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quinta-feira, 5 de julho de 2012

O poder é nosso

Tema da semana: Qual é o papel da mulher na sociedade pós-moderna?
Estamos em 2012. Hoje a mulherada faz e acontece. Trabalhamos, apesar de ganharmos menos do que os homens, em muitos casos. Podemos escolher com quem vamos nos casar, se vamos nos casar e quando vamos nos casar. E se não der certo, podemos nos separar. Sem medo de sermos tachadas como uma "separada" e todos os cruéis adjetivos que podem vir por trás desse rótulo. E podemos até fazer a loucura de nos casarmos de novo. E de novo. Podemos escolher se vamos ou não ter filhos. E quantos, e quando. E com quem. Escolhemos além dos sapatos, das roupas e do corte de cabelo, todas as coisas da nossa vida. E as opção são muitas. Se multiplicam, assim como as cores de esmaltes disponíveis no mercado. 
Tá, não é bem assim. Ainda existe muita mulher que está presa ao machismo. Tem muita mulher que apanha do marido, que é abusada pelo chefe, que é controlada pelo pai conservador e ignorante, que sofre agressões na rua por usar uma saia curta e preconceito de todas as partes por cada escolha que faz. Mas a coisa já foi bem pior. E ainda que existam inúmeras formas de agressão e preconceito à condição feminina, existem meios de pedir ajuda.  Existem saídas. 
Ao meu ver, a maior conquista das mulheres até hoje é essa: o poder de escolha. Esse poder tem um valor imenso pra quem até alguns anos atrás, já nascia com a vida totalmente premeditada. Existia um roteiro certo do qual não podíamos fugir. Estudar apenas o básico, aprender a lavar, cozinhar, passar e costurar, no máximo. Casar, ter filhos, envelhecer ao lado do marido e morrer. Agora até podemos fazer isso, se quisermos. SE QUISERMOS! Essa é a grande diferença. 
Claro que com essas novas possibilidades de escolha surgem as consequências. E nós estamos aos poucos aprendendo a lidar com cada uma delas. Cometemos alguns erros, claro. Ainda pagamos alguns micos e nos perdemos às vezes, entre tantas cores de esmaltes opções que temos pela frente. Acredito que o mais grave deles é a tentativa de nos igualar aos homens. Achamos que seremos respeitadas quando aprendermos a coçar o saco. Mas isso é ilusão! Não precisamos ser iguais a eles. Pra que? Podemos ser mulheres e termos nosso lugar. Não precisamos ocupar o deles. Tem vaga pra todos nesse mundo. Nós temos o poder. Se eles quiserem, podem ficar com a força. 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Estou arrependida... ou não!


Tema: Arrependimento, faz diferença?

Pra mim, o arrependimento só vale se for sincero e pelos motivos corretos.

Por exemplo, muitas pessoas se afogam no arrependimento depois de serem flagrados fazendo algo errado. Mas esse arrependimento é pelo que fizeram de errado ou por terem sido pegos no flagra? Por que não se arrependiam antes de alguém descobrir o que faziam? Ou se já se arrependiam antes, por que o arrependimento se tornou tão mais intenso depois do flagra?

Às vezes essa reação pode ser por, finalmente, presenciar as terríveis consequências de seu erro na vida de pessoas com quem você se importa... ou pelo menos acha que se importa. É ver concretizado tudo aquilo que você abstraía e acreditava que nunca se tornaria real, dando espaço para mais erros.

Talvez tenha ficado um pouco confuso o que disse acima, mas a verdade é que, para mim, não me interessam pessoas que se arrependem por alguns minutos e logo depois voltam a cometer o mesmo erro; pessoas que só pensam nas consequências de seus atos quando já fizeram todos ao seu redor sofrer.

A tentação é, sim, algo difícil de resistir, mas antes resistir a um dia de tentação do que conviver com sua culpa por anos.