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sexta-feira, 2 de março de 2012

Um toque pessoal

Tema: Quem conta um conto aumenta um ponto


Porque às vezes eu me pego prendendo a língua assim para não passar a fofoca pra frente - principalmente no serviço. Tem coisas que dão um comichão e é dífícil segurar as pontas, principalmente quando eu adoro narrar histórias e dramatizar - propositalmente - pequenos fatos cotidianos.

Pensando assim, fica difícil fofocar repassar a informação de modo neutro, porque a gente sempre vai colocar um toque nosso, um comentário maldoso, uma suposição razoável... sempre alguma coisa a mais na história - e aí vai o nosso ponto. Se os jornalistas que, supostamente, deveriam ser neutros ao contar os fatos não são, como nós, reles mortais, seríamos?

Sempre que eu ouço "quem conta um conto aumenta um ponto", lembro do o primeiro cachecol que fiz de crochê: por inexperiência, fui aumentando pontos aleatoriamente, sem me dar conta e acabei ficando com um pequeno monstro de lã. Não aquilo não era um cachecol: era tão imperfeito quanto um caxecol*.

Eu devia ter uns oito anos, mas sabia o que fazer: puxei delicadamente o fio e desfiz tudo o que havia feito. Sorri satisfeita e recomecei meu trabalho, desta vez com mais atenção, mas não com mais perícia.

O mesmo não podemos fazer com os pontos que aumentamos: desfazer nem sempre está dentro das possibilidades nossas de cada dia. E se o impulso é colocar um pouquinho de nossos achismos e impressões naquilo que contamos, principalmente sobre os outros, trama pode ficar mais apertada ainda. E a saia pode ficar justa.

* escrevi com "x" de propósito (!)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Fofoca viesada

Tema: Quem conta um conto, aumenta um ponto.



Muitas pessoas têm que supervalorizar seus feitos para se sentirem seguras, outras exageram nas histórias que contam para serem mais engraçadas ou mais tristes, a verdade é que há inúmeras maneiras de contar um mesmo causo, só depende de quem vai contá-lo.

Não acho que “aumentar um ponto” seja sempre por maldade. No meu caso, por exemplo, tenho a memória fraca (principalmente quando bebo), então, quando conto a alguém alguma coisa que fiquei sabendo, conto do meu jeito, da maneira que lembro, às vezes, até mesmo, diminuindo um ponto.  

Por isso que não devemos acreditar em tudo que escutamos. Todos são viesados ao contar algo sobre alguém que gostam ou não ou sobre si mesmos.