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sábado, 28 de janeiro de 2012

Sim, eu tenho manias

                                                                     Tema da semana: Cada um com a sua mania.

Já fui uma pessoa bem mais cheia de manias. Hoje em dia sou meio alheia a essas coisas, às vezes acho que tem a ver com a fase apática pela qual eu tenho passado. Minhas manias não são hilárias ou extraordinárias, nada que mude o destino da humanidade ou me defina como portadora de algum transtorno obsessivo compulsivo, longe disso, eu acho. No entanto, achei que seria interessante listar no post de hoje algumas manias que já tive ou ainda tenho.

Mania de colecionar canetas: na verdade essa mania se deu por conta dos "ossos do ofício".  Como corretora sempre gastei muitas canetas. Chegou uma época em que eu passei a escolher as que eram mais legais, delizavam mais, duravam e tinham um preço legal. Resultado: tenho hoje potes e caixas de canetas, há esferográficas por toda casa, especificamente as vermelhas.

Mania de adiantar o relógio: sim, por um tempo eu tive essa mania, o relógio do meu quarto era adiantado 15 minutos, pra que eu não me atrasasse pra nada. Isso durou anos e não me pergunte qual a utilidade disso. Sério.

Mania de ler revistas de trás pra frente:  porque é no final de muitas revistas que se encontram algumas coisas de cultura e até fofocas (rs).

Avisei que não era nada de emocionante, mas isso serve pra provar aquela velha história de que "olhando bem de perto ninguém é 100% normal". O importante é se entender e/ou se sentir bem com sua mania. Desde que isso não prejudique os outros, está "tudo" certo.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Estranha, mas não mordo!

Tema da semana: Cada um com a sua mania.


Tenho muitas manias, mas todas inofensivas, garanto! Perceba:
   
O tempo que um indivíduo “normal” leva para lavar as mãos, eu levo o triplo, e se porventura algum pingo de água cair no braço direito, eu molho o esquerdo também, e ainda fica mais problemático se respingar na perna, porque daí eu molho uma e depois a outra na mesma direção do pingo e na mesma proporção de água. Nem vou tentar descrever como fico girando em baixo do chuveiro pra molhar todo o corpo na mesma medida (nada sexy, eu sei!). Outro dia, inclusive, conversando com um amigo sobre esse hábito, ele me sugeriu que eu tomasse banho de balde, tipo assim, um balde pro lado esquerdo do corpo e outro pro direito, só pra eu ter certeza de que a mesma quantidade de água estava sendo usada em todo corpo. Pode rir, eu estou acostumada!

Também evito maçanetas, eu disfarço, pois não acho isso bonito, mas sempre espero que alguém abra a porta pra eu aproveitar “o vácuo”; ou uso lenço de papel, eu sempre carrego uma caixa de lencinhos na bolsa; ou se estou sem lenços, dou um jeito de abrir com um pedaço da blusa; e só em último caso abro com a mão, que eu higienizo depois com álcool em gel, que também nunca me falta, embora o gel não me dê a mesma sensação de limpeza que uma boa lavada com água e sabão. Então já dá pra imaginar que apertos de mão me apavoram, né?! Pois é, mas eu não evito abraços. Pode achar estranho, eu estou acostumada!

Mas, talvez a “limpeza” mais formidável seja “lavar” da minha vida quem me faz mal, não aguento abuso, intriga, desconfiança, falsidade, essas coisas, daí eu corto o mal pela raiz e sigo em frente, mudo e-mail, caminho, conversa, e tudo mais que possa me esbarrar à pessoa, super vivo "os incomodados que se mudem", eu me mudo, é o que eu chamo de higienizar as relações.

Outra mania é me desconectar quando uma situação ou conversa não me interessam, outro amigo meu diz que eu fico em standby. E eu considero essa uma mania deveras saudável já que o silêncio é “o amigo que nunca trai”.

E, sabe, eu convivo até bem com essas manias, elas não são perigosas pra mim, e nem machucam a outras pessoas. Perigoso é ter mania de infringir as leis de trânsito, por exemplo, achando que, só porque o trajeto que se vai fazer é curto, dirigir sem habilitação e na contra mão é inofensivo, pois não é. Ontem mesmo meu pai foi atropelado por um motoqueiro que dirigia sem habilitação um curto trecho na contra mão. Essa aí sim é uma mania irresponsável, perigosa, e que deveria ser combatida com firmeza.

P.S: Meu pai ficou muito machucado, tá internado em observação médica, mas vai se recuperar, pelo menos é o que mais estamos desejando hoje.

domingo, 22 de janeiro de 2012

"De perto ninguém é normal"


Tema da semana: cada um com a sua mania.

A tendência do ser humano é se achar normal e acreditar que não existem pessoas como os personagens cheios de manias que normalmente são apresentados nas histórias de ficção... Mas será?

Acho que todo mundo tem seu lado estranho e manias que aos olhos dos outros são desnecessárias ou ridículas. Não significa que a pessoa é anormal por causa disso, mas sim, muitos hábitos e gostos nossos podem ser considerados anormais, se analisados individualmente.

Eu, por exemplo, adoro tomate cortado em cubos mas não consigo comer tomate em rodelas. Eu não consigo falar bom dia para pessoas, principalmente as que vejo todos os dias. Normalmente, quando consigo falar o superestimado bom dia, não consigo ter a expressão facial de quem está tendo um bom dia. Detesto falar ao telefone, por mais que eu ame a pessoa, é um processo sofrido pra mim, a não ser que se trate de alguém com quem tenho muita intimidade. Não é sempre, mas as vezes preciso de férias de seres humanos... Numa dessas, fiquei 3 dias em casa, fingindo para amigos, para o porteiro e pra zeladora do prédio que eu estava viajando (a parte mais difícil foi manter todas as janelas fechadas)... Sou compulsiva, sempre estou fazendo uma coisa em excesso, mas sou grata por conseguir mudar o objeto da minha compulsividade, acho que isso me poupa de algumas complicações. Até gosto de fazer musculação, mas não consigo ficar nem meia hora na academia se ela estiver cheia. Odeio lugares cheios, odeio desconhecidos, odeio um monte de coisas... Pelo menos quando paro pra pensar nelas. Por isso, as vezes penso que as manias e os desesperos são penalidades por pensarmos em certas coisas... Se não pensássemos, as vezes nos livraríamos... A não ser que realmente se trate de um caso psiquiátrico (não que eu não tenha meus problemas psiquiátricos)...

Enfim, acho que não tenho manias graves, não me sinto o Monk, mas também não me sinto no direito de julgar as manias alheias. Afinal, cada um tem seu jeito de lidar com a vida e se sente incomodado alguns detalhes dela... Normal, normal, acho que ninguém é.