de fora. É preciso encontrar o caminho que está dentro de você. A partir dele, mesmo que você erre em uma esquina ou outra ou pegue um engarrafamento quilométrico, ou ainda, seja atropelado, de alguma forma, mais cedo ou mais tarde, você vai chegar ao seu destino.  











quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ficar parado também cansa

Tema da semana: encruzilhadas

“Que a estrada se erga ao encontro do seu caminho
Que o vento esteja sempre às suas costas
Que o sol brilhe quente sobre a sua face
Que a chuva caia suave sobre seus campos”





O único caminho seguro é o da escolha.

As pessoas podem viver durante muito tempo ao sabor do vento, como se a vida fosse uma linha reta e nada mais. E é por isso que eu gosto de bifurcações, encruzilhadas, uma curvazinha que seja. É nessa hora que a decisão de faz necessária.

Temos sempre a chance de optar, mas muitas vezes vivemos como se não a tivéssemos. Como se o destino estivesse traçado, definido e fechado para nós. E nos permitimos uma vida insossa porque afinal de contas, essa é a rota que nos foi dada.

Joga o mapa fora, menina!

Seguir passos alheios, em linha ainda, é muito chato. Arrisca o teu passo, faz o teu caminho, se orgulha do tropeço. Não, não é fácil. Nada como sentar numa pedra e ficar vendo o nada passar, mas acontece que a gente não pode fazer da passividade uma opção (obs.: Dai, tomar nota). Se errar é ruim, errar pela inércia é ainda pior.

Bora pegar os tênis de caminhada e escolher um caminho?



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Não sei o caminho, mas eu descubro.


Lembro da situação da Alice no país das maravilhas tendo que escolher qual caminho seguir e o que o coelho lhe ensinou, talvez ele tivesse mesmo razão ao dizer que se ela não soubesse onde queria chegar não importaria qual escolhesse...

Mas afinal, será que desde sempre sabemos onde queremos chegar? E se não houver placas de indicação nos caminhos, e nos da vida não há, não teremos que desbravá-los para saber quais ou qual deles nos levará ao destino desejado?

Por esses dias, li a frase “se você nunca sentiu medo, vergonha ou dor é porque nunca correu risco”, daí me ocorreu que não faltará situação na vida em que não temeremos uma escolha; ou que não nos embaraçaremos diante dos outros porque o que queremos não corresponde ao que esperam de nós; ou que não sofreremos porque esperávamos outro resultado para o que escolhemos, pois viver é um risco!

Então, se arriscamos o caminho da direita e ele não funcionou para nós, mas ainda nos resta força, que voltemos ao centro e escolhamos o caminho da esquerda, ou o da frente ou o de trás... O que não podemos é ficar parados diante das opções ou seguindo a multidão, porque isso não nos fará protagonistas da nossa própria história, mas meros espectadores, e quem quer isso?!