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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Qual o nosso limite?


Tema da semana: limitações
As limitações existem de fato, mas muitas das que nos rondam são psicológicas, coisas da nossa cabeça, monstros que criamos e com os quais devemos ter coragem de lidar.

Sei até onde vão minhas limitações e confesso que isso muitas vezes isso me atrapalha. Aliás, eu acho que sei, pois na hora do aperto a gente meio que desperta, tira força de onde não tem, faz o que acha que não conseguiria fazer, não é mesmo?

Acredito que o grande gosto está em descobrir até onde podemos chegar. Ir além daquilo que nos limita, tentar superar algumas barreiras é o que deixa a vida mais gostosa. E isso só depende da gente, com certeza.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Pulando a muretinha ou a muralha (contanto que pule tá bom)



Tema: limitações

Tudo tem limite. Nossa paciência. Nosso amor. Nosso perdão. Talvez a paciência, o amor e o perdão não devessem ter limites, mas, por ora, somos humanos e isso explica muita coisa. Não é assim que deveria ser, mas é assim que simplesmente é.

Acho que por sermos seres humanos temos limitações sim. E a nossa vontade de sempre tentar ultrapassá-las nos faz humanos também. Essa busca pela transcendência, por tentar ir sempre além, por superação.

É bonito dizer que o céu é o limite, mas não creio que seja sempre assim. Talvez essas coisas todas na minha cabeça sejam o resultado de uma marola de melancolia, entretanto, creio que existam limites para os nossos sonhos e desejos: eu posso ir atrás o fim do mundo atrás de um sonho, mas muitas coisas estão fora do meu alcance, não estão em minhas mãos. E é aí que ficam evidentes as limitações.

Todavia, a existência de tais limitações (e das nossas próprias) não pode nos impedir de tentar, de ir atrás, de arriscar mesmo: de repente, a gente avança um pouquinho. O problema é quando a gente engessa a limitação e ela vira muleta para não fazermos nada de nada da vida e ficarmos para sempre em berço esplêndido. A limitação pode ser uma muretinha de quintal ou a Grande Muralha da China, vai depender de uma série de coisas - entre elas, como a gente enxerga.

Só é preciso tomar cuidado com as limitações que os outros nos colocam. Se tem alguém que conhece a gente é a gente. Ponto. Por isso quando o Zezinho vem dizer que você não sabe fazer isso ou aquilo... Será que ele sabe o que está falando? Claro que muitas vezes a gente mesmo não se conhece tão bem, mas aí são outros quinhentos. 

Eu passei anos ouvindo que eu não sabia fazer determinada coisa e aceitei isso, de cabeça baixa Um dia, percebi que sabia sim - ou tinha aprendido, não importa. Mas continuo ouvindo a mesma coisa. Que fazer? Simplesmente entender que os outros também têm as suas limitações.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Um feitiço contra o feiticeiro

Eu sou daquelas que acreditam que os limites existem especialmente para serem ultrapassados, vencidos, quebrados. Se há uma porta fechada na minha frente, bem na minha frente, por que não abrir e ver no que dá? Portas fechadas, pedras no caminho, ruas interditadas. Sempre haverão vários limites a espera de serem deixados pra trás.

Se são limitações de ordem social, baseada em premissas preconceituosas, racistas, machistas/feministas entre outros, o impulso para que sejam abandonadas é multiplicado por 2, porque junto com você com certeza existe outra pessoa que tem a intenção de vencê-las. E ultimamente existem mais limitações sendo esquecidas que criadas, o que favorece a luta daqueles que estão prontos para o questionamento. Numa sociedade onde não há dúvidas de que  tudo é criado, a liberdade ganha força o pensamento cria asas.

A dificuldade maior, a meu ver, está então numa outra instância, mais complexa e não menos volúvel: o interior de cada um. Aquilo que você precisa vencer dentro de você mesmo é o maior obstáculo que vai encontrar por ai. Libertar-se de si mesmo é o grande desafio. Acreditar que pode abrir a porta e querer abrí-la aceitando as conseqências que isso pode gerar é o mais perturbador. Porque sabemos lidar com limites impostos pela sociedade, desde que esses limites estejam apenas nela, mas não dentro de nós.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Eu não consigo


Tema: limitações

Quando era uma criança meiga e nem fazia idéia dos desdobramentos de uma competição_ isso lá pelos meus sete ou oito anos_ minha escola levou os alunos para comemorar o dia das crianças (ou do estudante, não me lembro bem!), numa praça pública.

Dentre as muitas atividades, eu me interessei pela corrida em redor de toda a praça, então fiquei amontoada com as outras crianças gritando “eu, eu, eu!” me voluntariei, mas a professora que recrutava não me conhecia, e como havia outra Elaine no grupo, esta foi chamada e eu entendi que eu havia sido chamada também.

Deu-se a partida. 

Não demorou nada para eu ficar comendo a poeira daqueles velocistas em potencial. E quando eu olhava para os primeiros colocados, via a outra Elaine entre eles. Como ela era veloz! Deve ter sido por isso que a professora a escolheu.

Enfim, eu que a princípio só queria me divertir, me vi numa disputa acirrada pelo PENÚLTIMO LUGAR. Mas, o mais curioso desse “doce” momento é que eu estava “focinho a focinho” com a Rosilene, uma garotinha tão frágil!

Como eu não tinha consciência de que eu poderia simplesmente parar, continuei dando o MÁXIMO de mim. Enquanto isso, mil coisas passavam pela minha cabeça:

“Por que minhas pernas não conseguiam ser tão rápidas quanto meus pensamentos?”

“Como meus coleguinhas não perdiam o fôlego se eu mesma estava quase infartando?”

“Por que diabos minha professora só ficava gritando _ vai loira?!”

(P.S: à época, eu não tinha os cabelos descoloridos, logo, a torcida não era para mim)

Sinceramente? Não me lembro se ultrapassei a Rosilene_ é sério! Mas a outra Elaine ficou em segundo lugar, disso não me esqueci. Memória seletiva?

Sei não. Só sei que foi exatamente ali naquela linha de chegada que comecei a desconfiar de que eu jamais seria uma estrela do atletismo, quanto mais uma pessoa popular!