terça-feira, 9 de novembro de 2010

Tá, a gente se acostuma! Mas, a gente também se exercita!

Fazer as mesmas coisas sempre não é de todo ruim. Tem seus benefícios! É uma opção certeira: algo que a gente já conhece, menos perigoso, mais seguro. Quem não gosta de repetir aquele prato agradável, assistir novamente àquele filme bom, entrar naquelas mesmas páginas da internet? A gente pode repetir atividades, horários, agendas, compromissos e tudo isso tem uma dose de agradabilidade.
Além do mais, nada é completamente igual, sempre há variáveis envolvidas nos processos, e uma certa rotina pode ser organizadora e favorecedora de inovações e desenvolvimento. Também, quando tudo muda o tempo todo, é complicado entendermos o que é melhor ou pior, o que favorece ou não.
E então, caímos aqui, novamente, na questão dos extremos. Um certo exagero na repetição e na constância pode ser sinônimo de aprisionamento. Fazer o mesmo caminho para o trabalho pode ser uma boa saída quando se chega mais rápido. Porém, insistir no congestionamento quando se tem uma rua paralela vazia já não é algo tão saudável, não é verdade?
E falando em mundo interno, sempre optamos por um congestionamento aqui ou ali, mental, comportamental ou emocional. E essa opção irrita, desgasta, cansa, avisa que tem algo errado! Em um primeiro momento, você pode até não se dar conta disso ou até achar que não vale a pena se atentar para esse tipo de coisa (preguiça? ou até: preguiça disfarçada de superioridade?).
Como disse a Chen, ficar remoendo, persistir na ferida quando ela já teve tempo de fechar não é nada bom! E eu completo dizendo que exercitar o questionamento sobre as próprias escolhas (desde as básicas, como alimentação, vestuário, até mais complexas como: pensamentos, companhias, choros, trabalho) é uma ótima forma de criarmos possibilidades novas. E, quem sabe até possibilidades libertadoras! Fácil, não é não! Mas, é bom tamém!!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Olhar para o que está por vir

Remoer o passado é uma das piores coisas a se fazer, pensar no que aconteceu de errado, qual foi o problema, se haveria alguma outra solução... E essa de ficar pensando no que já aconteceu e ficar sofrendo pelo passado, como já foi provado, não leva a nada. Como mamãe sempre diz “O que passou, passou. Agora é olhar para o que estar por vir”, mas às vezes não é tão fácil esquecer.

Eu mesma digo que quem vive de passado é museu, mas muitas vezes já caí na armadilha de pensar em alguém do passado várias vezes. Quando passamos por algo que nos marcou muito e nos fez sofrer muito, leva um tempo para esquecer e deixar as feridas se curarem.

Depois de um tempo, estamos prontos para seguir em frente, aí dizemos a nós mesmos que não vamos mais perder mais tempo, mas mesmo assim, vira e mexe uma lembrancinha ruim ou outra cisma em aparecer nos nossos pensamentos. Já lembrei muitas vezes de algumas coisas do passado por causa de um ser do qual muitas coisas já esqueci, mas outras ainda me lembro, mas cada dia que passa isso vai acontecendo cada vez menos, e agora eu não deixo isso afetar nos meus problemas atuais e nem me deixo aborrecer, por que se for para realmente focar em algo importante é melhor focar no que precisamos resolver agora do que no já não tem como remediar.

Então cada vez que sinto que vou acabar remexendo em alguma coisa que me fez sofrer no passado eu paro e penso que foi ruim e eu me livrei, então pra que voltar a pensar nisso? Mesmo se você está agora passando por um momento ruim, e pensa que nunca vai esquecer e se irrita com as pessoas que te cobram pra seguir em frente, tome seu tempo. Nada é melhor do que o tempo para ajudar a esquecer, e cada vez que o que te fez sofrer voltar a atormentar seus pensamentos, balance a cabeça e jogue esse pensamento ruim fora, então pense em algo novo que vem acontecendo em sua vida, que cada vez mais isso vai se tornando algo tão distante que nem lhe incomodará mais. Assim seguir em frente e olhar para o que está por vir será tão natural quanto respirar.

sábado, 6 de novembro de 2010

Desabafo

Sabe o que não ando suportando? Não ter vontade de escrever. Como pode eu ter tantas coisas para dizer, mas não conseguir colocá-las no papel? Tudo que escrevo acho inferior, ou sem valor perante o dos outros.
Na faculdade, não me identifico com as matérias e com isso não rendo. Não me interesso, não produzo, não saio do lugar. Aff, como isso me incomoda. Mas como largar tudo? Não tenho coragem. Como não sei o que quero, para que deixar o que já foi começado? Ou seria melhor largar? Não, não tenho coragem, afinal eu ganho muito mesmo não estando interessada. Mas, será que ganho ou será que estou me boicotando? Será que as longas e misteriosas aulas de poesia francesa ministradas em francês algum dia farão diferença na minha vida? Será que já fazem?
A vida é tão improvável, escura, imprecisa e esse negócio de ter que fazer escolhas a todo momento deixa a gente louca. Não quero escolher meu futuro emprego, não quero escolher a cor do meu fogão, não quero ter que ir almoçar na casa da minha sogra todo domingo. Mas o que eu quero? Aí está uma ótima pergunta.
Ao mesmo tempo que questiono o porquê de termos que fazer tantas escolhas, quero fazer outras escolhas que não sejam as que a sociedade me impôs, quero fazer meu caminho no meu ritmo. Mas parece que meu ritmo é traçado pela faculdade que te cobra um mestrado com 21 anos e a família que te impulsiona a arranjar um bom emprego e a formar uma família.

PAAAAAARA !!!


Respira.


Quero viver esse momento, curtir um filme na sexta de madrugada, e não ficar preparando aula para o sábado de manhã. (opa... olha a tal da escolha dando as caras novamente) É, afinal, acho que não conseguimos viver sem elas.

Escolhas ...




... eu quero tê-las. Mas que elas partam de mim e não de uma sociedade que parece já ter traçado meu caminho. Aos 24 doutora, aos 25 casamento, aos 26 primeiro filho, 65 aposentadoria e 4 netos....NÃOOOOOOO ... quem sabe eu tenha netos com 35 e com 70 eu me case? Por que não?! O improvável, o diferente, o destino estão aí para nos surpreender.