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sábado, 10 de novembro de 2012

Como mundo ainda não acabou...


Tema: não existe caminho novo, existe um novo jeito de caminhar.





Enquanto o dia 21 de dezembro não chega e esse mundão não tem um fim, como apontou o calendário Maia, vou-me me apegando à velha máxima de “enquanto há vida, há esperança” e ouso dizer que não faltarão “segundas-feiras” pra se emergir do fundo do poço, começar uma nova dieta, procurar ou mudar de emprego, desfazer mal-entendidos, regar aquela plantinha semimorta da mesa do escritório, enfim... Pois ainda que algumas coisas se repitam em nossa vida, basta que seja da nossa vontade agir diferente, afinal, quem é que precisa ser como a Sandy e o Júnior presos num replay?!


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Cambaleando



Tema da semana: Não existe caminho novo, existe um novo jeito de caminhar.


Eu não sei andar em linha reta. Se tem uma coisa pra qual eu não tenho talento, é seguir regras, manuais, ter disciplina. Começo uma coisa e logo desisto. Não é por fraqueza, geralmente é o interesse que diminui e num instante eu já fico de olho em outro projeto. Às vezes quero fazer tudo ao mesmo tempo e não consigo concluir nada. Sinto uma necessidade muito louca, incontrolável, de estar sempre mudando. Deve ser por isso que eu estou sempre com essa sensação de que eu ainda não me encontrei. E por isso também que eu me sinto sempre tão perdida entre tantos caminhos. 

Nos últimos dias, por conta de alguns problemas pessoais e por conta dessa natureza escorregadia minha, eu tenho passado as noites (e os dias também) pensando em diversas alternativas de mudança. Em vários aspectos. Começando por mim, passando pelo lugar onde eu moro e chegando até naquela pergunta horrível que insiste em ficar parada sobre a minha cabeça: o que eu quero da minha vida? Minha vontade íntima é que mais uma vez uma grande revolução astral acontecesse e causasse uma mudança radical na minha vida, como já aconteceu diversas vezes. Nesses casos, eu sinto como se o destino é que estivesse jogando e eu, coitadinha, não tivesse escolha a não ser me adaptar. E assim eu faço, me ajusto às novas regras que o poderoso destino me impôs. Mas apenas por algum tempo. Atá a sarna começar a coçar denovo e eu, involuntariamente, começar a fazer com que a roleta gire mais uma vez.

Mas a frase lá em cima é cheia de razão: não existe caminho novo, existe um novo jeito de caminhar. É aí que está o ponto! O que eu preciso na verdade, é aprender a escolher meus novos passos e dar conta do caminho pra onde eles podem me levar. Eu preciso parar de esperar que o barco do destino passe e me leve "à força". Eu preciso é entrar no barco que eu escolher, com a consciência de que estou indo a um determinado lugar e só voltar quando eu chegar lá. Mesmo que a vontade de mudar a rota - ou o medo de continuar na mesma direção - seja tão forte quanto tem sido até agora. Eu queria mesmo é ser daquelas pessoas que olham pra frente e vão andando, correndo, sem parar nem pra respirar e nem pra olhar pros lados. Coisa muito dolorida é esse negócio de não saber se prender a lugar nenhum. 





sexta-feira, 8 de junho de 2012

Sailing

Tema da Semana:
"Anseio de ir sempre além
Vontade de nunca parar
Jamais porto tão sedutor
A ponto de me fazer ancorar"
(O porto, Agridoce)
 
Já fui seduzida e aportei. Cortaram a corda e meu barco flutuou para longe. O corte não foi delicado, assim como o afastamento. Tempestade. Raios. Trovões. Mas meu barco não afundou porque eu... Porque eu sou como sou oras. Durona [?] Acho. 

Não era hora de ele afundar. Nem de eu aportar.
 
Depois disso, acho que as coisas nunca mais foram as mesmas. Acho que eu não consigo conceber essa ideia de criar raízes e parar, ver no que vai dar. Porque nada realmente parece interessante o bastante para me fazer ficar. Não é que eu seja exigente, nem  nada assim. Mas sei muito bem o que quero. O que não quer dizer que eu não abra concessões, é só que está ainda para vir aquilo que fará valer a pena abrir concessões.

Porque, com o tempo, a gente deixa de se contentar com migalhas - e passa a querer conhecer novos sabores de pães e bolos, sabe?

E me pergunto que se eu tivesse mesmo aportado, quantas coisas eu não teria deixado de viver? Porque muita do que vivi nos últimos anos tem a ver justamente com essa coisa de barco a deriva, que embora receba convites:

- Fica.
 
Prefere ir audaciosamente onde ninguém jamais esteve.



quinta-feira, 7 de junho de 2012

Destino

Tema da Semana: "Anseio de ir sempre além
 Vontade de nunca parar 
Jamais porto tão sedutor 
A ponto de me fazer ancorar" 
(O porto, Agridoce) 


Ainda não encontrei aquele que me seduziu a ponto de querer parar e ficar. Já parei, já fiquei, mas chega sempre a hora que não suporto mais e preciso levantar e ir embora. Entre portos, estações, pontos de ônibus, rodoviárias ou aeroportos, é sempre ir e vir, chegar ou partir. Às vezes existe a vontade de ficar ou de não ir, mas é preciso. A estrada me espera. O mar me chama. A vida segue.

Tenho aqui por dentro essa coisa meio nômade, que talvez tenha herdado de família. Tenho os pés na estrada e sigo meus caminhos na esperança de encontrar alguma saída. Uma porta aberta diante do meu destino e o sorriso de um encontro.

Nessas idas e vindas, às vezes parece que me perco. Erro a direção, viro a esquina, faço um retorno e acabo me vendo sempre no mesmo lugar. A verdade é que eu estou realmente perdida nesse mundo, rodando, navegando, voando pra lá e pra cá. A minha busca ainda não sei. Talvez eu descubra quando eu me encontrar.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Lili e a encruzilhada

Tema da semana: encruzilhadas

A estrada se bifurcava logo a sua frente. Lili encontrava-se numa encruzilhada. Ela parou e desceu da monark lilás e, antes que pudesse tomar qualquer decisão, avistou um homem à sua frente. Ele estava caído no chão. Completamente sozinho. Aproximou-se rapidamente. Desconfiou que já estivesse morto. Embora uma voz dentro da sua cabeça dissesse que não havia nada que pudesse fazê-lo voltar à vida, ela tentou. Reconhecendo que era alguma coisa cardíaca, tentou fazer com que seu coração voltasse a funcionar. Usou de seu tempo e de sua energia. Mas foi tudo em vão. O coração do pobre havia parado de funcionar definitivamente.

O grande dilema de Lili já não era a bifurcação, mas o cadáver que jazia sereno sobre a terra. Os primeiros urubus despontavam no céu. Nuvens plúmbeas se aproximavam curiosamente. Lili não conseguiria enterrar o homem. Pensou em levá-lo em sua bicicleta. Mas isso logo se mostrou impossível. Não poderia carregá-lo por muito tempo. Não agüentaria tal peso por muito tempo.

Entristecida, fechou os olhos do homem e deixou-o protegido por seu guarda-chuva. Não havia mais nada que pudesse fazer. Estar de mãos atadas lhe era por demais doloroso. Mas assim era a vida. Subiu em sua monark lilás e escolheu um dos caminhos. Não posso dizer qual. No fundo, ela sabia que os urubus fariam companhia para o cadáver. Olhou para trás diversas vezes e chegou mesmo a voltar uma parte do trajeto. Mas voltou a seguir o seu caminho. A chuva caía desesperadamente e Lili não podia mais voltar.


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Pare, olhe, escute.

Tema da semana: encruzilhadas








Não é difícil pensar em momentos em que você esteve no meio de uma encruzilhada. Com certeza, mais de uma vez você se viu no meio de diversas possibilidades, sem saber pra que lado seguir. Com tantas opções, qualquer pessoa fica indecisa. Por trás de cada possibilidade existe uma escolha. Por trás de cada escolha, um caminho. Por trás de cada caminho, novas possibilidades. Enfim, estaremos sempre tendo que tomar decisões e com elas, assumir riscos. Porém, antes de pensar nos riscos - os vilões da novela - é preciso assumir as escolhas. E adimitir que junto com cada escolha, precisam nascer novas atitudes, para que o caminho valha a pena. Para que exista uma chance maior de acerto, não na escolha do caminho, mas no próprio caminhar, é preciso que o primeiro passo seja dado com vontade, com fé. É preciso que seja um passo sincero consigo mesmo. É aí que mora a dificuldade, pois os caminhos são muitos, mas estão todos do lado de fora. É preciso encontrar o caminho que está dentro de você. A partir dele, mesmo que você erre em uma esquina ou outra ou pegue um engarrafamento quilométrico, ou ainda, seja atropelado, de alguma forma, mais cedo ou mais tarde, você vai chegar ao seu destino.  











quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ficar parado também cansa

Tema da semana: encruzilhadas

“Que a estrada se erga ao encontro do seu caminho
Que o vento esteja sempre às suas costas
Que o sol brilhe quente sobre a sua face
Que a chuva caia suave sobre seus campos”





O único caminho seguro é o da escolha.

As pessoas podem viver durante muito tempo ao sabor do vento, como se a vida fosse uma linha reta e nada mais. E é por isso que eu gosto de bifurcações, encruzilhadas, uma curvazinha que seja. É nessa hora que a decisão de faz necessária.

Temos sempre a chance de optar, mas muitas vezes vivemos como se não a tivéssemos. Como se o destino estivesse traçado, definido e fechado para nós. E nos permitimos uma vida insossa porque afinal de contas, essa é a rota que nos foi dada.

Joga o mapa fora, menina!

Seguir passos alheios, em linha ainda, é muito chato. Arrisca o teu passo, faz o teu caminho, se orgulha do tropeço. Não, não é fácil. Nada como sentar numa pedra e ficar vendo o nada passar, mas acontece que a gente não pode fazer da passividade uma opção (obs.: Dai, tomar nota). Se errar é ruim, errar pela inércia é ainda pior.

Bora pegar os tênis de caminhada e escolher um caminho?