Eu não. E estou despida de qualquer máscara quando digo isso.
Dá pra gente dizer tudo o que sente? Tudo o que pensa? Se expor sabe-se lá para quem? E a troco de quê? Vale a pena ser sempre sincero sem se importar com o quanto uma coisa pesa nos ombros do outro? Ou nos nossos? Dá para se entregar para o outro sem cerimônia: nossa miséria e nosso júbilo?
Não.
Eu aprendi da pior forma que não - e tenho marcas para provar isso.
Além disso, sob o discurso do "sou sincero", já vi muita gente cometer atrocidades. Porque sinceridade virou sinônimo de falta de filtro: digo o que penso porque sou sincero e não uso máscara. Sinceridade também é jeito, quando não puder ser delicadeza - o que muitas vezes acontece.
Acho que as máscaras são mais uma daquelas milhares de coisas que podem se tornar boas ou más: são neutras por excelência a servem aos nossos propósitos. É o caráter e a intenção de quem a usa que define o que ela vai ser. Você pode é claro ser a pessoa mais falsa do mundo, mas não é disso que estou falando: estou falando de sensatez, tanto para si mesmo quanto para os outros.
