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terça-feira, 6 de setembro de 2011

O X da questão


Tema da semana: Pessoas que tiram vantagem.


Não sei dizer se o espertalhão vence sempre, mas que ele prejudica a muitos, ah isso prejudica! Vejamos uns casos:

Caso 1: Você está prestes a ser atendido numa fila de banco, na qual já esperou muito além do previsto por lei, e eis que surge aquela simpática figura (sim, porque simpatia é primordial em tais situações) como se fosse a única com o “feijão no fogo”, ou com um “marido impaciente buzinando fora da agência”, ou com “dores crônicas na coluna” e todo aquele blá blá blá de derrubar avião, e nesse caso em particular, você é o avião que acaba caindo na conversa fiada e se permitindo pagar as continhas da figura, ou cedendo um lugarzinho privilegiado a ela. 

_ Coisa boba, né?! Né não, minha gente, isso é grave, pois acabamos de “presenciar” a queda de um avião cujo único sobrevivente foi a figuraça que passou na frente da galera que aguardava a vez.

Caso 2: Você mega confia numa criatura, vocês estão numa conexão bacana, parecem falar a mesma língua e tal, e de repente seus olhos são desnudados com uma visão do inferno: ela só estava ao seu lado porque você era “o dono da bola”, pois quando sua mãe (entenda mãe como vida e todas as suas mazelas) chamou você para entrar, a criatura amiga alijou você da vida dela. 

_ Isso também é grave, não é simples ciúmes porque fulaninho fez novos amigos, mas é que fulaninho não é mais seu amigo agora que a brincadeira teve que parar.

Caso 3: Uma pobrezinha anda morrendo de amores por um principezinho de brejo, mas todo mundo sabe, menos ela, que o carinha só tá pegando a mulé porque ainda não arranjou coisa melhor, ou porque dá para tirar algo mais dela, além de sua auto-estima.

E não é curioso que o alvo não seja todo mundo, mas principalmente aquele que esboça carência, insegurança, ou que é dado a confiar?!...

É como se houvesse um X na testa das vítimas em potencial, mas, pior, que não houvesse coração no peito dos “espertinhos”.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A decepção, meia-irmã da expectativa

Eu desisti de tentar não esperar nada, mas acho que aprendi a esperar um pouco menos. Só acho, porque vira e mexe eu me decepciono com as pessoas e as situações. "Somos todos humanos e erramos" não serve de consolo sempre. Não mesmo. Tem erros que não deveriam ser permitidos, mas é errando que se aprende - em tese. Há controvérsias para todas as teses de senso comum.

Há uns anos atrás, eu tinha uma gradação para isso e podia classificá-la em três categorias: chateação (leve), desapontamento (moderado) e decepção (fatal). Na verdade, acho que ainda levo isso em conta atualmente, só que agora para merecer a categoria decepção é muito mais difícil - o que tem me trazido grande tranquilidade.

Quem não quiser se decepcionar, é melhor nem sair de casa... Ou melhor, é melhor nem sair para a vida - afinal, mesmo em casa você pode se decepcionar com o almoço de natal que miou por sua causa.

Ter expectativas e se decepcionar são coisas que vivemos todos os dias e que fazem de nós, os seres humanos que somos. E, convenhamos, mesmo eu que adoro planejar reconheço que a vida seria um tédio se todas as nossas expecativas fossem atingidas. E como aprender a lidar com o que não dá certo? Durante a vida, ouvimos mais "nãos" do que "sins" e pobre daquele não consegue aceitar ou lidar com isso.

A gente muda, a nossa vida também - do mesmo modo que as nossas expectativas e as coisas que nos decepciona[riam]. Tem que ser assim, não? Não dá para esperar a mesma coisa da vida a vida toda, ou dá? Se der, acho que tem alguma coisa errada... Algumas coisas talvez permaneçam em essência, mas a roupagem e o olhar é outro, porque somos outros.

Se por um lado eu acredito que tanto as expectativas que dão frutos quanto as decepções sejam boas (por diferentes motivos), por outro, não acredito de modo algum em pessoas que dizem não ter expectativas - isso é discurso de quem tem medo de se frustar, de se decepcionar.