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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A arte da [des]obediência

Tema: Relação chefe e subordinado.


Para mim é muito aquela questão da obediência e da sua irmã "má", a desobediência. Em primeiro lugar, é preciso saber obedecer - principalmente se um dia se quer mandar. Em segundo, é preciso saber quando desobedecer, porque ser desobediente é, por vezes, essencial.

Nem sempre o seu superior é realmente superior, ou seja, ele nem sempre sabe o que é melhor ou tem as melhores ideias ou administra bem. Isso porque, antes de ser seu chefe, ele é humano. E aí a gente já sabe como funciona.

Aconteceu certa vez de um chefe meu cometer um erro. Um erro grave. Eu e outros colegas percebemos e eu, tomando a frente, delicadamente coloquei o problema. Ele não assumiu o erro, defendeu-se como pôde e eu também não bati de frente, simplesmente mostrei o que estava errado. Ele passou algumas ordem para nossa equipe seguir com o projeto e decidimos que era hora de desobedecer. E fizemos muito bem, como sabíamos que faríamos: ele não percebeu e conseguimos livrá-lo de problemas futuros (porque inegavelmente a responsabilidade era dele e cairia sobre ele).

Independente de obedecer ou não, acredito que é sempre bom pensar sobre as ordens e tarefas que nos são dadas. Ser vaquinha de presépio é sempre um risco alto, mais alto do que escolher não fazer o que é pedido.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Não pode não


Tudo o que é proibido é mais gostoso. Passei a adolescência ouvindo isso dos amigos. Só ouvindo mesmo, porque sempre fui muito na minha - o que não me impediu de matutar sobre o assunto.

É emoção do risco, da possibilidade de ser pêgo, descoberto. Adrenalina pulsante e intensa. O que é ilegal ou imoral acaba nos pondo em estado de alerta. Ou será o prazer transgressor e subversivo e fugir às regras? Regras são feitas para serem quebradas. Acho importante saber obedecer e desobedecer também, seguir a regra, mas sei deixar de questionar a autoridade. Ser vaquinha de presépio é complicado (citação natalina). 

Quanto ao que engorda, há explicações científicas para o fato de alimentos calóricos serem mais interessantes para nosso organismo. Mas acho que essa coisa do prazer proporcionado pelo que é ilegal, imoral ou que engorda é muito cultural também: aquilo o que a mídia, as tribos e a sociedade dizem que é bom e vale o risco - seja o de ser preso, ficar mal visto ou simplesmente engordar.

Talvez tudo o que é bom seja ilegal, imoral ou engorde mesmo - o que não significa que o que não seja ilegal, imoral ou que engorde seja necessariamente ruim.