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sábado, 15 de setembro de 2012

Desculpe!


Tema: cadê sua etiqueta?




Eu aprendi a usar os talheres, a não falar com a boca cheia, a deixar o dedinho comportadamente abaixado ao segurar a xícara, e toda essa convenção social. Mas eu acho chic mesmo é ser adaptável! Vai que um dia eu tenha que arrotar para agradar meu anfitrião; ou tenha que ligar o "modo selvagem" para caçar o alimento que comerei com as mãos e ainda limpar o sangue da boca na manga da minha blusa?!


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Dá pra ser condizente com o que esperamos da sua etiqueta?


Tema da semana: Cadê sua etiqueta?


Eu tenho essa cara de boa moça de família que me irrita. Tenho uma cara de professora que só ficou mais intensificada com o recente uso do óculos. Pronto, fui etiquetada. Às vezes, eu sinto que não tenho muita escolha: tô na roda viva, tenho que dançar.

Dançar eu até danço, mas a coreografia é minha, os passos são meus.

Já ouvi algumas vezes:

- Nunca pensei que você...

Pois é. Aí eu abro um sorriso largo, dou uma baforada do meu cigarro imaginário, às vezes, até vou embora. People take us for granted - e não há nada mais frustrante. Mas eu não me chateio mais com isso.

Se meio mundo quer me etiquetar, por que não deixar todo mundo de boca aberta, sem fala, ao perceber que sou mais (e posso mais) do que a etiqueta que me colaram na cara?

Acho insuportável o exame que diz que estou acima do meu peso assim como aqueles que acham que conhecem a minha natureza por conta de meia dúzia de conversas. Se quiserem me por uma etiqueta, que ponham, mas sou eu quem terá o prazer de fechar as bocas alheias com ela.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Quase uma Glória Kalil


Tema: Cadê sua etiqueta?


Eu aprendi direitinho como uma moça bonita deve se comportar: peço licença, dou bom dia, não falo de boca cheia, não apoio os cotovelos na mesa, falo baixo, não uso roupa curta na Igreja, nem no Hospital, nem na Escola.Não me sento de pernas abertas. Não vou de decote pro trabalho. Não faço barraco. E nunca, jamais, em hipótese alguma, falo um palavrão. Não pode, é feio. 

Juro que é tudo verdade, até eu te conhecer um pouco melhor. Até você me deixar à vontade. Esse é o problema. 

Caralho, falei demais!

Oops. 
;)