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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Eu to voltando pra casa


Tema: Despedidas

Hoje faltam exatamente 15 dias pra eu me despedir de Santander. 15 dias pra me despedir de todos os queridos amigos que fiz, da faculdade que estudei por 5 meses, das festas e bebidas típicas espanholas, da certeza de conhecer algo ou alguém novo todo dia.

Posso dizer que essa despedida está mexendo muito mais comigo do que a despedida do Brasil, quando vim pra cá, em que deixei família e amigos. Não porque gosto mais daqui (muito pelo contrário), mas porque sei que o que tenho aqui é algo que jamais terei de novo. Por mais que daqui a alguns anos eu consiga reencontrar alguns amigos, é praticamente impossível juntar todos novamente, por causa da maldita distância. Também posso voltar a viver em Santander um dia, mas nunca mais será uma vida universitária.

O que me conforta é que, dada essa data de validade que minha vida aqui tinha, eu pude aproveitar ao máximo cada momento. Não deixei passar nenhuma oportunidade de me divertir, de sair, de fazer o que tinha vontade.

Agora é hora de voltar pra realidade...


domingo, 24 de abril de 2011

Quem vive de passado é museu.

E nos últimos meses ouvi mil vezes: “o que você vai fazer em Cuiabá?”.

E eu respondia que ia assistir um casamento, e um casamento em que não serviriam álcool, e todo mundo olhava com compaixão, como se fosse horrível. Bem, não foi.

E vim, e assisti um casamento lindo, de uma amiga linda, cercada de amigos lindos. Revi todo mundo, e eu fotografava, e olhava as fotos e achava todo mundo lindo. E voltei a ser, pelo menos por um dia, a adolescente lá de Jataí, que ria de tudo, fazia graça pra todos e era o ser humano mais atrapalhado das redondezas. E revi amigas com quem mantenho contato, ainda que estejamos em mundos diferentes, que eu não tenha mais as mesmas crenças que elas.

E o reencontro se deu aqui, em Cuiabá, uma cidade estranha para todos nós, quente para todos os gostos, mas que carrega mais ainda do meu passado. Aqui eu vivi alguns anos da minha primeira infância, e estou postando justamente do shopping onde eu dava minhas voltinhas no carrossel, dos 2 aos 4 anos. O casamento foi numa chácara na mesma estrada onde meus pais tinham um sítio em que cheguei a morar, onde eu tinha uma vaquinha de estimação chamada Adriana, um cabrito chamado chocolate e uns 7 cachorros, os dobermans Diana, Magno, Bilu, Magno Filho e Bruma, e duas vira latas, a Peninha e a Lessie, e, finalmente no fim, a gatinha Mimi . Os noivos vão morar justamente no prédio onde meu avô morou. Eu já passei na porta do colégio onde estudei, e assim que entardecer, vou passar pelos prédios onde morei... Talvez seja muito passado para um feriado só, mas é bom ainda assim.

Porque não sou museu pra viver de passado, mas nem por isso vou perder o prazer de visitá-lo, e aproveitar as lembranças boas daquilo que passou.

E, vinte anos depois, amei Cuiabá.