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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Máscaras: você fica sem?


Eu não. E estou despida de qualquer máscara quando digo isso.

Dá pra gente dizer tudo o que sente? Tudo o que pensa? Se expor sabe-se lá para quem? E a troco de quê? Vale a pena ser sempre sincero sem se importar com o quanto uma coisa pesa nos ombros do outro? Ou nos nossos? Dá para se entregar para o outro sem cerimônia: nossa miséria e nosso júbilo?

Não.

Eu aprendi da pior forma que não - e tenho marcas para provar isso.

Além disso, sob o discurso do "sou sincero", já vi muita gente cometer atrocidades. Porque sinceridade virou sinônimo de falta de filtro: digo o que penso porque sou sincero e não uso máscara. Sinceridade também é jeito, quando não puder ser delicadeza - o que muitas vezes acontece.

Acho que as máscaras são mais uma daquelas milhares de coisas que podem se tornar boas ou más: são neutras por excelência a servem aos nossos propósitos. É o caráter e a intenção de quem a usa que define o que ela vai ser. Você pode é claro ser a pessoa mais falsa do mundo, mas não é disso que estou falando: estou falando de sensatez, tanto para si mesmo quanto para os outros.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Estou arrependida... ou não!


Tema: Arrependimento, faz diferença?

Pra mim, o arrependimento só vale se for sincero e pelos motivos corretos.

Por exemplo, muitas pessoas se afogam no arrependimento depois de serem flagrados fazendo algo errado. Mas esse arrependimento é pelo que fizeram de errado ou por terem sido pegos no flagra? Por que não se arrependiam antes de alguém descobrir o que faziam? Ou se já se arrependiam antes, por que o arrependimento se tornou tão mais intenso depois do flagra?

Às vezes essa reação pode ser por, finalmente, presenciar as terríveis consequências de seu erro na vida de pessoas com quem você se importa... ou pelo menos acha que se importa. É ver concretizado tudo aquilo que você abstraía e acreditava que nunca se tornaria real, dando espaço para mais erros.

Talvez tenha ficado um pouco confuso o que disse acima, mas a verdade é que, para mim, não me interessam pessoas que se arrependem por alguns minutos e logo depois voltam a cometer o mesmo erro; pessoas que só pensam nas consequências de seus atos quando já fizeram todos ao seu redor sofrer.

A tentação é, sim, algo difícil de resistir, mas antes resistir a um dia de tentação do que conviver com sua culpa por anos.