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sábado, 23 de junho de 2012

Questão de perspectiva

Tema: Relativismo

Tudo é relativo, não há uma verdade absoluta. É assim que eu guio minha vida, assim que sigo pensando há um certo tempo. Procuro não generalizar, não levar a minha verdade ou a do outro como única, mas também não menosprezo  o que o outro pensa para priorizar o que eu acho. Não dá pra ser 8 ou 80 sempre.

Quando falo em TUDO não é uma simples generalização. A relatividade (ou o relativismo, se preferir) está presente na nossa vida diariamente. Ontem fui questionada se quando perco a confiança em alguém essa nunca mais volta. Respondi sem pensar duas vezes que DEPENDE da pessoa, da situação. Tá aí um exemplo de como nossas relações são movidas por aquilo que é relativo. Outros diriam que não perdoariam, que confiança não se quebra, muito menos se reconquista. É a verdade deles, quem sou eu pra ir contra isso, não é mesmo?

Uma conhecida está com um namorado que viajou para o exterior ontem e desde então não para de chorar. Para ele é algo muito legal, foi visitar parentes, conhecer uma terra nova. Para ela tem sido o fim ficar aqui , diz que tudo lembra o moço e que não sabe como vai passar esses trinta e poucos dias. Uma viagem, duas pessoas, duas situações. Dois lados de uma mesma moeda.

Falar sobre relativismo também tem muito a ver com essa questão de perspectiva, de como pessoas distintas enxergam a mesma situação. É uma questão de ponto de vista, de cultura, de vivência, acredito eu. 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Depende

Tema da semana: "Relativismo"




Cada pessoa tem seu jeito preferido de olhar as coisas. E isso explica muito ao mesmo tempo que complica tanto. E também nos aproxima ao mesmo tempo que nos separa. Talvez com a consciência de que tudo é relativo torne mais fácil o ato de compreensão de que tanto precisamos e seja menos difícil desempenhar aquela ação tão grandiosa, digna da mais pura humildade: se colocar no lugar do outro.

Porém, ao mesmo tempo que a consciência da relatividade pode auxiliar nossas relações, existe a teimosia. Existe o orgulho de não querer abrir mão daquilo que é tão nosso: o nosso querido ponto de vista. E então começa a confusão, tentamos a qualquer modo impor a nossa verdade ao outro.E nessa briga, ninguém quer dar o braço a torcer, porque isso supõe um ato de fragilidade. Quem cede é um fraco, uma maria-vai-com-as-outras, um joão-ninguém. Quem ganha é o forte, persuassivo, o dono absoluto da verdade, campeão!

Pode ser verdade pra você ou mentira pra mim. Se você acredita, é o que importa pra você. E da minha dúvida cuido eu. Pode ser certo pra mim, mas é errado pra você. E que fique cada um com as suas crenças, com seus valores. Talvez seja cedo ou tarde demais e isso não é o relógio que vai dizer e sim o coração, seja pra dizer oi, seja pra dizer tchau.



quarta-feira, 20 de junho de 2012

Beleza não é relativa - na prática

Às vezes eu lia nos textos dos blogs Biscate Social Clube ou as Blogueiras Feministas entre outros, sobre como ainda hoje a mulher tem que se submeter aos ideais masculinos, que ainda hoje o corpo feminino nada mais é que um objeto de desejo para o homem e como tanto, tem que ter o 'design' que o homem quer, mas eu não queria acreditar que era bem assim mesmo (para muitos mas não para todos).


Essa discussão ganhou mais destaque recentemente por causa da Marcha das Vadias e pelos protestos, por exemplo o da Ucrânia, que as mulheres exibiam seus seios. Muitos julgam a causa desnecessária afinal, dizem, a mulher já alcançou várias coisas e "anda até pior que os homens". Como se a perda de parâmetros demonstrasse independência e maturidade sexual. E claro, não é dessa maneira que se faz um protesto (sim, porque exibir o corpo sem fins comerciais não podchi).

Acontece que entrei num embate com uma pessoa que gosto muito, inclusive, e tive o desprazer de me deparar com o posicionamento que "a mulher tem que se cuidar" porque se não ela vai ficar só com o resto e ela nem pode achar que vai encontrar algo melhor porque nenhum homem quer uma "mulher desleixada". E é assim que a vida funciona, os homens são assim, foi o que ele me disse.

Atenção, é preciso classificar esse "desleixada".

Desleixada é toda mulher que não está nos moldes do corpo de uma Panicat (apesar que eles são modestos, não precisa ser tanto, se não tiver barriga e tiver pernão, bundão e peitão está bom, não precisa ser tããão definida quando uma Panicat). Desleixada é uma mulher que não usa roupas sensuais, poxa, um decotezinho não faz mal a ninguém. Uma roupa bem legal pra te deixar como cara de mulherão, sabe? tipo 'cavala'  e não uma calça jeans e um tênis. Deus os livre das mulheres que usam allstars.

E a maioria dos homens (não todos) é assim e é por isso que a Marcha das Vadias são ainda necessárias, por isso que a mulher ainda tem que sair na rua semi-nua e dizer: esse corpo é meu e não seu, eu não fui criada para o seu prazer.

Porque isso eles deixam e é certo

Isso eles não deixam e é errado 


E não é que em pleno século XXI eu descubro que é uma ousadia a mulher acreditar que não tem a função de um frango no forno para despertar apetites e por fim ser pega e comida?


Não, eu não sou o banquete para os olhos de nenhum homem, não quero ser, eu não preciso ser, eu não tenho que ser.

A beleza tem que ser relativa sim! Nao estou defendendo que a mulher pese 200 quilos, não escove os dentes e nem penteie o cabelo e saia por aí achando que "quem quiser me amar tem que me amar como sou", é preciso se estar bem, gostar de si mesma; padrões sempre existiram, mas é preciso que não se desqualifique, que se inferiorize, eu nem falo em tolerância de "apesar de tudo, vou aceitá-la", porque isso é pouco demais, eu falo de entender que existem vários tipos de pessoas, corpos, cabelos, cores, olhos, estilos e que há beleza em cada tipo deles.

Porque esse moedor de autoestima tem que acabar: