domingo, 10 de junho de 2012

Protagonistas também lavam as mãos.


Tema da semana: protagonismo


Mesmo quando eu decido dormir, fugir, não ir, eu estou decidindo algo. Somos protagonistas da nossa vida na preguiça, no fundo do poço, no desânimo. Não acredito que reagir às circunstâncias ao invés de correr atrás de criar circunstâncias faça de mim uma figurante.

Pra mim, figurante é quem insiste em viver a vida alheia. Quem cria vilões e mocinhos em histórias que não lhe pertencem, ou mesmo inventa que outras pessoas estão interessadas em sua vida quando não há interesse algum. Pra mim figurante é quem passa a vida imaginando, ao invés de agir ou reagir; e também quem passa a vida resolvendo e criando problemas para terceiros, ao invés de prestar atenção nos próprios problemas.

Então, me deixa dormir... Sou protagonista da minha preguiça, dos meus sonhos, das minhas fugas. E as vezes, nisso de tomar as rédeas da própria vida, podemos só desviar dos obstáculos e manter o curso.

sábado, 9 de junho de 2012

Chegadas e partidas

Tema da Semana:
"Anseio de ir sempre além
Vontade de nunca parar
Jamais porto tão sedutor
A ponto de me fazer ancorar"
(O porto, Agridoce)


A gente anseia, quer ir além. A vontade é de nunca parar mesmo, mas uma hora a gente tem que parar, se vê obrigada a fazê-lo.

Nossas chegadas e partidas têm a ver com diversas áreas na nossa vida. Parece muito fácil e muito bonito na teoria essa coisa de saber a hora de ir, de chegar, de parar. Mas a gente simplesmente sente e, na maioria das vezes, faz o que tem que ser feito. Ancoramos quando o coração pede – e quem vai contrariá-lo?

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Sailing

Tema da Semana:
"Anseio de ir sempre além
Vontade de nunca parar
Jamais porto tão sedutor
A ponto de me fazer ancorar"
(O porto, Agridoce)
 
Já fui seduzida e aportei. Cortaram a corda e meu barco flutuou para longe. O corte não foi delicado, assim como o afastamento. Tempestade. Raios. Trovões. Mas meu barco não afundou porque eu... Porque eu sou como sou oras. Durona [?] Acho. 

Não era hora de ele afundar. Nem de eu aportar.
 
Depois disso, acho que as coisas nunca mais foram as mesmas. Acho que eu não consigo conceber essa ideia de criar raízes e parar, ver no que vai dar. Porque nada realmente parece interessante o bastante para me fazer ficar. Não é que eu seja exigente, nem  nada assim. Mas sei muito bem o que quero. O que não quer dizer que eu não abra concessões, é só que está ainda para vir aquilo que fará valer a pena abrir concessões.

Porque, com o tempo, a gente deixa de se contentar com migalhas - e passa a querer conhecer novos sabores de pães e bolos, sabe?

E me pergunto que se eu tivesse mesmo aportado, quantas coisas eu não teria deixado de viver? Porque muita do que vivi nos últimos anos tem a ver justamente com essa coisa de barco a deriva, que embora receba convites:

- Fica.
 
Prefere ir audaciosamente onde ninguém jamais esteve.