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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Quem colocou esse bendito limite aí?

Tema da semana: Limites

Às vezes, se ultrapassa limites como o de velocidade. Gosto de velocidade, mas não ultrapasso o limite de velocidade nem o do meu modesto um ponto zero. Mas que dá vontade, isso dá. Algumas coisas parecem nos convidar a ultrapassá-las: ruas e avenidas sem obstáculos, a.k.a. lombadas, são um bom exemplo. Mas estas são justamente o limite - ou nos servem para lembrar do mesmo.

A balança serve para nos lembrar do nosso limite. O de peso: o nosso ou o do prato. Em tese, avaliações médicas também. Mas confesso que o meu desprezo por elas ficou patente ao constatar que estou acima do peso, que passei do meu limite - só no mundo deles. Não, não estou acima do peso, na verdade, é justamente o contrário: preciso ganhar massa muscular - quase me derruba o vento. Se eu fosse uma pessoa com sério problemas de auto-estima, cheia de neuras, com algum distúrbio alimentar... Aí ia ser realmente interessante a minha reação: iria testar os limites da minha saúde - e de quebra, da minha sanidade.

Sou leniente demais com as limitações alheias e de menos com as minhas: sempre acho que aguento mais um pouco. O fato é que aguento, ultrapasso meus limites com uma facilidade dolorosa, mas a que preço? Vale a pena mesmo eu sempre ir além dos meus limites quando lido com pessoas? Não.

Cada vez mais tenho a sensação de que tenho potencial para ir muito além daquilo que penso a princípio. Ultrapassar meus limites. E isso me conforta e me motiva a ultrapassá-los, tanto aqueles que tenho mesmo quanto aqueles que impus (ou que impuseram) para mim.

Sim, tenho cuidado sempre com isso: separar os limites que me são inerentes, daqueles que me impus, daqueles que me impuseram  - e que desceram guela abaixo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O problema é a rebimboca da parafuseta


Tema da semana: Pessoas que tiram vantagem

Se para Dai a história é com pedreiros, meu receio é sempre em relação aos carros. Desde que passou pela minha cabeça a possibilidade de dirigir e ter um carro, veio a preocupação com os inúmeros mecânicos que iriam me passar a perna.

Bom, o carro veio. Li sobre o seu funcionamento e tudo mais, mas não ajudou muito não. Quem me ajuda é o meu pai que me dá a maior orientação do mundo e que me recomendou o mecânico dele, uma pessoa de confiança. Só que mesmo essa oficina de confiança soltou propositalmente uma peça do porta-malas dele. Para quê? Para que ele voltasse lá e pedisse para verem o que estava errado. Aí já viu...

Mas ele entende do assunto e prendeu ele mesmo a peça. E o mecânico dele é de confiança. Vai vendo. E eu pergunto: como deixo meu carro nas mãos de gente assim? Gente que quer nos passar a perna? Um dia eu vou ter o meu próprio mecânico e vou ter que dar um jeito de fazer esse papo de mecância adentrar gentilmente o meu cérebro, do contrário, estou na roça, ou na mão de gente que vai querer vantagem que alguém que ignora o automóvel que tem, ou seja, eu!

Eu devia querer conhecer o meu carro porque é meu e não para que não tirem vantagem de mim. É chato ter que estar sempre alerta contra os "espertinhos" que nos espreitam por aí.