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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cabeleireiras e manicures

Essa semana, escrevi no Baú um caso ambientado em um salão de beleza. E quem nunca frequentou um? Seja barbearia ou hair style, a verdade é que a maioria de nós  sentou em uma cadeira colorida em frente a um espelho grandão. Cabeleireiras e manicures não são profissões muito reconhecidas por aí, não existe faculdade para isso, só cursos profissionalizantes. Até bem pouco tempo a profissão de cabeleireira nem era reconhecida como tal. Sem contar todo um preconceito que existia e ainda existe em relação a essas profissionais e ESSES profissionais.

Pessoas que trabalham em salão trabalham para que você vá bem para sua balada. Trabalham no sábado até as 22h00 enquanto a maioria nem trabalha ou trabalha meio período. No fim de ano há salões que seguem seu expediente até a meia-noite, para atender a demanda das clientes natalinas (só aparecem uma vez por ano pra tentar impressionar a família na ceia).

Sem contar que o salão de beleza é quase um consultório. As mulheres lavam a alma lá. Conversam, discutem, riem e choram. As mulheres revolucionam lá. Quantas vezes vi uma loira chegar com o cabelo na cintura e sair de lá morena e com as orelhas descobertas? Há as pequenas superaçõezinhas, aquela mulher que a vida toda só passou esmalte rosinha transparente resolve esmaltar com uma cor vermelho vibrante.
Tem manicures que sabem mais da vida de uma pessoa que a própria família. Elas aconselham, cuidam e guardam segredos (pelo menos até a próxima cliente para quem contará um tico do que houve com a cliente anterior, se for indiscreta).

Garanto que muita gente gasta o tempo livre muito mais em um salão que com a família.

Eu sou suspeita para falar sobre “as profissionais da beleza”, sou muito simpática a elas.  ;)