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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Peguei!

Tema: Datas e feriados comemorativos/regionais

Sou suspeita para falar de Festas Juninas, pois sou apaixonada por elas desde muito pequena. E a tristeza era sempre mesma: não ser a noiva ds quadrilha. Meu negócio não é nem nunca foi casamento, mas eu teria dado o meu reino para ser a noivinha da quadrilha da escola - pelo menos uma vez.

Superei a fase da noivinha - naturalmente - e minhas obsessões de festa junina se tornaram pastel e pescaria. Trabalho em festa juninas desde 2006, sempre na barraca da pescaria e me encanto com o encanto das crianças. Sejam os peixes de plásticos na piscina plástica, sejam os peixes metálicos no tanque gigante de areia, as crianças querem pegá-los o quanto antes. Os brindes, em sua maioria quinquilharias, pouco importam: a graça está em levantar o peixe nunca-vivo no ar:

- PEGUEI!

Não, o peixe não vai se debater, na tentativa de lutar por sua vida nem vai render uma boa refeição. Mas isso não torna a brincadeira menos encantadora. Em mais de um ano, as prendas tinham acabado, mas as crianças pediam para pescar os peixes mesmo assim. Acho que concordam comigo.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Santo Antônio não falha!


Luísa tinha 13 anos e estava apaixonda. Ela via no sorriso largo de Gabriel um mundo de coisas coloridas que a faziam dançar sozinha. Ele mal sabia que ela existia. Talvez nem soubesse, na verdade. A não ser que, assim como ela, ele lembrasse daquele dia em que ela estava na biblioteca procurando livros de poesias quando esbarrou com ele entre as estantes, procurando livros de aventura. Desde então, Luísa não parou de pensar naquele sorriso largo.

Depois da aula ia ter ensaio da festa junina, mas Luísa ainda não tinha decidido se ia participar, porque ainda não tinha par - nenhum menino da sua turma a havia convidado pra dançar. Mesmo morrendo de vergonha, Luísa acabou cedendo à insistência das amigas e foi pro ensaio. Quando chegou na quadra veio a grande surpresa: Gabriel estava lá pra ensaiar e também não tinha par. Quase morrendo de vergonha por dentro e tentando controlar a respiração ofegante de nervosismo, Luísa avisou a professora que estava sem par. Imediatamente ela a pegou pela mão, a levou até Gabriel e disse:

- Gabriel, te arrumei um par. E não é qualquer um hein? Essa é a Luísa, do sétimo ano B. Não é linda a sua parceira?

Ele a olhou tímido e sorriu:

- É sim, fessora. Obrigado. Vem cá, Luísa, vamos entrar na fila.

Quando Luísa encostou sua mão na dele, teve medo de desmaiar, mas pegou fôlego e conseguiu se controlar. Ela mal conseguia prestar atenção nos passos e nem se preocupava direito com a dança. Desajeitada, fez Gabriel se divertir e achar graça naquela menina tão calada e tão bonita.

No dia 13 de junho, Luísa saiu de casa com um vestido lindo de chitão e duas tranças com laços de fita vermelha nos cabelos. A festa estava linda! A escola toda enfeitada de bandeirinhas e balões. O cheiro gostoso da pipoca e da canjica estavam em todo lugar. A fogueira iluminava a quadra e esquentava as mãos geladas pelo frio. Só as de Luísa permaneciam geladas, pela emoção de saber que iria encontrar novamente as de Gabriel.

E começou a quadrilha! Damas ao lado dos cavalheiros e Luísa numa felicidade só. De braços dados com seu primeiro amor, Luísa balançava seu vestido de chitão. E foi no meio do balancê que Luísa ouviu o que fez seu coração disparar:

- Luísa, quer namorar comigo?

Ela deu-lhe seu sorriso doce e depois um beijo no rosto, cheio de carinho.

Quando chegou em casa foi direto tirar o Santo Antônio do castigo e contar pra sua avó que a simpatia havia funcionado.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

A Quermesse do Rosário

Tema: Datas e feriados comemorativos/regionais

Tem coisa melhor do que comida de festa junina e quentão/vinho quente? Adoro qualquer tipo de festa junina, mas tem uma em especial que, apesar da simplicidade, me encanta – a Quermesse do Rosário.

Ela acontece em uma pracinha quase em frente à casa da minha avó, de 10 a 13 de junho, todos os anos. É bem familiar, coisa de cidade pequena, em que o bairro todo participa. Minha avó sempre fazia a carne moída para os pastéis, meu tio até hoje cuida da barraca de churrasquinho, por onde se passa há pessoas conhecidas.

Desde que entrei na faculdade não tinha mais ido nessa festa, até por que há alguns anos ela tinha perdido um pouco desse “ar familiar”. Mas este ano consegui ir de novo e parecia que nada havia mudado. Os senhores das barraquinhas de comida eram os mesmos; as “tias” da barraca de pescaria também continuavam lá, com o mesmo sorriso e paciência; meu tio estava na barraca de churrasquinho; o Santo Antônio na porta da igreja da pracinha; o pastel continuava delicioso como sempre; e claro, passamos na casa da minha avó. Foi uma noite super simples e rápida, mas me fez tão feliz!

Às vezes nos esquecemos do por que existem os feriados religiosos ou o quê eles significam, mas acho que se trouxerem essa união, esse ambiente tão gostoso, valem a pena para nossos espíritos, mesmo que nem nos lembremos do lado espiritual.