terça-feira, 6 de julho de 2010

Brasil! Brasil!

Acho muito interessante o que o esporte pode causar nas pessoas... basta ver toda a movimentação que houve nesses dias em que o Brasil jogou na Copa. Todos felizes, torcendo juntos, alegria pairando no ar, buzinas de comemoração e torcida! Abraços, Bandeiras espalhadas por todo lado... Bandeiras... Pena que elas não são tão vistas assim quando não tem futebol... por que será? Não seria interessante que fosse diferente? Que tivéssemos as Bandeiras espalhadas por todo o lado sempre? Que torcêssemos com mais frequência?
E o Hino? Sabemos sua letra? O motivo de cada pedacinho? Como cantá-lo? Acredito que a maioria de nós tenha dúvida sobre alguma coisa, ou não conheça tudo sobre o nosso Hino... que ele já teve outras versões, já teve partes retiradas, a introduçãozinha que era cantada, sabe? Aqui, fica, portanto, o convite de mantermos esse interesse pelos nossos Símbolos Nacionais em todos os momentos! O Selo, o Brasão, o Hino, a Bandeira...
Coloco, abaixo, para quem tiver o interesse, a parte relacionada à execução do Hino Nacional da LEI Nº 5.700, DE 1 DE SETEMBRO DE 1971, que fala sobre a forma e apresentação dos Símbolos Nacionais. Quem tiver interesse pode acessar essa lei na íntegra no site: http://www.jusbrasil.com.br.
SEÇÃO II
Do Hino Nacional
Art. 24. A execução do Hino Nacional obedecerá às seguintes prescrições:
I - Será sempre executado em andamento metronômico de uma semínima igual a 120 (cento e vinte);
II - É obrigatória a tonalidade de si bemol para a execução instrumental simples;
III - Far-se-á o canto sempre em uníssono;
IV - Nos casos de simples execução instrumental tocar-se-á a música integralmente, mas sem repetição; nos casos de execução vocal, serão sempre cantadas as duas partes do poema;
V - Nas continências ao Presidente da República, para fins exclusivos do Cerimonial Militar, serão executados apenas a introdução e os acordes finais, conforme a regulamentação específica.
Art. 25. Será o Hino Nacional executado:
I - Em continência à Bandeira Nacional e ao Presidente da República, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal, quando incorporados; e nos demais casos expressamente determinados pelos regulamentos de continência ou cerimônias de cortesia internacional;
II - Na ocasião do hasteamento da Bandeira Nacional, previsto no parágrafo único do art. 14.
§ 1º A execução será instrumental ou vocal de acôrdo com o cerimonial previsto em cada caso.
§ 2º É vedada a execução do Hino Nacional, em continência, fora dos casos previstos no presente artigo.
§ 3º Será facultativa a execução do Hino Nacional na abertura de sessões cívicas, nas cerimônias religiosas a que se associe sentido patriótico, no início ou no encerramento das transmissões diárias das emissoras de rádio e televisão, bem assim para exprimir regozijo público em ocasiões festivas.
§ 4º Nas cerimônias em que se tenha de executar um Hino Nacional Estrangeiro, êste deve, por cortesia, preceder o Hino Nacional Brasileiro.
Capítulo V
Art . 34. É vedada a execução de quaisquer arranjos vocais do Hino Nacional, a não ser o de Alberto Nepomuceno; igualmente não será permitida a execução de arranjos artísticos instrumentais do Hino Nacional que não sejam autorizados pelo Presidente da República, ouvido o Ministério da Educação e Cultura.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Superstição para ganhar

Confesso que nunca acompanhei uma copa inteira, sempre começava a assistir nas semifinais, principalmente quando o Brasil estava classificado. Mas, este ano resolvi que iria acompanhar os jogos desde o começo. Para não assistir aos jogos sozinha, procurei me reunir com a família ou amigos e uma coisa impressionante que notei foi a quantidade de manias de torcedor que vi. Vi pessoas usando meias da sorte, cuecas da sorte, camisetas da sorte... Vi o dunga pisando três vezes descalço na grama do campo, jogadores rezando antes de entrar em campo, goleiros beijando as luvas e o Maradona prometendo andar pelado pela praça central de Buenos Aires se a Argentina ganhasse. Até o pobre Mick Jagger levou a fama de “pé frio”, pois todos os jogos em que foi o país que estava torcendo perdeu, principalmente o Brasil. Mas, por mais que saibamos que essas coisas não são verdade, não resistimos a uma rezinha ou uma superstiçãozinha para incrementar a torcida. A superstição não é usada somente para os jogos de futebol, mas também para diversas situações, eu mesma uso um pingente da sorte quando tenho alguma apresentação grande ou quando vou fazer alguma prova difícil para dar uma ajudinha moral. Admito que usei nos jogos do Brasil também! E você, tem alguma superstição?

domingo, 4 de julho de 2010

Gracias, Maradona

O Brasil entra em recesso na Copa. Ainda bem que ela ocorre a cada quatro anos, sabe-se lá o que aconteceria com a política, educação e economia se não houvesse esse intervalo de tempo. Seja como for, apesar de existirem os que não gostam de futebol, os que acham um fanatismo, um exagero, reprovam o "patriotismo" que só aparece nesta época, que maldizem as comemorações a cada partida, como se cada partida fosse uma final, enfim, apesar de existirem os que detestam a Copa, acredito que a grande maioria acaba entrando no clima e torcendo pela seleção brasileira.

Mas a seleção saiu. Ela foi eliminada. E com a saída do Brasil, as vozes se calaram, melhor, as vuvuzelas se calaram, importadas da África via Paraguai (que também saiu), elas dominaram vozes, tambores e tudo. Só o intermitente fooooooooooom. Maaaaaas, hoje veio o jogo da Alemanha com a Argentina, los hermanos uma ova. Ahhhhh, e se vingança é algo que se come frio, a nossa foi morninha mesmo, e foi uma beleza.

A impressão que tive? Que perder já não tem tanta importância com tanto que a Argentina não ganhe a Copa. E não há mais essa possibilidade, e por quê? Porque Maradona e sua seleção veio no avião bem atrás do Brasil.

E o querido técnico "não há seleção para a Argentina nessa copa"? Quase não o reconheci por trás de sua barba cabisbaixo. Não, esse texto não é  - apenas - para partilhar o alívio que eu vi que muitas pessoas sentiram ao ver a Argentina levar 4 gols. Mas para destacar que quando as pessoas se exibem demais, cantam vitória antes do tempo, enchem o peito para gritar aos  quatro ventos "como somos bons de mais", enfiar o rabo no meio das pernas e fazer cara de pudim, não passa uma imagem de humildade, nem funciona. Depois de perder, dizer que as coisas não sairam como esperado é obrigação e não apaga a imagem arrogante formada durante a copa.

Mas eles foram ambora. Gracias, Maradona.